Ao final deste TCC poderá ver o Boletim de Ocorrência e demais provas entregues ao JUSBRASIL, PORQUE QUEM NÃO DEVE NÃO TEME E CONHECIMENTO E CAPADICADE NÃO SE ROUBA!!!
Primeiro
agradecimento ESPECIAL a DIVINA TRINDADE
SANTA QUE É DEUS JESUS CRISTO que pela minha vida zela e por me
carregar sempre nos braços!
E
outros agradecimentos especiais àqueles que contribuíram no desenvolvimento
deste Trabalho de Conclusão de Curso – TCC:
Ao
Caro Professor Thiago Pellegrini da ETEC de Itanhaém, possuidor de competência
em manejo florestal entre outras qualificações, que dispôs de seu tempo para orientação
parcial e revisão final do tripé: solo x água x floresta que
desenvolveu este TCC. E com aprendizado deste TCC realizamos o PRAD–Plano de
Recuperação de Área Degradada, da disciplina de manejo florestal que aplica, e
que o Caro Professor Thiago orientou e revisou. Assim sendo receba meus
profundos sentimentos de gratidão pela atenção e dedicação.
Ao Caro Prof. Dr. Sebastião
Venâncio, da Universidade Federal de Viçosa – UFV – MG, que prontamente
colaborou sobre variações de formulação do NPK e outros fertilizantes, além dos
que constam em suas publicações.
Ao
Caro Prof. Dr. Antônio F. Monteiro Camargo Responsável pelo Laboratório de
Ecologia Aquática da Universidade Estadual de São Paulo – UNESP de Rio Claro,
sendo prestativo colaborando com os dados das análises físico–químicas das
águas do Rio Branco, que pesquisa há alguns anos e analisa nos laboratórios da
UNESP, assim como esclareceu minhas dúvidas.
Ao
Caro Eng. Agrônomo Wilson Aparecido Contieri do Instituto Florestal de São
Paulo– IF, que colaborou com a interpretação da análise do parecer do Instituto
de Agronomia de Campinas – IAC, com solução para adubação química do solo,
esclarecimento de dúvidas, assim como a avaliação de custo da área para o
reflorestamento.
Ao Caro Ramon Morato Técnico Ambiental e Samuel do Departamento de Comunicação, ambos do Instituto de Desenvolvimento e Sustentabilidade da Amazônia – IDESAM, que com presteza colaboraram com material de estudos do Carbono Neutro para TCC, essa contribuição e esclarecimentos de minhas dúvidas, valeram mais que ouro, pois demonstraram a capacidade humana e técnica.
Ao Caro William S. Carrillo – Diretoria de Planejamento e Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Itanhaém, que me indicou o Plano Diretor–Lei complementar 168/2015, no que se refere à Conservação e Preservação das Florestas do Município de Itanhaém.
Ao Caro Carlos Frederico Munhoz Ferreira – Diretoria de Meio Ambiente da Prefeitura de Itanhaém, que me orientou sobre toda legislação da Área de Preservação Permanente – APP, o Novo Código Florestal e as demais leis atreladas e, grata também pelos dois livros emprestados de Recuperação de Área Degradada e Mata Ciliar do Prof. Dr. Sebastião Venâncio, que foram muito importantes.
A
Caríssima Profa. de Português–ETEC–Itanhaém, Sra. Arlete Ataíde, que revisou a
gramática desta Tese de Conclusão de Curso.
Ao
Caro Professor Alex Paulo de Araújo da ETEC de Itanhaém, experiente em
recuperação de áreas degradadas entre outras qualificações, acompanhou todas as
experiências referente ao solo no laboratório da ETEC, orientou e revisou parte
deste TCC.
“Temos
de chegar a um consenso sobre novos valores, pois, a natureza não precisa de
nós, somos nós que precisamos da natureza, se não revertermos o processo de
destruição ecológica, a natureza poderá viver sem nós.”
Mikael Gorbachev.
Declaração na ECO92
|
Acompanhando
ao consenso de Mikael Gorbachev, eu
dedico esse
Trabalho de Conclusão de Curso de Técnico em Meio Ambiente, a cultura
multidisciplinar para um Desenvolvimento Sustentável ao Bem Comum, assim como
foi o intenso empenho do Professor Doutor Aziz Ab´Saber IEA–USP, falecido em
2012, e com o Projeto FLORAM incansavelmente labutou por um megareflorestamento
nacional, pelo bem não só técnico como social, por que era assim que ele
visionava o Progresso Real! O Bem Comum! E, como não podemos deixar de lembrar,
também, o Professor Doutor Paulo Kageama ESALQ–USP, (falecido em 2016) que foi pioneiro
no desenvolvimento de modelos florestais, e a partir dele se desenvolveram
modelos econômicos florestais. Ele também prezava pelo Bem Comum!
E,
para alcançarmos melhores dias ao meio ambiente no Brasil, temos em vigor o
Acordo de Paris–Brasil–COP21/22–12
milhões de hectares de reflorestamento, que vem de encontro ao Bem Comum!
EM
VIGÊNCIA– 2017– O ACORDO DE PARIS–BRASIL MAIS VERDE! Estamos apenas começando o
NEW DEAL BRASILEIRO!
RESUMO
Este Trabalho de Conclusão de Curso
– TCC, cujo tema é: Desenvolvimento Sustentável para Produção de Água nos
remete a um mal do século, já que são milhares de lugares e de pessoas em todo o
planeta que, vivem com parca ou nenhuma água.
Diante de tantos desafios e
desequilíbrios ambientais, acerca de 25 anos todos os países admitiram as
problemáticas ambientais, que são interdependentes como à própria natureza
assim o é! Dentre os inúmeros problemas ambientais, centramos atenção no tripé: solo x água x floresta, devido à escassez da água, e apresentamos
neste trabalho como reverter essa situação.
Nas pesquisas realizadas todos os
estudos têm consenso no reflorestamento como única solução, pois os cientistas
provaram que as florestas produzem água através do sistema radicular, que
também filtra e, também é o sistema pelo qual as árvores se alimentam, e tudo
isso acontece através dos ciclos biogeoquímicos que é a natureza em contínua
transformação.
E as matas ciliares são o foco do
nosso trabalho com suas funções ecológicas de suma importância na produção de
água, promovem a manutenção do equilíbrio do ecossistema aquático, tem a função
de evitar o assoreamento, minimizando os efeitos de enchentes, mantém a quantidade e a qualidade das águas, auxiliando na
proteção da fauna local e muito mais.
Lista
de Anexos:
ANEXO A.) Instituto Agronômico de Campinas
– FUNDAG, Seção de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas. Cód. 8192 (1ª.
amostra 0 a 10 cm), resultado da análise de solo – 31/08/16.
ANEXO B.) Instituto Agronômico de Campinas
– FUNDAG, Seção de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas. Cód. 8193 (2ª.
amostra 10 a 20 cm), resultado da análise de solo –31/08/16.
ANEXO C.)
Colaboração do Prof. Dr. Antônio Camargo – UNESP – Rio Claro – planilha anexa.
ANEXO C 1.) Planilha
com dados de Análise Físico – Química das
Águas do Rio Branco.
ANEXO C 2.) Planilha
com dados de Análise Físico – Química das
Águas do Rio Branco.
ANEXO D.) As Principais
Espécies para a Estrutura da Floresta do Parque Estadual da Serra do Mar e
que serão utilizadas para o reflorestamento da Área de Estudo Virtual.
Lista de Figuras:
Figura 1. – Zona Ripária
com Ecossistema em Equilíbrio.........................................
Figura 2. – Esquema de Metragens de um Rio para Recuperação
de Mata Ciliar,
.....................................................................................................................................
Figura 3. –
Localização da Área de Estudo: Atlas de Itanhaém,
Imagem Google
Earth
02/05/2016 e Fotos da Autora de 04/16.....................................................
Figura 4. – Área Objeto de
Investigação Demarcado..................................................
Figura 5. – Coleta de
Solo, Fotos da Autora 04/16.....................................................
Figura 6. – Mapa da Região de
Itanhaém – Solo Predominante na Área
de Estudo –Atlas
de Itanhaém.....................................................................................
Figura 7. – Experimento
com Solo: Teste do Vidro, Fotos da Autora 09/16 e
Carta de
Munssell ........................................................................................................
Figura 8. – Triângulo de
Grupamento Textural.............................................................
Figura 9. – Experimento
com Solo: Teste Táctil Visual, Fotos da Autora 09/16.......
Figura 10. – Experimento com Solo: Classificação Textural, Fotos da Autora 09/16....
Figura 10. – Experimento com Solo: Classificação Textural, Fotos da Autora 09/16....
Figura 11. – Imagem Google
Earth 02/05/2016 – Área de Estudo
Demarcando com
Metragem para Reflorestamento........................................................
Figura 12. – Imagem Google
Earth 02/05/2016 – Local de Coleta do Solo
e Local de
Coleta da
Água..............................................................................................
Figura 13. – Ciclos Biogeoquímicos elaborados pelo LERF/ESALQ............................
Figura
14.
– Imagem Google Earth 02/05/2016 – Área de Estudo Demarcada,
entorno
composto de Floresta Ombrófila Densa.............................................................
Figura 15. – Modelo de
Plantio 2 x 3 m – Pioneiras, Secundárias e Clímax..................
Figura
16. –
Esquema das Espécies Pioneiras e Secundárias Tardias..............................
Figura 17. – Possíveis
métodos para restauração ecológica, desde aproveitamento do
potencial de
regeneração local, passando por monitoramento da chegada de propágulos
até o plantio de
mudas (em casos onde não houve expressão da regeneração natural)......
Figura 18.
– Gualharia e matéria orgânica,
Restauração Ecológica...............................
Figura 19.– Imagem Google Earth de 02/05/2016 – Área de Estudo Demarcada com
Figura 19.– Imagem Google Earth de 02/05/2016 – Área de Estudo Demarcada com
Modelo de
Reflorestamento que será adotado ...............................................................
Figura 20. – Ponte do Rio
Branco – Área de estudo, rio no período de chuvas e no
período de
estiagem, foto da autora e foto do yotube:Obra da Sabesp em Itanhaém....
Figura 21. – Vazão do
Sistema Produtor de Água Mambu – 2013.................................
Figura 22. – Acordo de
Paris–Brasil:12 milhões de hectares reflorestados...................
Figura 23. – Sequestro de
Carbono em Área Degradada Reflorestada – Pacto para
Restauração Ecológica
da Mata Atlântica, LERF/ESALQ.............................................
Figura 24. – Produtor Rural é Produtor de Água–Programa
da Agência Nacional de
Água – A.N.A.................................................................................................................
Figura 25. – Desenho de
Crianças: Calendário Temático do Colégio Albert Einstein
de Itanhaém, dos
alunos Monah Nascimento Pereira e Pedro
Augusto Calliari,
(Calendário 2005)
..........................................................................................................
Lista
de Tabelas:
Tabela 1. – Análise de
Sedimentação ...................................................................
Tabela 2. – Determinação
Granulométrica do Solo – Processo de Peneiramento........
Tabela
3. –Verificação de Teor de Umidade..................................................................
Tabela 4. – Tabela com
dados do Instituto Agronômico de Campinas – IAC
(*) Formulação
calculada como ideal 20–00–15 + 1% de B + 1% Zn.........................
Tabela 5. – Tabela com
dados do Instituto Agronômico de Campinas – IAC
Formulação para
ser aplicada após 3 e 6 meses..............................................................
Tabela 6. – Principais Famílias Arbóreas do Parque Estadual da Serra do Mar,
elaborada pelos
professores Prof. Dr. Mantovanni & Tabarelli,.......................
Tabela 7. – Principais
Espécies Arbóreas da Estrutura de Floresta do Parque Estadual
da Serra do Mar, elaborada João Carlos
Miguel Tomaz Micheletti Neto....................
Tabela 8. – Cálculos do Carbono Neutro por t/ha..........................................................
Lista de Gráficos:
Gráfico 1. – Assimetria da
Análise Granulométrica da 1ª. amostra..............................
Gráfico 2. – Assimetria da
Análise Granulométrica da 2ª. amostra..............................
Gráfico 3.– Gráfico de Coluna da Vazão das Águas do Sistema de Produção
Mambu–Branco em
M³.................................................................................................
SUMÁRIO
1.
Introdução
..................................................................................................................
2.
Caracterização da Área em Estudo para Proposta de Reflorestamento da Mata–
Trecho
na Margem Direita do Rio Branco–Jusante da Barragem Mambu–Branco–
Itanhaém–SP..................................................................................................................
2.1.
Experimentos com Solo da Área de Estudo no Laboratório ETEC .....................
2.2.
Análise do Solo da Área de Estudo
–
pelo Laboratório do Instituto Agronômico de Campinas – IAC
..............................
2.3.
Análise de Água da Área de Estudo
–
pelo Laboratório da UNESP – Rio Claro – São Paulo ............................................
2.3.1.
Como as Análises Físico–Químicas da Água
colaboram na Interação com
a
Mata Ciliar – Tripé: Água x Solo x
Floresta...........................................................
2.4.
Área de Estudo–Espécies Arbóreas do Bioma Mata Atlântica–Parque Estadual
Serra
do Mar–PESM (entorno da área de estudo)........................................................
2.5.
Técnicas e Critérios para Execução de um Reflorestamento
................................
2.6.
Área de Estudo–Trecho da Margem Direito do Rio Branco–Jusante da
Barragem–Volumes
de Água do Rio Branco–Novo Sistema Produtor de Água
Mambu–Branco..........................................................................................................
2.7.
Desenvolvimento Sustentável: Reflorestamento e o Programa de Carbono Neutro.
2.8. Programas de Reflorestamento do
Governo do Estado e do Governo Federal......
3.
A Produção de Água: Produtor Rural é Produtor de Água e Produtor de
Florestas.......................................................................................................................
4.
Considerações finais.................................................................................................
5.
Bibliografia...............................................................................................................
1.
INTRODUÇÃO
Do
Bioma da Mata Atlântica existente temos em torno de 7% das chamadas remanescentes
da Mata Atlântica que são ricas em espécies endêmicas, com regimes
pluviométricos anuais que alcançam, em média, 3.000 mm de precipitações no
litoral sul de São Paulo. Das diversas fisionomias da Mata Atlântica destaca–se
a de vegetação arbórea, que se estende pelas nove cidades: Guarujá, Bertioga,
Santos, Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe que
compõem a Baixada Santista. Parte dessas formações situam–se em áreas
preservadas: o Parque Estadual da Serra do Mar, Parque Estadual Xixová–Japuí,
Área de Proteção Ambiental Continental e Estação Ecológica Juréia que formam a Reserva
da Biosfera da Mata Atlântica, caracterizadas como conjunto de Unidades de
Conservação, com cerca de 315.390 hectares.
O
Parque Estadual da Serra do Mar foi criado como Parque na década de 70 pelo
Decreto Lei n° 10.251 de 30/08/1977, pelo então Governador do Estado Paulo
Egydio Martins, é o maior Parque de Mata Atlântica que tem em suas áreas várias
Reservas Florestais ao longo da cadeia de montanhas de relevo acidentado no litoral
sul, relevo esse que dificulta muitas ações antrópicas. Essas reservas são,
também, protegidas pela Lei Federal do Sistema de Unidade de Conservação n° 9.985/2000,
dentre outras leis sobre Áreas de Preservação Permanente.
As
atividades antrópicas historicamente geraram processos de degradação nesse
bioma, fatos observados na Região Metropolitana da Baixada Santista – RBMS, que
teve seu desenvolvimento econômico com a implantação da ferrovia São Paulo
Railway, no final do século XIX, e criou–se atividade portuária em Santos
seguido do complexo industrial em Cubatão e com a expansão das estradas na
década de 50, construíram a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, que facilitou o
acesso e consequentemente a especulação imobiliária trouxe muito
desflorestamento, modificando severamente a vegetação.
Dessas
modificações na vegetação, reconhece–se que os manejos florestais, sem
princípios e nem critérios, causaram e causam sérios desequilíbrios ambientais
de ordem que foge ao nosso controle. Observamos que o rompimento entre o
desenvolvimento econômico e a ecologia tornou–se explícito com o avanço
industrial desordenado e a especulação imobiliária, praticados pelo pretensioso
domínio da natureza, significando na verdade uma perda de seu suposto controle,
resultando num processo de exploração predatória dos recursos naturais e afetando
a própria vida da humanidade.
Dentre
as formações de florestas e seus serviços ambientais, as florestas são produtoras
de água e a mata ciliar tem atenção destacada no sistema de produção de água e
manutenção das margens dos cursos d’água. Tais fisionomias recebem algumas
denominações, tais como: mata de galeria, bordas da floresta, vegetal marginal,
floresta marginal, floresta ripária, florestas ciliares, florestas ripícolas,
mata beira–de–rio, mata beiradeira, zona ripária, formações florestais
ribeirinhas, mata aluvial.
As
florestas são sistemas complexos de valor incomensurável e nenhuma tecnologia
reproduz os serviços ambientais, desde o simples ato “aparente” dos insetos
polinizarem as plantas, os pássaros e animais dispersarem as sementes, ao
serviço que as árvores promovem de absorver o gás carbônico e através da fotossíntese
devolver o oxigênio. Há, ainda, muitos outros serviços ambientais da natureza,
já que as águas e as matas são
indissociáveis.
Referente
às matas ciliares e a área de proteção, o Novo Código Florestal Lei Federal n° 12.651, para efeitos da
Lei entende–se por:
Art
3°,Parágrafo II – Área de Preservação Permanente – APP: área protegida, coberta
ou não por vegetação nativa, com função ambiental de preservar recursos
hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o
fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem–estar das
populações humanas.
As
matas aluviais exercem suas funções através das águas, fonte da qual as árvores
absorvem os macro e micronutrientes do solo e conduzem os mesmos até o alto da
copa, mecanismos de transformação pela fotossíntese sendo novamente
distribuídos por intermédio das águas e os elementos transformados por todas as
partes da árvore.[1]
As nascentes são
as origens das águas. As nascentes são conhecidas, também, por olho d’água, broto
d’água ou manancial; são aflorações de águas na superfície do solo. As nascentes
surgem de águas localizadas em camadas impermeáveis do solo, os lençóis
freáticos, que são camadas saturadas de águas no subsolo,
também chamado de lençol artesiano, lençol não confinado. São águas
subterrâneas que vão dar origem a acúmulos de águas (represas) ou cursos d’água
como córregos, lagos, regatos, ribeirões, riachos, rios, que são alimentados
continuamente já que os olhos d’água são absolutamente dependentes do complexo
florestal da natureza para surgirem.
As Matas Ciliares
são importantes pelo papel regulador da interação água–solo
para o estoque de águas subterrâneas, pelo seu papel de facilitar a infiltração
de água no solo. Essa relação também se reflete na vazão das nascentes, pois
essa depende das flutuações no volume do lençol freático.
Os danos
ambientais nestas áreas de mata ripária começam pelo desflorestamento; em
seguida, surge o processo de erosão do solo, o assoreamento dos cursos d’água,
que vão destruindo a vida aquática. Outro fator negativamente marcante é quando
existem populações ao redor que depositam os seus lixos nos cursos d’água e o
mal ainda maior, quando existem indústrias que lançam seus resíduos
industriais, contaminando todo o curso d’água, extinguindo o oxigênio, logo,
extinguindo a vida ali antes existente.
Figura
1. – Zona
ripária com Ecossistema em Equilíbrio
Fonte: Motta et al, 2007:05
Por
isso, muitas vezes as ações de intervenção humana para recuperação do solo,
quanto a sua fertilidade para restabelecer as condições adequadas para a
implantação da vegetação ou revegetação, consiste em isolar a área perturbada
e/ou degradada com a construção de cercas para obter eficiência no projeto de
restauração do solo.
As nascentes, cursos d’água e represas,
embora distintos entre si por várias particularidades quanto às estratégias de
preservação, apresentam pontos básicos comuns para o controle da erosão do solo
por meio de estruturas físicas e barreiras vegetais de contenção, minimização
de contaminação de perdas de água por evaporação e consumo pelas plantas. (SMA,
N°1, 2014:6)
A raiz da planta
é o órgão vital, dentre outros, tem a função de sustentação e seu sistema
radicular, que são órgãos especializados em fixação, absorção, reservas,
condução da água e outros nutrientes, mas a grande massa de raízes de nutrição
se encontra nos metros mais próximos à superfície do solo. É de vital
importância à relação entre as plantas e suas raízes e o solo; a relação de interdependência
da parte da árvore são as raízes, responsáveis por transportar os nutrientes
através da água, que afetam e modificam o crescimento da planta.
Há também
fatores que contribuem para a diminuição do sistema radicular, enfraquecendo a
planta, que começa pela significativa redução de água no solo e
consequentemente nutrientes, causando severas restrições ao desenvolvimento da
planta.
No que
diz respeito à mata ciliar, a legislação do Código Florestal anterior determinou
que a cada forma de surgimento d’água, haja uma quantidade de metros mínimos para que a natureza produza água, como vemos:
Figura
2.
– Esquema de metragens de um rio para recuperação de Mata Ciliar
Fonte:
Motta et al, 2007:7
O esquema
apresentado na figura 2 está mantido no Novo Código Florestal, somente para às áreas consolidadas[2] e nas devidas metragens mínimas, pois
só assim é que um sistema natural pode produzir água. Essa relação da planta e
a água é uma interdependência que a hidrologia estuda, é o manejo ambiental das
microbacias, sendo o foco às águas, uma visão integrada ou ecossistêmica de
manejo dos recursos naturais. A bacia hidrográfica é um sistema geomorfológico[3]
aberto, que recebe energia através de agentes climáticos e perde através de
escoamento.
Para que as funções
ambientais continuem contribuindo na produção de água, foram criadas leis
específicas para Área de Preservação Permanente – APP´s, no entanto, apenas nas
áreas consolidadas é que
serão produtoras de água com
eficiência, porque nas áreas não consolidadas ficaram com floresta muito
reduzida com o Novo Código Florestal[4].
Tais áreas consolidadas são áreas de atividades agrosilvopastoris, de
ecoturismo rural, que já existiam em APP´s até 22 julho de 2008, poderão
continuar sendo consideradas áreas consolidadas, desde que não estejam em áreas
de risco e sejam observados os critérios técnicos de conservação do solo e da
água estabelecidos no Programa de Regularização Ambiental–PRA.
Por fim, as áreas não consolidadas são àquelas
ocupadas por cultivo agrícola ou de pecuária ou cultivo de floresta comercial,
pela lei 8.629/93 da Reforma Agrária; como decidimos por área não consolidada
(virtualmente), pois é considerada de média propriedade, compreendida entre 4 a 15
módulos fiscais (em Itanhaém o módulo fiscal é de 10.000m²), e porque acreditamos
ser a água essencial para todas as atividades, adotamos que em nossa área serão
implantadas as medidas determinadas para áreas consolidadas.
[1] www.ecolnews.org.br
[2]A nossa área objeto de investigação (utilizada de forma virtual
como área não consolidada), apesar de ser área rural com desenvolvimento
agrícola, que invadiu a área de preservação permanente; tem função ambiental
de zona tampão na Unidade de Conservação Permanente do Parque Estadual da Serra
do Mar.
[3] As bacias delimitadas pelas formas da superfície, que nas áreas
elevadas são delimitadas pelos divisores de água e possui uma drenagem
resultante do escoamento das águas pluviais e subterrâneas.
[4] Leis estudadas para elaboração desta TCC na bibliografia.
2. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA EM ESTUDO
PARA REFLORESTAMENTO DA MATA CILIAR – TRECHO NA MARGEM DIREITA DO RIO BRANCO, A
JUSANTE DA BARRAGEM MAMBU–BRANCO–ITANHAÉM – SP.
“Desperdiçar
e destruir os recursos naturais, despojar e exaurir a terra, ao invés de usá-la
de modo a aumentar sua utilidade, arruinará a única prosperidade que temos o dever
e o direito de legar ampliada e desenvolvida aos nossos filhos.” Theodore
Rooseveldt [1]
2.1.
Experimentos com Solo da Área de Estudo no Laboratório ETEC
Figura 3. – Localização da Área de Investigação
Fonte: Atlas 2012:15, Imagem Google Earth 02/05/2016 e Fotos da Autora
de 04/16
A área em estudo
está considerada como não
consolidada, apesar do Instituto Nacional de Reforma Agrária–INCRA não fornecer dados por serem sigilosos, assim
também acontece com o Novo Sistema Cadastro Ambiental Rural–CAR (utilizamos a área de forma virtual).
Os
estudos que foram executados nesta área objeto são de implantação de uma
proposta de restauração florestal, em um trecho da margem direita do Rio Branco
em Itanhaém–SP. Para tanto, foi investigada as características físico–químicas
do solo, em um local com histórico de cultivo agrícola de banana, que invadiu a
Área de Preservação Permanente.
Apresentamos as indicações do Instituto Agronômico de Campinas–IAC dos
macro e micronutrientes necessários para recuperação do solo, assim como a adubação
mineral para o crescimento mais rápido nos primeiros anos.
Figura
4
– Área Objeto de Investigação Demarcado
Fonte: Imagem Google
Earth 02/05/2016
Nossa
área objeto de investigação, apresentada na figura 4, possui uma topografia
plana, localizada na planície costeira, porém, observa–se no entorno imediato
feições de relevo acidentado, morros residuais do Planalto Atlântico. Segundo a
Resolução Conama n° 417/09, a vegetação próxima da área de estudo é
de Floresta Ombrófila Densa, enquadrando–se em Florestas Baixas e Altas de
Restinga do Bioma da Mata Atlântica, que após ter sido invadida e desflorestada
a mata ciliar, o solo foi ocupado pelo cultivo de banana. A área de estudo tem função
ambiental de zona tampão do Parque Estadual da Serra do Mar–PESM. Suas dimensões,
segundo imagem do Google Earth de 02/05/2016, são latitude: 24°05’01.91”S e longitude:
46°48’14.52”O, com elevação de 9 metros e altitude do ponto de visão 598 metros.
Demonstraremos
as análises que executamos no laboratório da Escola Técnica Estadual–ETEC com a
finalidade de apurar granulometria e textura do solo.
Figura
5.
– Coleta de Solo
Fonte: Fotos da Autora
de 04/16
Na
figura 5, apresentamos o solo coletado em nossa área estudada, nas profundidades
determinadas pelo Instituto de Agronomia de Campinas – IAC: 1ª. amostra – 0 a
10 cm e 2ª. amostra – 10 a 20 cm.
RESULTADOS: Análise do
Solo da Área de Estudo
Na
figura 6, vemos os solos da cidade de Itanhaém que foram estudados pelos
Técnicos do Instituto Agronômico de Campinas – IAC, e seus estudos encontram–se
no Atlas de Itanhaém de 2012.
Figura
6.
– Mapa da região de Itanhaém–Solo Predominante na Área de Estudo
Fonte: Atlas de
Itanhaém, 2012:22
Vemos
na figura 6 a classificação do solo predominante na área de estudo, é Câmbicos,
Cambissolos. Utilizando–se a classificação da EMBRAPA, a formação Cambissolos –
solo pouco desenvolvido (argila de atividade baixa), entre outras formações:
Latossolos – solo altamente evoluído e rico em argilominerais, ferro e alumínio
+ agrupamentos indiscriminados como, Neosolos e Gleissolos – saturado em água,
rico em matéria orgânica. (Atlas Ambiental, 2012:22)
Quanto
à análise do solo da área de estudo, realizada pelo Instituto Agronômico de
Campinas – IAC em 08/16 verificou–se a necessidade de calagem e adubação,
indicação do parecer da análise[2],
pois é um solo de natureza pobre e ácido, que possui um pH entre 3,90 a
4,10. Na área de estudo, que tem aproximadamente 11 hectares, será necessário
reflorestar aproximadamente 30.900 m² igual a 3,09 hectares. O solo pobre e
ácido tem a necessidade de aplicação de calagem para neutralizar a acidez e
“...aumentar disponibilidade nutrientes, diminuir tóxicos, melhorar o
ambiente radicular e restaurar a capacidade produtiva do solo.” (Tavares
et.al., 2008:50)
Análise Indireta: Teste do Vidro
Figura
7.
– Experimento com Solo das Amostras
Fonte: Fotos da Autora 09/16 e Carta de Munssell
Os
experimentos do teste de vidro na 1ª. amostra, identificou o solo com as
seguintes características: altura: – 2,5cm solo grãos (granulares), 2cm de solo
fino e solo muito fino 2mm, 6,5 cm de água e matéria orgânica em suspensão. Na 2ª.
amostra, as características: altura: – 3,5 cm solo grãos (granulares), 1,5 cm
de solo fino e 2mm de solo muito fino, 7,5 cm de água e muito mais
matéria orgânica em suspensão. Segundo a Carta de Mussell (na montagem de
fotos), destacam–se as colorações de características câmbicos e cambissolos
distróficos.
Dos
tipos de solos sabemos que “o solo é constituído de partículas minerais de
diferentes tamanhos, chamadas de frações granulométricas. A textura do solo
consiste na proporção relativa das frações granulométricas existentes em um
solo. Ou seja, o quanto se tem de areia, silte e argila em uma amostra de solo.“
(Tavares et.al., 2008:23)
Para
tanto, realizamos a análise de sedimentação:
Tabela
1.
–
Análise de Sedimentação
Fonte: Da própria
Autora 12/16
Classificação Textural
Figura
8.
– Triângulo de Grupamento Textural
Fonte:
Santos et. al., 2005:19
E
através da análise de sedimentos pudemos encontrar a classificação textural com
os dados em %, com os quais construímos o ponto de encontro na pirâmide
textural, o resultado demonstrado na figura 8, classificou as amostragens de solo
de textura média.
Determinação
Granulométrica do Solo
Sabemos
que o solo é composto de camadas formadas de partículas de diversos diâmetros,
espessuras e pesos, no processo de peneiramento utilizamos peneiros de inox e em
nosso experimento empregamos os que medem de 20µm a 2mm. O ensaio de
granulometria é utilizado para determinar percentagem em peso das frações
granulométricas dos solos, caracterizando o tipo de solo existente na área
objeto de investigação. (LEB)(DIAS)(KOVOLSKI)
Tabela 2. – Peneiramento
do solo
Fonte: Da própria Autora 09/16
Análise
Gráfica dos Dados de Granulometria
O
objetivo desta análise gráfica da 1ª amostra é obter a curva
granulométrica de um solo, com a finalidade de verificar diâmetro e peso das
partículas de cada fração correspondente ao solo analisado. Segundo a escala da
Embrapa, a amostra é constituída por partículas de 2mm a 20 µm da classe areia.
Temos um solo fino e com partículas de origem rochosa numa quantidade significativa
e em nosso estudo empírico, a maior concentração de partículas é com dimensão
de 63µm de solo fino e peso
de 30,38 gramas.
Gráfico 1. – Assimetria
Positiva da Análise Granulométrica da 1ª. amostra
Fonte: Da própria Autora 09/16
Como
vemos o comportamento da curva é de assimetria alongada para direita, logo demonstra
assimetria positiva, em porção estudada de 100 gramas, em três volumes de
sedimentos se destacam com dimensões muito pequenas, partículas muito finas, e
as partículas de dimensão inferior que tem esse valor positivo.[3]
“... amostras com esferas de 63μm e mais de 1g de peso revelam elevada acurácia[4],
devido à interação das partículas ao sedimentarem.” (Dias, 2004:20) Por fim, o
solo é elementos minerais, matérias orgânicas, sedimentos e outros materiais,
que por milênios vão se deteriorando e solidificando e se transformando e
formando regiões, e assim podemos descobrir do que é formado através de análise
do solo. (Kolvoski, 2008)(Dias, 2004).
Gráfico 2. – Simetria
na Análise Granulométrica da 2ª. amostra
Fonte: Da própria Autora 09/16
A
2ª. amostra é constituída por partículas de 2mm a 20 µm da classe areia.
Temos um solo fino e com partículas de origem rochosa em quantidades
significativas e em nosso estudo empírico, repete–se na 2ª amostra, a
maior concentração de partículas com dimensão de 63µm de solo fino e peso de 42,35 gramas.
Quanto
ao comportamento da curva é praticamente simétrico, com pequeno alongamento à
direita, logo é positivo como na 1ª. amostra, que indica na porção
estudada de 100 gramas que há uma quantidade mais elevada de sedimentos com
dimensões de partículas muito mais finas. (kovolski, 2008)(Dias, 2004).
Teor de Umidade
Tabela 3. – Averiguação Teor de Umidade %
Fonte: Da própria Autora 09/16
Quanto
à averiguação do teor de umidade a diferença é praticamente insignificante de
2% nas porções analisadas, variando apenas a profundidade no ato de coleta.
Análise Granulométrica – Táctil–Visual
(tamanho, cor, brilho e tato)
Figura 9. – Experimento com Solo: Teste Táctil Visual
Fonte: Foto da Autora 09/16
Na
figura 9, a análise do solo nesse teste permitiu apreender o que o tornou leve
como talco, de tonalidade clara e quanto ao tato percebeu–se pó sedoso com
micros grânulos e bastante brilhoso, devido aos sedimentos. O processo de
peneiramento destacou as maiores quantidades, numa porção de 100 gramas, de
cada amostra analisada. Na 1ª. amostra,
a medida 63 μm com 30,38 gramas e na 2ª. amostra, a medida 63 μm
com 42,35 gramas.
Figura
10.
– Experimento com Solo: Classificação
Textural
Fonte: Foto da Autora
09/16
Quanto
à figura 10, a análise é bem subjetiva da textura, porque é por meio da sensação,
e o experimento comprovou que quando seco, após passar pelo processo de peneiramento,
tem–se a sensação de sedosidade e leveza do talco e quando molhado, é modelável
e pegajoso como a argila.
Em
nossos experimentos, verificamos a importância de se fazer análise do solo,
pois somente dessa forma são obtidas informações do que o solo é composto e do
que o solo tem deficiência, seja macro ou micronutrientes, matéria orgânica
entre outras informações, para que se recomponha e a análise é instrumento para
auxiliar o produtor rural no aumento da lucratividade agrícola ou florestal e
restabelecer a fertilidade do solo, caso seja necessário aplicação de adubos
químicos e/ou orgânicos.
Ao
mesmo tempo, é indispensável avaliar o uso do solo em função das suas potencialidades
e limitações ecológicas, tendo-se como referência a sustentabilidade dos
recursos naturais. No caso das florestas, as iniciativas de preservação,
recuperação ou uso sustentado devem contribuir para a conservação dos recursos
hídricos, sob a ótica da gestão integrada da microbacia, da sub-bacia e
finalmente da bacia hidrográfica como um todo. (Lino & Dias, 2003:18)
Lembramos
que as análises de solo são rápidas e de baixo custo, devem ser feitas entre 2 a
4 anos ou num prazo de tempo mais curto, se houver recomendação de um
profissional e as análises de solo são interpretadas, via de regra, por
profissionais como Engenheiros Agrônomos, Engenheiros Florestais e Zootecnistas.
(Watanabe et. al.,2002)
2.2. Análise química do
solo de nossa área de estudo
–
Pelo Laboratório do Instituto Agronômico
de Campinas – IAC
Figura
11.
– Área de Estudo Demarcada com Metragem para Reflorestamento
Fonte: Imagem Google
Earth 02/05/2016
Na
figura 11 demonstramos a demarcação da área objeto de investigação onde
executaremos o reflorestamento e com medidas estimadas que perfazem 3,09 ha. Para
tanto, a primeira etapa de trabalho com o solo é o calcário; informamos
que o Parecer do IAC esclarece que o balanço nutricional não foi elaborado por
não justificar–se tecnicamente. Quanto ao calcário:
[...]a incorporação do calcário ao solo,
mediante revolvimento com arações e gradagens, altera as características
físicas do solo, diminuindo a porosidade, a distribuição de tamanho e a
estabilidade dos agregados, além de destruir os canais resultantes do
crescimento radicular e da atividade biológica, o que prejudica a infiltração
de água, aumentando o escorrimento superficial e facilitando a erosão....corretivos
com qualidade baixa são em geral mais baratos, mas em compensação, devem ser
usados em quantidades maiores para corrigir a acidez dos solos. (Tavares et.al.,
2008:51)
A
indicação sobre o calcário no parecer do IAC informa que a prática da calagem
encarece muito a atividade de reflorestamento; no entanto, sendo empregado
recomenda–se aplicação a lanço, sendo necessários 2 t/ha, aplicando–se
somente em solos muito degradados e deve–se aplicar 30 dias antes do início
de plantio. Em nossa área de estudos, que se encontra perturbada, a equipe
multidisciplinar é quem vai determinar a quantidade a ser aplicada e de que
maneira aplicar.
Adubação Mineral
Quanto às demais recomendações do Instituto
Agronômico de Campinas – IAC após a calagem, a segunda etapa é a
adubação mineral, que deve ser aplicada nos regos. Estes insumos têm a grandeza
Kg/ha[5],
logo, indicamos o total para os 3,09 hectares de reflorestamento:
Fonte:
Parecer de Adubação Mineral do IAC; (*)formulação
calculada como ideal 20–00–15+1% de B + 1% Zn.
O
Eng. Agrônomo Wilson A. Contieri, do Instituto Florestal de São Paulo, colaborou
nesta TCC com os cálculos da adubação química do solo:
Os
cálculos foram feitos considerando que cada muda plantada (uma cova) demanda
0,200 g de fertilizante NPK. Considerando que em um hectare sejam plantadas
2.500 mudas o total de fertilizante a ser aplicado em um hectare deve ser
obtido pela multiplicação, conforme: 2.500 mudas (covas) x 0,200 g de
fertilizante = 500 kg de fertilizante NPK.
O Eng. Wilson instrui:
Na
pratica as dosagens de NPK variam de 150 a 200 gramas por cova, a adubação de
florestas nativas tem como objetivo propiciar um desenvolvimento inicial mais
rápido para que as espécies florestais plantadas passem pelo filtro da
concorrência com as plantas daninhas ou ruderais, não é como na agricultura
onde temos uma meta de produtividade que pretendemos atingir.
Para
completar a adubação de nossa área de estudos, a terceira etapa é a adubação
mineral de cobertura, que deve ser executada entre 3 a 6 meses após o plantio,
na forma de filetes contínuos ao redor da projeção das copas ou no meio do
espaçamento entre linhas de plantios. As aplicações devem coincidir com as
chuvas mais intensas; devem–se utilizar insumos simples.
Tabela 5. – Dados do
Instituto Agronômico de Campinas. Formulação para ser aplicada após 3 e 6
meses.
Fonte:
Parecer de Adubação Mineral do IAC.
Na
última observação da análise do IAC, não foi possível verificar a necessidade
de aplicar ao solo – gessagem[6]
–, porque a 2ª. amostra de 10 a 20 cm sub–superfície não acusou argila
no solo.
Complementando
as orientações sobre adubação mineral para área estudada, o Eng. Wilson nos
cálculos que elaborou, segundo o parecer da análise do solo do IAC, estabeleceu
que para 3,09 hectares x 500 kg de
fertilizante = 1.545 kg de fertilizante NPK, que serão distribuídos nas
porções de 0,200 g por cova, como é recomendado.
Segundo
Prof. Dr. Venâncio da UFV, sobre restauração de áreas perturbadas ou degradadas
recomenda–se quantidades: “de aplicação entre 150g a 200 g de NPK 4–14–8 ou 100g de NPK 6–30–6, mais 2 litros de
esterco de curral curtido ou de galinha curtido, por cova, de forma
generalizada.” (Venâncio, 2010:116)
Buscamos
mais informações com Prof. Dr. Venâncio da UFV, que nos instruiu:
[...]
que a adubação varia em função da fertilidade do solo. A mais tradicional é NPK
4-14-8, mais hoje se tem usado outras formulações como NPK 6-30-6 ou ainda, NPK
10-30-10 e, ainda Fertilizantes de Liberação Controlada da linha Basacote Plus
que busca eficiência nutricional, otimização de operações e segurança de
aplicação e, Basacote Mini que busca eficiência nutricional para aplicação em
estufas e viveiros e Fosfato reativo entre outros, nas proporções já indicadas
em suas publicações.
No
mesmo sentido de trabalho do Prof. Dr. Venâncio, a equipe do Laboratório de
Ecologia e Restauração Florestal – LERF, executou adubação de base na área – num
experimento no município de Campinas – SP, que aplicaram medidas de
fertilizantes na proporção de 200 g por cova, NPK 6–30–6 (ou outro equivalente
com elevado teor de Fósforo (P)), a indicação é similar, em referência a
quantidade ao do Prof. Dr. Venâncio e adubação orgânica é a mesma. (Rodrigues
& Bracalion & Isernhagem,
2009:200/201)
Com
os mesmos procedimentos do Prof. Dr. Venâncio e do LERF, a equipe do
Departamento de Proteção da Biodiversidade do Projeto de Recuperação de Matas
Ciliares da Secretaria do Meio Ambiente tem a prática:
[...]
adubação
realizada nas covas que pode ser orgânica, empregando-se 6 litros de esterco de
curral curtido, ou 3 litros de esterco curtido de galinha, por cova, ou
adubação química, misturando na terra da cova a fórmula NPK 4-14-8 ou outra fórmula
comercial disponível, na quantidade de 200 g por cova. Deve-se misturar o adubo
químico e/ou o orgânico com a parte de cima do solo retirado da cova, colocando
essa mistura no fundo e completando com o restante do solo. Adubação de
cobertura: após 90 dias do plantio, a adubação de cobertura distribuindo-se a
lanço o adubo químico em torno da planta, evitando-se a distância de 20
centímetros ao redor da muda. Pode ser usada a formulação NPK (20-00-20),
aplicando-se 200 g por planta. (SMA,N°1, 2009:17)
Concluímos
que durante o período do projeto, a área reflorestada receberá monitoramento
para que a revegetação pioneira, secundária inicial e tardia e por último, as
espécies clímax, passando a ser Floresta de Conservação e Perpétuas, pelos
serviços ambientais que prestam. Dessa maneira, em alguns anos, a Mata Ciliar
recuperada devolverá a estrutura e função do ecossistema.
Os
especialistas que estudamos e consultamos tem em suas análises proximidade uma
das outras, no que refere ao NPK em variadas formulações, e muitas vezes
utilizam produtos importados como Osmocote e Basacote, que são adubos
importados de liberação controlada, com variações de NPK liberando em 3, 6, 9 e
até 12 meses. Enfim, os especialistas permanecem no consenso de crescimento
mais rápido da floresta nos primeiros anos, favorecendo o sequestro de carbono.
Certamente em nossa área, num prazo estimado
de 3 a 6 meses, dependendo da formulação adotada, o solo terá absorvido os nutrientes
adicionados e desta forma o solo restaurado terá a vegetação ali plantada tonificada,
podendo desenvolver–se de maneira sustentável e no período de monitoramento
receberão outras quantias de nutrientes e fertilizantes que garantirão a formação
de uma Mata Ciliar.
Adotamos,
por convicção, o reflorestamento com metragens mantidas no Novo Código
Florestal para área consolidada, mesmo sendo nossa área não consolidada,
pois somente assim terá capacidade de produzir água com eficiência, tanto
superficial como subterrânea, e que na evapotranspiração formam rios que voam, como especialistas já
comprovaram.
E,
apesar de economicamente a atividade de reflorestamento tornar–se mais cara,
devido à aplicação de calcário, é imprescindível a revitalização do solo com
adubação orgânica ou química, para obter–se uma durabilidade de nutrição para
vegetação. Por isso, a proposta é viável, pelo futuro retorno ambiental que a floresta
proporcionará, produzindo água, resgatando o gás carbônico, formando cadeia
alimentar da fauna terrestre e aquática, reequilibrando o ecossistema; enfim,
desenvolvimento sustentável é retorno certo e duradouro!
[1] fotos da autora e do orientador de TCC 04/16.
[2] parecer acompanha a TCC como anexo.
[3] há estudos executados sobre a formação do município que
identificaram muitos outros sedimentos.
[4] proximidade entre o valor obtido experimentalmente e o valor verdadeiro na medição de uma grandeza física; precisão de uma tabela ou de uma operação.
[5] recomendações NPK em dose de adubo:” Um produtor rural recebeu o resultado da análise de solo que indicava uma adubação de 10 kg N/ha; 40 kg P/ha e 30 kg K/ha. O produtor rural não soube decifrar as quantidades de sulfato de amônio, supertriplo e cloreto de potássio. Os elementos estão na forma elementar.”(Braga,2014)
[6] gessagem é uma técnica de aplicação de cálcio e enxofre para
melhorar o ambiente em superfície para solos salinos e sódicos, é um corretivo
para o solo, que promove a neutralização da acidez.
2.3. Análise de Água da
Área de Estudo – pelo Laboratório da UNESP – Rio Claro – São Paulo
Verificamos, segundo a Resolução
Conama n° 357/2005, sobre a classificação das águas do Brasil e selecionamos
somente texto que o Rio Branco se enquadra, entende–se:
Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e
diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições
e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências.
Considerando o Art. 9°, inciso I, da
Lei no 9.433, de 8 de janeiro de 1997, que instituiu a Politica Nacional dos
Recursos Hídricos e demais normas aplicáveis a matéria;
Considerando que a saúde e o bem–estar
humano, bem como o equilíbrio ecológico aquático, não devem ser afetados pela
deterioração da qualidade das águas;
CAPITULO I –
DAS DEFINIÇÕES
Art. 2º. Para efeito desta Resolução
são adotadas as seguintes definições:
I – águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5
‰;
IX – classe de qualidade: conjunto de condições e padrões de
qualidade de água necessários ao atendimento dos usos preponderantes, atuais ou
futuros;
XX – enquadramento: estabelecimento da meta ou objetivo de
qualidade da água (classe) a ser, obrigatoriamente, alcançado ou mantido em um
segmento de corpo de água, de acordo com os usos preponderantes pretendidos, ao
longo do tempo;
XXVII – parâmetro de qualidade da água: substancias ou outros
indicadores representativos da qualidade da água;
CAPITULO
II –
DA CLASSIFICAÇÃO DOS CORPOS DE ÁGUA
Seção I – Das Águas Doces
Art.
4°. As águas doces são classificadas em:
I
– classe especial: águas destinadas:
a)
ao abastecimento para consumo
humano, com desinfecção;
b)
a preservação do equilíbrio natural
das comunidades aquáticas; e
c)
a preservação dos ambientes
aquáticos em unidades de conservação de proteção integral;
II – classe 1:
águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo
humano, após tratamento simplificado;
b) a proteção das comunidades
aquáticas;
d) a irrigação de hortaliças que são
consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam
ingeridas cruas sem remoção de película; e
III – classe 2:
águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo
humano, após tratamento convencional;
b)
a proteção das comunidades aquáticas;
d)
a irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de
esporte e lazer, com os quais o público possa
vir a ter contato direto;
IV – classe 3:
águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo
humano, após tratamento convencional ou avançado;
b)
a irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
d)
a dessedentarão de animais;
V – classe 4:
águas que podem ser destinadas
b) a harmonia paisagística;
CAPITULO III – DAS
CONDIÇÕES E PADRÕES DE QUALIDADE DAS ÁGUAS
Seção I – Das Disposições Gerais
Art. 7°. Os padrões de qualidade das
águas determinados nesta Resolução estabelecem limites individuais para cada
substância em cada classe.
Art. 8°. O conjunto de parâmetros de
qualidade de água selecionado para subsidiar a proposta de enquadramento deverá
ser monitorado periodicamente pelo Poder Público.
Consideradas:
Art. 10°. Os valores máximos
estabelecidos para os parâmetros relacionados em cada uma das classes de
enquadramento deverão ser obedecidos nas condições de vazão de referencia.
§ 1° Os limites de Demanda
Bioquímica de Oxigênio (DBO), estabelecidos para as aguas doces de classes, 2 e
3, poderão ser elevados, caso o estudo da capacidade de autodepuração do corpo
receptor demonstre que as concentrações mínimas de oxigênio dissolvido (OD)
previstas não serão desobedecidas, nas condições de vazão de referencia, com
exceção da zona de mistura;
§ 3° Para aguas doces de classes 1 e
2, quando o nitrogênio for fator limitante para eutrofização, nas condições
estabelecidas pelo órgão ambiental competente, o valor de nitrogênio total
(após oxidação) não devera ultrapassar 1,27 mg/L para ambientes lenticos e 2,18
mg/L para ambientes lóticos, na vazão de referencia.
2.3.1 Como as Análises físico-químicas da água colaboram
na interação com a Mata Ciliar – Tripé: Água x Solo x Floresta.
Como as águas de um rio, as águas do Rio Branco se
classificam por água doce e enquadra–se nas classes: especial, classe 1, classe
2, classe 3 e classe 4 descritas na Classificação dos Corpos de Águas da
Resolução Conama n° 357/2005.
Figura 12. – Local de
Coleta do Solo e Local de Coleta da Água
Fonte: Imagem Google
Earth 02/05/2016
Na
figura 12 mostramos a localização, muito próxima de nosso ponto de coleta de
solo, onde o Prof. Dr. Antonio Camargo faz coletas das águas do Rio Branco,
para levar à UNESP, onde são desenvolvidas suas pesquisas e tais analises
físico–químicas foram cedidas para o desenvolvimento deste trabalho.
O
Prof. Dr. Venâncio–UFV tem comentários do seu livro Mata Ciliar na página do Ambiente
Brasil, que trata sobre o ecossistema aquático, para conhecimentos básicos de
indicadores e bioindicadores, que se agrupam em espécies que vivem em rios,
ribeirões, riachos, lago, lagoas e represas,” ...há
vários estudos que propõem um conjunto de indicadores de avaliação da
recuperação e da sustentabilidade dos projetos de restauração e/ou manejo das
florestas...”.
As matas ciliares funcionam como filtros, retendo defensivos
agrícolas, poluentes e sedimentos que seriam transportados para os cursos d’água,
afetando diretamente a quantidade e a qualidade da água e consequentemente a
fauna aquática e a população humana.
A importância da vegetação ripária é ímpar,
regula a temperatura da água e é parte da cadeia alimentar com frutos, flores,
folhas, galhos aos vertebrados, invertebrados e insetos dos cursos d’água e que
multiplica a biodiversidade.
Nas
pesquisas desenvolvidas por Pagotto & Palhiarini (P&P), a vegetação
ripária influência intensamente e há absoluto consenso que:
[...] para maior disponibilidade e
qualidade dos recursos hídricos é necessário à preservação dos ecossistemas
florestais ripários, pois, graças a eles, as águas das chuvas podem ser
absorvidas e liberadas lentamente para os cursos d’água. Neste sentido, o
conhecimento da relação entre as florestas e as águas tem crescido
substancialmente com os avanços da ciência e tecnologia, de modo que novas estratégias
de conservação têm sido propostas, a fim de reduzir seu intenso desmatamento. (P&P,
2015:67)
Acrescenta
ainda:
[...]
a vegetação ripária possui relevância ecológica na preservação da
biodiversidade aquática e terrestre, uma vez que o material oriundo de sua
biomassa é importante para o crescimento de insetos aquáticos e fonte de
energia para cadeia alimentar do ambiente terrestre circundante. (P&P, 2015:67)
Diante da importância da vegetação ribeirinha e sua
interação com o curso d’água, elaboramos estudos das análises das águas do Rio
Branco realizadas pelo Prof. Dr. Antônio Camargo e estudamos somente os
dados da margem direita do curso do Rio Branco, pelo fato do trecho
estar próximo ao local de coleta do solo. As análises[1]
são realizadas no laboratório da UNESP – Rio Claro e verificamos os parâmetros
de análise físico–química, para demonstrarmos as características físico–químicas
em interação com as águas do Rio Branco no trecho próximo da área de estudo.
Caso os índices não estiverem
em interação, afetarão as comunidades biológicas dos vertebrados, invertebrados
e insetos aquáticos que refletem a integridade ecológica dos ecossistemas e “no
que diz respeito à alteração da qualidade da água, os sedimentos que são transportados
para dentro dos corpos d’água modificam a turbidez e o oxigênio dissolvido, e
isso afeta as fases de desenvolvimento dos peixes.”(P&P, 2015:70)
Quanto
às águas do Rio Branco, são estudadas pelo Prof. Dr. Antônio Camargo desde maio/13
e nos cedeu dados até a coleta em fevereiro/16. Em nosso estudo a seguir,
determinamos siglas: Média do Índice=M.I.,Maior
Índice do período=>I., Menor Índice
do período=<I. e, Última
Coleta=U.C.
Um curso d’água influencia intensamente na diversidade de espécies por fatores,
tais como:
Caractéristicas
Físicas do Rio Branco &
Comentários:
Temperatura:M.I.=22,14°,>I.=29,61°(02/14),<I.=18,8°(08/14)
e,U.C.=22,64°(02/16)
A
temperatura está relacionada com o aumento do consumo de oxigênio e com a
mudança do pH, entre outros fatores. O aumento da temperatura da água diminui o
oxigênio dissolvido na água, o que pode trazer mortandade da vida aquática. A
temperatura é manutenção da vida aquática. O desflorestamento da mata ciliar
influência acentuadamente na temperatura da água, pois além da vegetação oferecer
proteção das irradiações solares, a própria floresta é parte de a cadeia
alimentar dos rios. “Os ambientes aquáticos brasileiros apresentam, em geral,
temperaturas na faixa de 20ºC a 30ºC.” (FUNASA, 2014:18). E no trabalho de
Almeida da FATEC de Jaú, sugere temperatura inferior a 40°. Nossos dados se
enquadram em ambos os estudos.
Condutividade:M.I.=0,29μs/cm,>I.=0,49μs/cm(11/14),U.C.
e <I.=0,21μs/cm(02/16)
Quando a condutividade
estiver acima de 100 μs/cm, a água
sofreu impactos indesejáveis, nossos índices estão quase insignificantes.
[...] além da temperatura, o pH da amostra
pode ter grande influência sobre os valores da condutividade elétrica,
especialmente em águas pobres em sais solúveis e de baixos valores de pH (<
5), os cátions e ânions tem correlação direta com a temperatura. Assim a
condutividade também fornece uma boa indicação das modificações na composição
da água, especialmente na sua concentração mineral, mas não fornece nenhuma
indicação das quantidades relativas dos vários componentes. (Araújo et. al., XVII Simpósio:4)
Turbidez
(UNT):M.I=11,30,>I.=24,4(02/15),<I.=1(05/13),e
U.C.=12,4(02/16).
Na Classe 1 até 100 UNT da Resolução CONAMA n° 357/05.
A turbidez é causada pela presença de materiais em suspensão
e é alterada
devido à devastação das matas ciliares, do assoreamento e da erosão das
margens. “Águas turvas impedem a luz
solar de penetrar e desfavorece a fotossíntese da vegetação aquática, a alteração na qualidade da água se dá através do
aumento da turbidez e das partículas em suspensão como bactérias, argilas e
siltes e da vazão de base.” (Almeida, Slide:13) Nossos dados estão bem
abaixo do limite da resolução.
Cor Natural:
A determinação da cor é feita por comparação visual, é o teor de matéria
orgânica ou inorgânica existente.
A
informação que recebemos do Prof. Dr. Antônio Camargo da UNESP Rio Claro é: “A água do Rio Branco sempre foi
barrenta, por isto ele se chama Branco. Esta característica é natural e, se
deve ao tipo de solo que Rio Branco drena que é rico em argilas.”
E na Resolução CONAMA n° 357/05 Classe 2 tem limite de até 75 U.C.(unidade de
cor), “sendo cor 15 uH o valor máximo aceitável para a cor da água potável.”
(FUNASA, 2013:58)
Sólidos Suspensos (sedimentos):
são partículas diversas, sedimentos ou não sedimentos e que pode ser separado
por filtração, um dos motivos pode
ser
assoreamento que é o aumento de sedimentos que se deve a falta de filtração,
significando também ausência de borda de floresta.
pH:M.I.=6,15,
>I.=6,90(11/14),<I.5,21(02/16)
e, U.C.5,21(02/16)
O
pH é uma das determinações de qualidade de água mais frequentemente executada,
apresentando a acidez ou a basicidade das águas . O pH nas águas doces tem
valores permitidos de 6 a 9. O índice abaixo de 7 a água é considerada ácida e
acima de 7 é alcalina. Água com pH 7 é neutra. (Almeida, slide:24).
A
margem direita do Rio Branco está com água ácida,
“pH < 4,5 – acidez por ácidos minerais
fortes.” (FUNASA,2014:21)
Nitrogênio Total (mg/L):M.I.=0,33,>I.=0,70(02/14),<I.0,14(08/15)e,U.C.=0,34(02/16)
Segundo a Resolução Conama n° 357/05 – Classe 1, quando
3,7 mg/L N, para pH ≤ 7,5 e, quando 2,0
mg/L N, para 7,5 < pH ≤ 8,0 e, quando 1,0 mg/L N, para 8,0 < pH ≤ 8,5 e,
quando 0,5 mg/L N, para pH > 8,5. A nitrificação é o processo de conversão
da amônia em nitratos, decomposição ou amonificação e é realizado por bactérias
e fungos, processo pelo qual o nitrogênio circula através das plantas e do solo
pela ação de organismos vivos. O nitrogênio é essencial para o crescimento
de todos os seres vivos.
§ 3o Para águas doces de classes 1 e 2, quando o nitrogênio for
fator limitante para eutrofização, nas condições estabelecidas pelo órgão
ambiental competente, o valor de nitrogênio total (após oxidação) não deverá
ultrapassar 1,27 mg/L para ambientes lenticos e 2,18 mg/L para ambientes lóticos,
na vazão de referencia.(CONAMA 357)
NH³ Amonia (mg/L):M.I.=4,61,>I.=21,94(11/13),<I.=0(05/14)e,U.C.=4,17(02/16).
“Amônia (N–NH3): elemento tóxico e prejudicial à saúde humana,
sua presença na água pode ser resultado de intensa atividade microbiológica
devido à poluição orgânica ou
contaminação química, mas o valor aceitável de N–NH3 para utilização e abastecimento
humano, após tratamento, é de até 2 mg/L em pH entre 7,5 e 8” (Resolução CONAMA
n° 357/05 – Classe
2) (Equipe Águas de Piracicaba).
NO² Nitrito (mg/L):M.I.=2,08,>I.=4,26(02/16),>I.=0(11/14)e,U.C.=4,26(02/16).
“Valor máximo Nitrito
1,0 mg/L N.”(Resolução CONAMA n° 357/05 –
Classe 1)
NO³Nitrato (µg/L):M.I.=109,0;>I.394,0(02/15),<I=11,90(05/14)
e,U.C.47,14(02/16).
“Valor máximo Nitrato
10,0 mg/L N.” (Resolução CONAMA n° 357/05 –
Classe 1)
Oxigênio
Dissolvido(mg/L)–OD:M.I.=7,68,>I.=12,09(11/14),U.C.
e <I.=2,68(02/16)
O
menor índice é de 2,68 em 02/16 e na Resolução CONAMA n° 357/05 nos corpos d’água
classe 2: OD ≥ 5,0 mg O²/L, Corpos d’ água classe 4: OD ≥ 2,0 mg O²/L, e o
menor índice está muito próximo da classe 4. Segundo Araújo et.al. o oxigênio
dissolvido é de importância vital para os seres aquáticos aeróbios, mantendo o
equilíbrio da vida aquática. Um rio considerado limpo, em condições normais,
apresenta normalmente valores de OD de 8 a 10 mg/L.
“Para
a manutenção da vida aquática aeróbica são necessários teores mínimos de
oxigênio dissolvido de 2 mg/L a 5 mg/L.” (FUNASA, 2014:25). Nosso índice médio
está bem elevado.
O oxigênio dissolvido é proteção da vida
aquática e o principal parâmetro. O nível de OD em águas naturais é com
frequência, uma indicação direta de qualidade uma vez que as plantas aquáticas
produzem oxigênio, enquanto microorganismos geralmente o consomem.
PT
(mg/L):M.I.=26,51,>I.=65,7(05/15),<I.=14,97(08/13)e,U.C.=62,08(02/16).
O fósforo é essencial ao crescimento de todos os seres vivos.“O valor de
P–total aceitável para abastecimento humano,após tratamento,é de até 0,05 mg/L.”
(Resolução CONAMA n° 357/05–classe 2). Nosso
índice médio está bem elevado.
PO4 Fósforo Total (mg/L):M.I.=2,11,>I.=5,79(08/14),<I.=0(05/15), e se repetindo
02/15 e, 11/14 e, 05/14 e, 11/13 e, U.C.=1,68(02/16),
“P < 0,01–0,02 mg/L = não eutrófico,
P
entre 0,02–0,05 = estágio intermediário,
P
> 0,05 mg/L = eutrófico” (Araújo et. al., XVII Simpósio:8).“Fósforo total (ambiente lótico
e tributários de ambientes intermediários) 0,1 mg/L P.”
(Resolução CONAMA n° 357/05 – classe 1)
Fósforo
total (P–total): é importante nutriente dos seres vivos, porém sua concentração
é altamente influenciada pelo esgoto doméstico e industrial e pela usual técnica
de adubação do solo. “O valor de P–total aceitável para abastecimento
humano, após tratamento, é de até 0,05 mg/L.” (Resolução CONAMA n° 357/05 – Classe 2).Nosso índice médio está bem
elevado.
A
presença de fósforo na água está relacionada a processos naturais (dissolução
de rochas, carreamento do solo, decomposição de matéria orgânica, chuva) ou ações
antropogênicas (lançamento de esgotos, detergentes, fertilizantes,
pesticidas). “Em águas naturais não poluídas, as concentrações de fósforo
situam–se na faixa de 0,01 mg/L a 0,05 mg/L.” (FUNASA, 2014:23)
Salinidade (ppt):
A salinidade é a medida dos teores de sais dissolvidos na água e, das análises,
até a última coleta, foram sempre 0 (zero). Segundo Resolução Conama n° 357 da classificação de águas: I – águas doces: águas com salinidade
igual ou inferior a 0,5 ‰;
O intuito de apresentar as variações, elevações ou
desestabilização dos índices no sistema lótico, é porque o ecossistema é todo
interligado, é para demonstrar que a ausência da Mata Ciliar facilita o escorrimento
da adubação química depositada no solo e em especial, fósforo e nitrogênio e
seus derivados, e que os resultados das análises denotam maior elevação. O
desflorestamento da mata ciliar com a invasão da Área Preservação Permanente e
ocupação pela agricultura favorecem o escoamento dos fertilizantes para os rios
porque são drenados através do solo e gradativamente afetam a vida aquática.
Lembramos que as matas beiradeiras, entre inúmeras funções ambientais das
florestas, têm a função de filtragem dos elementos (é claro que até a
capacidade natural da floresta), o que evita danos à vida aquática.
Para compreendermos melhor, o planeta Terra, que é
um imenso organismo vivo, repleto de outros pequenos, médios e grandes seres
vivos, em estágios de evolução diferentes no mesmo planeta em ecossistemas
diferentes, que existem há milênios e que centenas destes seres vivos milenares,
existem nos ecossistemas e tem interligações de alta complexidade desde a formação
do planeta, que começaram a surgir diminutos microorganismos que atuam na
proliferação e transformação e decomposição da matéria, que se tornam
nutrientes e energia para o solo, para as plantas que absorvem através das
raízes e para uma infinidade de bactérias, fungos, protozoários entre outros
microorganismos componentes de um ecossistema, sejam eles produtores,
consumidores ou decompositores e liberam para a atmosfera o gás carbônico (CO2),
quanto ao restante passa compor a matéria orgânica do solo.
As plantas no solo ou na água exercem suas funções
principais através de um processo denominado fotossíntese.
Portanto, a fotossíntese é o único processo de entrada de energia em um
ecossistema. Nos estudos de Araújo et al. os nutrientes são importantes para
avaliação da qualidade da água, pois estão intimamente ligadas à produtividade
aquática.
Há interferência entre os elementos físico–químicos
durante todo o dia, como explica Araújo
et. al.:
O pH em rios
flutua consideravelmente com a hora do dia e com a profundidade e está
relacionado com a concentração de CO2. Este, por sua vez, reage com a água
produzindo o íon hidrogênio H+. Durante o dia, a remoção de CO2 pela
fotossíntese das plantas aquáticas causa elevação do pH, já que ocorre a
diminuição da produção do íon H+ devido à pouca quantidade de CO2 presente na
água. Desta forma, o pH mais alto geralmente ocorre à tarde. À noite, a
fotossíntese cessa, havendo acumulação de CO2 que, ao reagir com a água, libera
íons H+, diminuindo o pH. Assim, o menor valor de pH geralmente ocorre perto do
amanhecer. A quantidade de luz para a realização da fotossíntese diminui com a
profundidade. Desta forma, o pH também tende a declinar com o aumento da
profundidade do rio. O pH de um corpo d’água também pode variar com o
lançamento de águas de chuva, de esgotos e com a água do lençol freático, pois
quanto mais ácido for o solo da bacia, mais ácidas serão as águas deste corpo
d’água, refletindo o tipo de solo por onde a água percorre.(Araújo et. al., XVII Simpósio:6)
E ainda esclarece: “O nitrogênio, junto ao fósforo,
é considerado um dos elementos mais importantes no metabolismo de ecossistemas
aquáticos. Esta importância deve–se
principalmente à sua participação na formação de proteínas, um dos componentes
básicos da biomassa.” (Araújo et. al., XVII
Simpósio:8)
É preciso haver um
equilíbrio nos Ciclos Biogeoquímicos, que é o conjunto dos ciclos interno
(abaixo do solo) e externos (na atmosfera). Essa cadeia sistêmica, melhor
dizendo, essa rede ecossistêmica é absolutamente incopiável, pois os cientistas
não conseguem reproduzir, devido às centenas de minuciosos e pequeninos
microorganismos como bactérias e fungos entre outros, que associados a gases,
solo, elementos químicos naturais, que formam o ciclo biogeoquímico, desenvolvem
o ambiente para que haja o ecossistema, formando o vínculo interligado e
interdependente e de alta complexidade para que existam as florestas, e em
especial as matas ciliares.
Como a
energia não pode ser criada nem destruída e, sim, transformada, a Terra é um
organismo vivo se transformando a todo instante pelos efeitos da natureza, tais
como ciclo da água e ciclo do carbono e ciclo do oxigênio e ciclo do enxofre e ciclo
das rochas e ciclo do nitrogênio e ciclo do fósforo e ciclo do cálcio que são
matéria orgânica e reservatório de carbono, é um sistema que tem a capacidade
de armazenar e trocar carbono com a atmosfera e a participação dos diminutos microorganismos
é vital, para biomassa formada por parte viva acima do solo e a biomassa viva
abaixo do solo (raízes), assim como a madeira morta, serapilheira e solo.
Figura 13. – Ciclos Bioquímicos elaborado pelo LERF
Fonte: Rodrigues et
al, 2007:60
Das
funções naturais das matas de galeria, que promovem a manutenção do equilíbrio
do ecossistema aquático, no que se refere à matéria orgânica e dos nutrientes
que entram nesse sistema ribeirinho, também tem a função de evitar o
assoreamento dos mananciais, minimizando os efeitos de enchentes, mantendo a
quantidade e a qualidade das águas[1],
auxiliando na proteção da fauna local.[2]
Quanto à qualidade
”[...] dos solos podem ser naturalmente ácidos em função da própria
pobreza em bases do material de origem, a alteração de alguns minerais bem
como o uso de alguns fertilizantes podem tornar o solo ácido
.” (Antunes et. al, 2009:283) Nesta sequência de troca e
interdependência, a água do Rio Branco da margem direita acusa o seu pH ácido, e
da análise do solo constatamos que o solo está ácido; logo, os resíduos por
escoamento estão se depositando no corpo d’água, já que não há mata ciliar para
filtrar em muitos trechos das margens do Rio Branco. Porém, o Prof. Dr. Antônio
Camargo observa: “Ambientes com pouco oxigênio e muito nitrogênio e fósforo
podem ter causas naturais ou podem ser devido ao lançamento de esgotos. Como
não existem lançamentos no Rio Branco, estas características da água são
naturais.”
Como
se vê, através dos dados analisados, foi possível verificar a importância da
vegetação, seja ela matas ripárias ou outras formações de florestas em total
interdependência com os ciclos biogequímicos, para que se possam engrenar
planejamentos de recuperação de todas matas ausente nos trechos do curso do Rio
Branco.
Além de aspectos
como área, forma e estrutura de drenagem, é importante conhecer as
características hidrológicas, como vazão e qualidade da água. São considerados
como principais parâmetros físico-químicos de qualidade a temperatura, pH,
turbidez, salinidade, oxigênio dissolvido, teor de matéria orgânica e a concentração
de alguns nutrientes, como nitrogênio e fósforo. (Lino,2003:17)
Todos esses parâmetros e muitos outros, variam em
resposta às formas de uso da água e do solo na bacia hidrográfica. No que se
refere à mata ciliar, ao que se prende essa TCC, lembramos que as bordas de
floresta, entre outras funções ambientais, têm no sistema radicular a
propriedade de produzir água mais
também é filtro natural, e esse filtro evita prejuízos à vida aquática de
muitas das atividades antrópicas, no entanto, infelizmente a humanidade
ultrapassa a capacidade dos serviços ambientais da natureza.
[3] Rede de Águas
2.4. Área de Estudo - Espécies Arbóreas
Bioma Mata Atlântica – Parque Estadual Serra do Mar
Figura
14
– Área de Estudo Demarcada entorno composto da Floresta Ombrófila Densa
Fonte: Imagem Google
Earth 02/05/2016
A Serra do Mar tem um
bioma e ecossistemas de formação complexa e segundo o Plano de Manejo do Parque
da Serra do Mar, são compostos pela Floresta Ombrófila Densa
de Terras baixas (também conhecida como Floresta
Alta do Litoral, Floresta de Planície ou Restinga Alta) e pela Floresta
Ombrófila Densa Submontana ( Floresta da Encosta da Serra do Mar) ( Instituto EKOS
Brasil, 2006:7).
O Instituto de Botânica de São Paulo, em suas pesquisas e
experimentos, verificou que os modelos de recomposição e reflorestamento
induzidos com espécies nativas, com alta diversidade nas matas ciliares, têm
mais sucesso, seguindo o modelo dinâmico de reflorestamento heterogêneo com
perpetuação da floresta.
Destacamos
as principais famílias,
com riqueza elevada de espécies arbóreas na Floresta Atlântica de encosta no
Estado de São Paulo, com pelo menos quatro espécies amostradas em sete levantamentos
florísticos na floresta atlântica de encosta no estado de São Paulo.
(Mantovanni & Tabarelli, 1999).
Principais Famílias Arbóreas
Tabela
6.
– Principais
Famílias Arbóreas do Parque Estadual da Serra do Mar
PRINCIPAIS FAMÍLIAS
DA ESPÉCIE ARBÓREA
|
N° DE ESPÉCIES
|
PRINCIPAIS FAMÍLIAS
DA ESPÉCIE ARBÓREA
|
N° DE ESPÉCIES
|
Myrtaceae
|
79
|
Myrsinaceae
|
8
|
Leguminosae
|
49
|
Palmae
|
7
|
Rubiaceae
|
35
|
Proteaceae
|
7
|
Lauraceae
|
27
|
Meliaceae
|
6
|
Melastomataceae
|
17
|
Flacourtiaceae
|
6
|
Euphorbiaceae
|
16
|
Rutaceae
|
6
|
Sapotaceae
|
13
|
Aquifoliaceae
|
5
|
Annonaceae
|
11
|
Vochysiaceae
|
5
|
Moraceae
|
10
|
Cecropiaceae
|
5
|
Chrysobalanaceae
|
10
|
Clusiaceae
|
5
|
Bignoniaceae
|
9
|
Piperaceae
|
4
|
Sapindaceae
|
9
|
Boraginaceae
|
4
|
Monimiaceae
|
8
|
Total Famílias
|
361
|
Fonte: Elaborada pelos professores
Mantovanni & Tambarelli,1999:5.
E na tabela 6 se encontram as famílias arbóreas identificadas na Serra do Mar, no
litoral sul, que deram origens às variadas espécies encontradas no Parque
Estadual da Serra do Mar.
[...] para esta área 269 indivíduos de 68 espécies
pertencentes a 46 gêneros de 31 famílias foram amostradas...As famílias mais
ricas foram: Myrtaceae com 19 espécies (27,9% do total de espécies), Lauraceae
com 8 espécies (11,7%), Melastomataceae e Rubiaceae com 4 espécies cada (5,8%), Annonacea Chrysopalaceae,
Fabaceae, Oleaceae, Sapindaceae e Sapotaceae com 2
espécies cada (2,9%). Vinte famílias (64,5% do total de famílias) apresentaram
apenas uma espécie amostrada”. Destacando-se três das famílias acentuadamente
mais ricas Myrtaceae, Fabaceae e Arecaceae. (Neto,
2007:65)
Estima–se que
um número acima 100 espécies diferentes por hectare parece ser o ideal,
é alta diversidade e estima–se em cerca de
100 vezes mais a diversidade de animais e microorganismos em relação ao
número de espécies vegetais; é impressionante e é possível. (Barbosa et. al.,
2006:15–16)
Já na tabela 7, listam–se as espécies da estrutura da floresta, derivada da tabela 6. Estes
pesquisadores de forma sucinta apresentam a riqueza endêmica das espécies
arbóreas localizadas na Serra do Mar no Litoral Sul, e com as quais executaremos
reflorestamento em nossa área de estudo, contribuindo na fixação de carbono que
é um serviço ambiental que a floresta proporciona, e em maior intensidade em
sua fase de crescimento, e em especial na recomposição ou reflorestamento das
matas ciliares.
Tabela 7. – Principais Espécies da Estrutura da Floresta do Parque
Estadual da Serra do Mar
PRINCIPAIS ESPÉCIES ARBÓREA – NOME CIENTÍFICO
|
NOME POPULAR DA ESPÉCIE
|
Eugenia brasiliensis
|
grumixara
|
Guapira opposita
|
flor de pérola, garapirim-miúdo
|
Diploon cuspidatum
|
guapevinha, guapicirica
|
Chrysobalanaceae (L.octandra)
|
milho torrado mirim
|
Myrcia fallax
|
coração tinto, cambuci
|
Gualtteria
martiana
|
pindaúva preta ou branca
|
Ocotea
diospyrifolia
|
canela louro
|
Eugenia
involucrata
|
tapiá
|
Calyptranthes
glazioviana
|
|
Calyptranthes
lucida
|
araça de várzea
|
Rugea
sp ou Farmea sp
|
casca branca, guatambú
|
Byrsonima
myrcifolia
|
Murici, muchita
|
Psidum
catteyanum
|
araça-amarelo
|
Ouratea
parviflora
|
|
Ocotea
corymbosa
|
canela corvo
|
Calyptranthes
concinna
|
guamirim facho
|
Ormosia
fastigada
|
olho de cabra
|
Myrtacea
sp1
|
cambuci
|
Duguetia
lanceolata
|
pindaúva,pindaíba
|
Alibertia
myrcifolia
|
arariba falsa
|
Fonte:
Elaborada por João
Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto e, orientando do Prof. Dr. Waldir
Mantovanni
2.5. Técnicas
e Critérios para Execução de um Reflorestamento
Barbosa, que atua em equipe multidisciplinar e multi–institucional há décadas, com experiências técnico–científicas em recuperação de áreas degradadas, nos
mais diversos estágios, defende:
Proteger
o meio ambiente não significa impedir o desenvolvimento. O que se faz
necessário é promover o desenvolvimento em harmonia com o meio ambiente. Daí a
ideia de desenvolvimento sustentável, que tomou corpo nas últimas décadas e
norteia a ação dos órgãos públicos encarregados da defesa do meio ambiente, no
mundo todo. (Barbosa et. al., 2006:6)
Os
modelos de Recuperação de Área Degradada – RAD promovem um maior sucesso nos
projetos de recuperação e conservação da biodiversidade, e dos estudos
existentes muito se referem à formação da Floresta Ombrófila Densa, que existia
em nossa área de estudo até ser removida para o cultivo agrícola.
Em
nosso trabalho de pesquisa encontramos diversos modelos e técnicas nos livros estudados
sobre recuperação de área degradada, citamos:
Princípios
e Critérios para Recuperação de Áreas Degradadas (RAD):
* Implantação de Zona Tampão,
* Implantação de Corredores Ecológicos,
* Restauração de Clareiras,
* Plantio de Enriquecimento;
Figura
15.
– Modelo de Plantio 2 x 3 m – Pioneiras, Secundárias e Clímax
Fonte: Disponível: http://www.comitepardo.com.br/boletins/2007/boletim10-07.html
Figura 16.
– Esquema processo de recuperação das espécies pioneiras e secundárias iniciais
e tardias (modelo de sucessão ecológica)
Fonte: Disponível: www.cnpab.embrapa.br/publicacoes/sistemasdeproducao/vocoroca/implantacao.htm
Figura 17.
– Possíveis métodos para restauração ecológica, desde aproveitamento do
potencial de regeneração local, passando por monitoramento da chegada de
propágulos até o plantio de mudas (em casos onde não houve expressão da
regeneração natural).
Fonte: Rodrigues et
al, 2009
Fonte: Kuntschik et. al, 2011:26
Desta extensa lista de técnicas para recuperação de áreas degradadas,
destacamos os
autores que estudamos:
(Barbosa
et. al.,2008)(Tavares et. al.,2008)(Ortis,2012)(Kageyama,2004)
(Sartori,2015)(Castro&Melo&Poester,2012)(Gonçalves
et. al.,2008)
(Venâncio,2010)(Venâncio,2011)(Rodrigues
& Bracalion & Isernhagem,2009)
(SMA,N°1,2009)(Kuntschik
et. al.,2011)(*) Análise de Solo do IAC - anexo
Segundo
o Prof. Dr. Venâncio
[...] o envolvimento de
produtores rurais e populações ribeirinhas nos projetos de recuperação de matas
ciliares é extremamente importante, para que eles passem a considerar a mata
ciliar como uma parte importantíssima da propriedade e da microbacia
hidrográfica, que deve ser conservada. Inúmeros são os casos de projetos de
recuperação que fracassaram justamente por terem sido impostos aos produtores rurais
que passaram a ver a mata ciliar como algo prejudicial e que deveria ser
eliminado. (Venâncio, 2011:205)
Os
benefícios de um ecossistema, que ainda são considerados como custos de externalidades,
sendo que a natureza é mantenedora e parceira da humanidade em suas inúmeras
atividades econômica, logo, o custo deveria ser considerado como internalizado
nas contas empresariais e públicas, pois uma floresta conservada tem valores de
trilhões de dólares, e que nenhuma tecnologia humana recria os serviços ambientais
que são de valores incomensuráveis.
Destacamos
apenas algumas funções ambientais que as florestas, sejam elas, ciliares ou de outras
formações de florestas, prestam serviços ambientais à humanidade:
do gás carbono e
algumas espécies fixam o nitrogênio (leguminosas); Reguladora do fluxo
de água, influenciando na vazão dos cursos hídricos; Mantém a qualidade
da água; Protegem as margens dos rios, impedindo erosão e
consequentemente o assoreamento; É abrigo e alimento para fauna terrestre
e aquática; Fornece sombra protetora para gado e sombra que mantém a
estabilidade térmica da água; Função geradora de inúmeras matérias
primas; Melhoria do microclima;
Figura
19.
– Área Objeto de Investigação Demarcada, com Modelo de Reflorestamento que será
adotado.
Fonte:
Imagem Google Earth 05/02/2016
Os
biomas têm funções perfeitas e são os maiores transformadores de energia solar.
(Castro&Mello&Poester, 2012:9) e na área estudada, num futuro próximo, com
reflorestamento adensado e de enriquecimento executados, com o maior número de
espécies possível, trará a diversificação de produções da área, plantando–se
espécies afins dos benefícios para fauna e flora, e poderão explorar produtos naturais,
como:
Sabemos
que as florestas são produtoras de água. Sabemos que as florestas protegem à
água e o solo. Vê–se a diferença
entre área degradada e a abundância de um ecossistema em equilíbrio. O solo é
de essencial importância para o estabelecimento e o desenvolvimento das plantas.
As florestas em crescimento fixam o carbono contribuindo diretamente para
redução do efeito estufa, logo, a floresta restaurada é floresta conservada,
benefícios para todos os seres vivos!
2.6. Área de Estudo–
Trecho da Margem Direita do Rio Branco a Jusante da Barragem – Volumes das Águas
do Rio Branco em Novo Sistema Produtor de Água Mambu–Branco – Itanhaém – SP
Figura
20. – Ponte do Rio Branco – Área de estudo, rio no
período de chuvas e no período de estiagem
Fonte:
Foto da autora e foto do yotube: Obra da Sabesp em Itanhaém
Esse
sub–capítulo demonstra como são imprescindíveis as florestas e, dentre outros serviços
ambientais que prestam a humanidade, em especial na sustentabilidade
para produção de água e no que refere especificamente a nossa área de estudo
localizada a jusante da Barragem Mambu–Branco; e com o projeto da Secretaria do
Meio Ambiente e Planejamento do Município de Itanhaém, que foi contemplado com
recursos financeiros do Fundo Nacional de Meio Ambiente – FNMA realizarão reflorestamento
previsto para 2017-2021, na grande área da Bacia Hidrográfica do Rio Branco. Comprovadamente
é de importância ímpar o reflorestamento, já que as florestas são produtoras de
água superficiais e subterrâneas.
A
bacia hidrográfica do Rio Branco tem as características de relevo acidentado,
por isso é bacia de planalto; é exorreica porque corre para o mar e é bacia
perene porque nunca seca, pois na estiagem seu nível apenas diminui.
A empresa de Saneamento Básico do Estado de São
Paulo – SABESP, adquiriu direito de Outorga da Bacia Hidrográfica do Rio Branco
em 2008 e, desde então, a Empresa Consórcio Cobrape/Gerentec
desenvolve atividades para estruturar e construir um canal de captação de água
para abastecimento público. Em 2011, construiu a Barragem no Rio Branco,
formando o Novo Sistema Mambu–Branco.
Figura
21. – Vazão do Sistema Produtor de Água Mambu – 2013
Fonte: Resumo
Executivo de Itanhaém, 2012:27
Esse
ponto de captação irá abastecer o munícipio de Itanhaém, suprindo os municípios
do litoral sul, explica o Eng. Veronese,
coordenador do contrato Consórcio Cobrape/Gerentec
II – Consórcio Mambu. O programa
irá adicionar 1.000 l/s de água ao
abastecimento da região, com captação feita no Rio Branco, que somada às águas
do Rio Mambu com vazão de 600 l/s de água, suprirão o Sistema Produtor de Água
Mambu–Branco, inaugurado em 2013,
produzindo vazão de 1.600 l/s. [1]
Os
estudos de reflorestamento de “matas ripárias demonstram que um hectare produz
10 m³=10.000 litros e, que 100 hectares produzem água para 2.600 pessoas, com
precipitações de 1.200 mm anuais”(SMA,N°1, 2009:20), o que significa que no reflorestamento da bacia
hidrográfica do Rio Branco milhões de pessoas serão beneficiadas.
Os
dados da tabela estão representados no gráfico de colunas, destacando–se a
demanda de pico, adicionada dos 1.000 l/s do Rio Branco. O gráfico apresenta
estimativa de produção de água, que opera desde 2013, e tem aumento de
vazão tornando–se o Sistema Produtor de Água Mambu–Branco que, sem dúvida, alcançará as previsões estimadas pela
SABESP, pois o Novo Sistema Produtor de Água Mambu–Branco recebe anualmente 3.000mm de chuvas.
Os
dados apresentados neste estudos são estimativos elaboradas a partir da figura
21, do relatório executivo de Itanhaém, que resultou em: Demanda Pico=1.600 l/s com 3,71% ano; Demanda Jan-Fev=1.072 l/s com de 3,73% ano; Demanda Estiagem=832 l/s com 2,92% ano (cálculo rudimentar para
dedução: vazão menor pela vazão maior = %, dividido pelo número de anos a
partir da inauguração). Apresentamos a vazão do sistema mambu-branco no
gráfico3, SISTEMA MAMBU–BRANCO=1600
l/s[2]
Gráfico
3. – Gráfico de Colunas da Vazão das Águas do
Sistema de Produção Mambu–Branco em M³
Fonte:
Da própria autora 09/16
E,
com o novo Sistema Produtor de Água Mambu–Branco, a SABESP tem pretensão de ampliar a produção de
água nos próximos anos, dos atuais 1.600 l/s para 3.200 l/s, que certamente será
favorecida pelo reflorestamento.
A
floresta tem função imprescindível na dinâmica hidrológica e dos solos; outro
motivo de igual importância, é que as Matas Ciliares, são produtoras de água
para captação (mesmo que indiretamente, como é nossa área estudada, através do
acúmulo das águas subterrâneas) de abastecimento na Barragem Mambu–Branco.
O reflorestamento multiplicará a
produção de água, elevando consideravelmente os milhares de m³ de água, já que o
ecossistema restituído e recuperado em equilíbrio nas suas funções ambientais,
que favorecerá também o entorna deste sistema de produção de água. O entorno é uma
zona de amortecimento, também conhecida como zona tampão, ou seja, são as áreas
no entorno de uma Unidade de Conservação, que protegem e filtram os impactos
negativos que ocorrem fora dela, como poluição, espécies invasoras e avanço da
ocupação humana. E na área objeto de investigação, sendo restaurada e se adotando
os meios de exploração sustentável, na multiplicação de produção de água
favorecida pelas águas superficiais e águas subterrâneas. Ao mesmo tempo
contribui e recebe benefícios, mantendo o ecossistema pleno em suas funções
ambientais.
___________________________
[1] Cobrape.
[2]Buscamos por dois meses os valores reais da vazão, chegando a Ouvidoria da Sabesp e a Ouvidoria do Governo do Estado e, sem nenhuma resposta (dez/16). E, também não constam informações fluviométricas do Rio Branco nos bancos de dados do DAEE e nem CRHBS. Por isso foram realizados cálculos estimativos.
2.7. Desenvolvimento Sustentável:
Reflorestamentos e o Programa de Carbono Neutro
“Sou apenas uma criança e, não tenho as
soluções, mas quero que saibam que vocês também não têm. Vocês não sabem como
reparar os buracos na camada de ozônio. Vocês não sabem como salvar os salmões
das águas poluídas. Vocês não podem ressuscitar os animais extintos. Vocês não
podem recuperar as florestas queum dia existiram, onde hoje é deserto. Se vocês
não podem recuperar nada disso, então, por favor, parem de destruir!” Veiga,2008:2 [1]
Define–se
Desenvolvimento Sustentável:
[...] que é ter capacidade de gerir – é
aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer as possibilidades
de gerações futuras de atenderem as suas próprias necessidades, como também, é
uma forma de otimizar o uso racional dos recursos naturais e a garantia dos
recursos e a garantia de conservação e do bem-estar para as gerações futuras. É
o maior desafio da atualidade. Nas expectativas do novo século, o
desenvolvimento sustentável é o novo modelo econômico, é um projeto para uma
sociedade estável, ou seja, um ser humano (re)estruturado com a visão do todo [...]
(Brundtland,1991:46)
Para
se alcançar o Desenvolvimento Sustentável criou–se Agenda 21, que surgiu a
partir do momento em que o conceito de Desenvolvimento Sustentável foi aceito. O
Gerenciamento Sustentável trabalha no desenvolvimento de controles para impedir
desperdícios de toda a ordem, são planos e leis que regulamentam e criam
estratégias para uso adequado dos recursos naturais e renováveis.
A
Agenda 21 é uma ferramenta para a Sustentabilidade, são planos de ações para os
países e consequentemente para os estados. A Agenda 21 local é para realizações
em todos os sentidos, e nos referimos à recuperação das matas ciliares para produção
de água.
No
âmbito do Estado de São Paulo, a Agenda 21desenvolve projetos voltados à
manutenção da água, pois a experiência negativa – da falta de água – recente
foi a criticidade no Estado de São Paulo 2013–2015, com seus reservatórios
quase secos.
Com
bases nestes acontecimentos,
[...] parece que começa haver uma
mudança de mentalidade acerca das florestas, tanto do ponto de vista ecológico,
quando socioeconômico e até estratégico, pois as florestas (naturais e plantadas) fornecem bens e
serviços, de diversas naturezas, que beneficiam, direta ou indiretamente, a
sociedade, como produção de água, regularização de vazão, controle de cheias,
prevenção de erosão, conservação de solo, proteção da vida silvestre,
oportunidades para promoção da caça e da pesca, recursos paisagísticos e
impactos no clima, na poluição e na produção agrícola. (Schenttino,2003:77)
O
reflorestamento é de solução vital, já que no período de crescimento dos
primeiros anos, os hectares de florestas captam gigantescas quantidades de gás
carbônico, agindo no desenvolvimento vegetal através da fotossíntese, sendo as
florestas produtoras de toda a vida, geradoras de água, água esta que provê as
camadas superficiais e subterrâneas do solo, bem como o equilíbrio das
condicionantes ambientais.
Lembramos
que o gás carbônico não é veneno, pois ele existe livremente na natureza e está
permanentemente no sangue humano e é indispensável para a vegetação elaborar a
fotossíntese; logo, são as proporções e combinações que fazem com que o
gás carbônico torne–se venenoso, causador do fenômeno efeito estufa. É o acúmulo
de partículas resultantes da queima, por exemplo, de sulfeto de ferro e gases
como dióxido e monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, óxidos de enxofre no
ar, que destrói a camada de ozônio e causa muitos males a saúde humana, vegetal
e animal.
O
efeito estufa é o acúmulo dessas partículas e de tantos outros gases na
camada de ozônio, que formam uma crosta que impede o calor do sol de voltar
para atmosfera, formando um forno atmosférico muito próximo da camada em que a
humanidade vive. Esse excesso de calor desestabiliza as massas de ar marítimas
ou terrestres e sucessivamente altera fatores intrínsecos do clima, provocando
na maioria das vezes grandes catástrofes que temos assistido, senão sofrido,
nas últimas três décadas com mais constância, e isso ocorre devido a esta
desestabilização da temperatura, desencadeando–se desequilíbrios das
condicionantes ambientais.
O
meio de solução para diminuir o efeito estufa é o sequestro de carbono, que
teve o conceito consagrado na Conferência de Kyoto em 1997, e hoje é conhecida
como COP21/15.
[...]
com a finalidade de conter e reverter o acúmulo
de CO2 na atmosfera, visando a diminuição do efeito estufa. A conservação
de estoques de carbono nos solos, florestas e outros tipos de vegetação, a
preservação de florestas nativas, a implantação de florestas e sistemas
agroflorestais e a recuperação de áreas degradadas são algumas ações que
contribuem para a redução da concentração do CO2 na atmosfera. Os resultados do
efeito: sequestro de carbono podem ser quantificados através da
estimativa da biomassa da planta acima
e abaixo do solo, do cálculo de carbono estocado nos produtos madeireiros e
pela quantidade de CO2 absorvido no processo de fotossíntese. (Equipe Árvores
do Brasil)
O
efeito do sequestro de carbono, também conhecido como estoque de carbono, vem
de encontro à vocação do solo
brasileiro para florestas, que é fato preponderante, o potencial para
se tornar um mercado internacional de carbono dentro do Brasil por muitos anos,
é garantia certa a partir do momento que realizarem as Agendas 21 local e estadual,
por que são das pequenas ações que se geram as grandes ações e, sem dúvida,
gerarão novas formas de empregabilidade, criando uma cadeia produtiva, criando
uma economia sustentável.
Conforme
o Acordo de Paris sobre o Clima – COP21/15 – ratificado e aprovado pelo
Congresso Nacional Brasileiro, nos esclarece o Secretário de Mudanças
Climáticas –– MMA, Sr. Everton Lucero, que a meta assumida pelo Brasil é de reflorestar
12 milhões de hectares para contribuir com a ação ambiciosa dos demais 194 países que assinaram o Acordo
da COP21/15, que ratificaram o Acordo
na COP22 em 04 de novembro de 2016 em Marraquesh, na Índia, com pretensão de diminuir
1,5°graus, contando a partir da era industrial, para reverter o aquecimento
global e evitar os extremos climáticos à temperatura mundial.[2]
No
Brasil, pretende–se intensificar ações já existentes, como combater o desmatamento
para alcançar a meta, assim como energia limpa e tantas outras estratégias de
âmbito nacional que serão amplamente expostas aos setores produtivos e ao congresso
nacional, para assim implementar as metas
do ambicioso e grandioso projeto, com objetivo de alcançar o desafio de investimentos para recuperar
12 milhões de hectares de florestas até 2030. E sem dúvida aumento nos volumes de águas e chuvas, porque solo x água x floresta são indissociáveis.
E
um dos grandes pesquisadores no Brasil, o Eng. Agrônomo Paulo Kageyama, Prof. Dr.
da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP – ESALQ, pioneiro em
pesquisas de espécies nativas brasileiras (falecido maio/16) foi inspirador do
estudo: “Quanto o Brasil precisa
investir para recuperar 12 milhões de hectares de florestas? ” e, segundo o engenheiro
florestal Eduardo Gusson da Biodentro Consultoria Florestal, um dos
responsáveis pela equipe florestal, o modelo de Kageyama foi fundamental para
que assim pudessem se criar outros modelos florestais, a partir dele, inseridos
nos modelos econômicos. (Equipe NUCABRASIL, 2016)
Então foi realizado, a pedido da Coalizão Clima, Florestas e
Agricultura–movimento multisetorial formado por 120 empresas,
associações setoriais, organizações da sociedade civil e centros de pesquisa–que
encomendou às equipes multidisciplinares do
Instituto Escolhas e do Centro de Estudos da Sustentabilidade da Fundação
Getúlio Vargas (GVces), cálculos dos investimentos necessários e receitas
decorrentes da recuperação florestal de 12 milhões de hectares até 2030, conforme
compromisso assumido pelo Brasil em sua meta de redução de emissões assumida na
reunião da Convenção do Clima de Paris, em dezembro de 2015.
Figura
22. – Acordo de Paris–Brasil: 12 milhões de
hectares reflorestados
Fonte:
Instituto Escolhas, 2015:9
O
Instituto Escolhas apresenta quanto o Brasil precisará investir para recuperar 12
milhões de hectares de florestas, investimento esse que será entre R$31
bilhões e R$52 bilhões, conforme o cenário escolhido, isso significa ter
investimentos anuais entre R$2,2 bilhões e R$3,7 bilhões por 14 anos, a criação
entre R$138 mil a R$215 mil empregos e a arrecadação entre R$3,9 bilhões a
R$6,5 bilhões em impostos. (Instituto Escolhas: 2015:6)
Segundo estudos elaborados pelo Instituto Escolhas e
Getúlio Vargas “A floresta recuperada será fonte, ainda, de atividades
econômicas, por meio das cadeias produtivas dos seus produtos, movimentando
dezenas de bilhões de dólares nas próximas décadas.” (Instituto Escolhas,
2015:6). Como vemos na figura 22, serão favorecidos o Bioma da Amazônia e Bioma
da Mata Atlântica para recuperação dos 12 milhões de hectares.
Esse
é um dos investimentos verdes na busca da baixa emissão de carbono para
reduzir gases do efeito estufa (GEE), que intensificarão os produtos de energia
limpa já existentes e outros investimentos verdes surgirão como oportunidades
de negócio, já que o Meio Ambiente oferta inúmeras maneiras de sustentar a humanidade
gratuitamente e também porque não existem tecnologias que reproduzam os
serviços ambientais.
Segundo
o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia – IDESAM, que
é uma das equipes de especialistas em Programas de Carbono Neutro no Brasil, que
utiliza o modelo de Agro–florestal que sequestra 3,33 t/ha e que após 27 anos
de implantação estará sequestrando 333,43 tCO2/ha,
significando que aumentarão nos próximos anos devido as atividades do Acordo de
Paris de 2015–COP21. Lembramos que, para colaborar com outras energias limpas, podemos
calcular outros fatores de emissão, como gasolina (km), óleo diesel (km),
álcool (km), botijão de gás, energia elétrica (kWh), encontrados nos sites do
IDESAM, Instituto ESCOLHAS e Iniciativa VERDE entre outros.
Convém
ressaltar que as estimativas de emissões de CO2 são resultado dos
desflorestamentos, que não são contabilizados por serem considerados fatores de
externalidades. No entanto, as indústrias que utilizam da natureza, contabilizam
somente os custos de seus produtos sem considerar sua origem. Se fosse obrigatória
a contabilização das externalidades, cremos que não haveria desmatamento, já
que incorreria em uma demanda de impostos. E nossa área de investigação está
dentro do Bioma da Mata Atlântica: mata, restinga e mangue, que é sequestradora
de CO2, acontecendo o mesmo com todos os biomas em maior ou menor volume em m³
captados.
Para
calcular as estimativas do sequestro do carbono obteve–se a colaboração do Técnico
Ambiental Ramon do IDESAM. No que se refere à área estudada, demonstra–se o
valor de sequestro de carbono por hectare, mesmo sabendo que os valores são extremamente relativos
que, inclusive, se alteram em hectares e modelos valorados por grupos de
espécies, ou espécie, já que se diferencia a absorção de CO2.
Descrevemos
os estudos sobre a busca pelo baixo carbono e que geram créditos de carbono
através da compensação pelas emissões de gases de efeito estufa (GEE). E, como
exemplo, num dos Projetos do Instituto Oikos de Agroecologia, realizado em
2012, que atuou em Lorena – Vale do Paraíba – SP, movimentaram os proprietários
rurais, para que aderissem ao Projeto Carbono Seguro, mantendo as árvores em pé
por 30 anos. David Dieguez Diretor informou:
Em
nossos cálculos, sabemos que uma árvore da Mata Atlântica cresce por 37 anos e,
durante esse período uma árvore vai sequestrar 190 quilos de gás carbônico
(5,13 kg/ano). Mais há projetos, com determinadas espécies arbóreas, que dizem
que apenas uma árvore absorve de 400 a 1.000 quilos (1 tonelada) de carbono por
ano.(LEPAC, 2014:636)(INICIATIVA VERDE, 2010).
Tabela 8 – Cálculo do
Carbono Neutro por t/ha e
t/ha/ano
Fonte: Da
própria autora 10/16
Como
vemos na figura 23, as árvores são verdadeiros estoques de carbono. Os pesquisadores
revelam que, quanto mais velha é uma árvore,
mais a árvore capta dióxido de carbono (CO2) na atmosfera para continuar a
crescer, se não em altura, em diâmetro. As árvores absorvem da atmosfera o CO2,
o principal gás causador do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global
e o armazena em seus troncos, seus galhos e suas folhas e nos solos. As florestas são grandiosos
reservatórios de carbono. E, segundo Rodacoski & Andrade, chega–se a referenciais mais corretos,
de que cada árvore madura da Mata Atlântica pode sequestrar entre 987 e 1.240Kg
CO2
acima
do solo.
O carbono tanto se fixa no solo como na
planta.
Figura
23.
– Sequestro de Carbono em Área Degradada Reflorestada
Fonte: Rodrigues et al, 2007:11
Então,
em nossa área de estudo, haverá contribuição para o sequestro de carbono, seja
qual for o modelo adotado. Quanto ao projeto elaborado de reflorestamento pela
Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente da Prefeitura de Itanhaém, com
reflorestamento que realizarão na Bacia Hidrográfica do Rio Branco, serão
sequestrados gigantescas cargas de carbono. Ambos os trabalhos de
reflorestamentos, em suas devidas proporções, estarão contribuindo com os 12
milhões de hectares de reflorestamento que o Brasil assumiu realizar no Acordo
de Paris COP21/15.
Lembramos,
ainda, que o reflorestamento sucessivo num período de 30 anos tende a absorver
CO2 sempre pela metade, já que CO2
representa 50% do fenômeno do efeito estufa. Com a contínua revegetação, o próprio
crescimento das árvores e a evolução natural das áreas reflorestadas, dentro da
capacidade que as florestas têm de absorverem CO2, serão capturadas grandes
cargas de CO2, ocorrendo à diminuição gradativa, somado ás medidas adotadas com
os demais investimentos de energia limpa, sem dúvida, cumpriremos parte da meta
para o equilíbrio que se almeja do CO2.
[2] Acordo de Paris
[3] Ambiência – Revista do Setor de Ciências Agrárias e Ambientais V.10 N.2 Maio/Ago. 2014:636, a Estimativa de Mike McAliney (22 kg de CO2/ano/árvore do Bioma da Mata Atlântica).
[4] Modelo Agro–Florestal utilizado pelo IDESAM
2.8.
Programas de Reflorestamentos do Governo do Estado e do Governo Federal
Das Políticas Públicas lançadas
recentemente, para recuperação, recomposição, reflorestamento da Floresta das Florestas
– As Mata Ciliares –:
O Governo
Federal – através do Fundo Nacional do Meio Ambiente - FNMA, composto pelo
Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Justiça, Caixa Econômica Federal -
CEF e Agência Nacional das Águas – ANA, fez publicar o edital 01/2015, para a
Recuperação de Áreas de Preservação Permanente para Produção de Água, a fim de
realizar seleção dos projetos em torno de nascentes, faixas marginais de cursos
d água, conforme critérios estabelecidos na Lei n°12.651/2012, com proposito de
aumentar a oferta de água em Regiões Metropolitanas com alta criticidade
hídrica. (FNMA,2015:2)
O FNMA afirma:
[..] Hoje, no Brasil, somando-se as áreas de
APP e RL (reserva legal) que necessitam ser recuperadas segundo a atual
legislação, existe um passivo de aproximadamente 21 milhões de hectares (Mha)
(SAE, 2013)[...] [...] Apenas o passivo de APP atinge um montante de 4,8 Mha.
Em termos de sequestro de carbono, considerando-se apenas o potencial da
vegetação original, a recuperação do passivo ambiental de 21±0,6 Mha tem o
potencial de sequestrar 1 bilhão de toneladas de carbono no prazo de 20 anos,
período estipulado para a recomposição da RL pela Lei nº 12.651/2012, (SAE,
2013) [...]".[1]
(FNMA,2015:3)
O FNMA, em
janeiro de 2016, fez publicar edital com a seleção das cidades comtempladas
para receber o investimento de recuperação de Áreas de Preservação Permanente
para Produção de Água, e a cidade de Itanhaém foi uma das eleitas. O que atrai
muito tal investimento é que:
[...] Promove a
seleção de propostas que receberão recursos financeiros, não reembolsáveis,
para realização de ações de recuperação florestal em áreas de preservação
permanente, localizadas em bacias hidrográficas, cujos, mananciais de
superfície contribuam direta ou indiretamente para o abastecimento de
reservatórios de regiões metropolitanas com alto índice de criticidade hídrica.
(FNMA,2015:2)
O
Projeto do FNMA se estende, em especial, às Matas Ciliares em Áreas de
Preservação Permanente e para as propriedades rurais, e se crê que dará início às
atividades de reflorestamento no início de 2017 na cidade de Itanhaém. Sabemos
que existe:
[...] histórica
resistência de setores do campo à reserva de áreas para conservação da
vegetação nativa, em função da possível redução da área produtiva, não encontra
assento nos dados científicos disponíveis que atestam que, conforme o Plano
Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa - PLANAVEG (2014) da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do
Ministério do Meio Ambiente, [...] as projeções indicam que o país pode
resgatar passivos ambientais[2] sem
prejudicar a produção e a oferta de alimentos, fibras e energia, mantendo a tendência
de aumento continuado de produtividade das últimas décadas. O Brasil possui cerca de 300 Mha ocupados
pela agropecuária. Desse total, 68 Mha são usados pela agricultura e o restante
por pastagens em diversos graus de ocupação e de produtividade ou de
degradação. Do passivo de APP de 4,8±1,8 Mha, estima-se que somente 0,6±0,35
Mha possam estar ocupados por culturas, representando menos de 1% da
agricultura nacional. (FNMA,2015:3)
Para
fortalecer o avanço do projeto do Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA, há fundamentos
científicos e leis, desde que foi constituído o antigo Código Florestal, para
servirem de argumentos para os proprietários mais resistentes aos benefícios
para a sua propriedade.
[1] PLANAVEG.
[2] Passivo ambiental é o conjunto de todas as obrigações que
as empresas têm com a natureza e com a sociedade, destinado exclusivamente a
promover investimentos em benefícios ao meio ambiente...
3. A PRODUÇÃO DE ÁGUA: PRODUTOR
RURAL É PRODUTOR DE ÁGUA E PRODUTOR DE FLORESTA!
"Se
até os maiores rios nascem pequenos, porque um grande projeto de preservação de
água não pode começar em sua casa?"
ANA-Agência Nacional de Águas – MMA – 09/2006[1]
Da Política
Nacional estabelecida pela Lei n° 6.938/81, para proteção jurídica das águas,
que está definida na Constituição Federal de 1.988 e está vigente na Lei Federal
n° 9.433/1997, conhecida como Lei das Águas do Brasil, que institui a Política
Nacional de Recursos Hídricos, a
água é concebida na Carta da
República como bem de uso comum. Em São Paulo temos
a Lei n° 7.663/91 que estabelece normas de orientação
à Política Estadual de Recursos Hídricos bem como ao Sistema Integrado de
Gerenciamento de Recursos Hídricos.
Lembramos
que, desde a década de 60, há o reconhecimento de que a economia e o meio
ambiente não são mundos distintos, já que a sociedade humana depende
diretamente da capacidade dos ecossistemas para proverem serviços ambientais, pois
está constatada alterações nos regimes de chuvas por desmatamento, entre outros
males, consequentemente em cursos d’água e águas subterrâneas. (ANA,2008:2) Logo,
comprovadamente a produção de água é de
vital importância, então, é imprescindível haver florestas nativas!
Por
isso estudamos a importância dos serviços ecossistêmicos e a produção, qual seja:
[...] entendimento da
importância da manutenção de áreas naturais como Área de Preservação Permanente
– APP’s e Reseva Legal – RL’s numa propriedade rural que é fundamental, já que
existe a concepção errônea de que a vegetação nativa representa área não
produtiva, com custo adicional e sem nenhum retorno econômico para o produtor.
No entanto, essas áreas além de oferecerem ampla gama de possibilidades de
retorno econômico, são fundamentais para manter a produtividade em sistemas
agropecuários, tendo em vista sua influência direta na produção e conservação
da água, da biodiversidade e do solo, na manutenção de abrigo para agentes
polinizadores, dispersores de sementes e inimigos naturais de pragas, entre
outros. Portanto, a manutenção de remanescentes de vegetação nativa nas
propriedades e na paisagem transcende seus benefícios ecológicos e permite vislumbrar,
além do seu potencial econômico, a sustentabilidade da atividade agropecuária e
a sua função social. (Silva, 2011:14)
Dentre
os órgãos que tratam do Meio Ambiente, o órgão Federal Agência Nacional das
Águas do Brasil – ANA tem o Programa de Produtor de Água, tendo como exemplo de
produtor de água, dentre muitos, que inclusive se tem multiplicado no estado de
Minas Gerais.
Figura
24. – Programa Produtor Rural é Produtor de Água –
A.N.A
Fonte:
Programa da Agência Nacional de Água - A.N.A.
Apresentamos
o sucesso de produção de água em Minas Gerais, executado pelo Eng. Agrônomo e
Fazendeiro Marco Tulio Paulinelli, que no Triângulo Mineiro há 30 anos trabalha
para melhorar a produção e vazão nas nascentes em suas propriedades, como, por exemplo,
um braço do córrego Borá, que desagua no Rio Uberaba. No youtube, ele demonstra como medir a vazão
desta nascente, que mesmo em época de estiagem tem volume consideravelmente
alto. O Engenheiro Paulinelli tem um tambor que cabem 123 litros de água, tambor
este que é um dos seus medidores, e utilizou o tambor na nascente do córrego
Borá que em 35 segundos transbordou águas límpidas e cristalinas. Então,
a vazão naquela nascente do córrego Borá é de 7.280 l/h, e é uma das nascentes
dentro de suas propriedades.
O
Programa da ANA – Produtor de Água – vem favorecer as atividades
silvoagropastoris, que é uma atividade que depende diretamente do solo e da
água, depende do ecossistema. Portanto, é importante manter o ecossistema da
área particular em equilíbrio, plantando espécies próprias para corte e
utilizando como beneficiamento na propriedade, assim como recuperar e/ou recompor a
floresta de forma heterogênea, que cria estabilidade das condicionantes
ambientais, promovendo mais um rendimento para o proprietário como o turismo
rural.
Destacam–se,
também, no Estado de São Paulo, os esforços da Sociedade e do Governo para
reverter este impasse de degradação do solo, da água, das florestas, como
exemplo o Projeto de Recuperação das Matas Ciliares – PRMC do Governo do Estado
de São Paulo que teve vigência de 2005 a 2011.
Outro exemplo da parte do Governo
são as CATI’s regionais, que estabelecem aproximação com os agricultores,
ofertando técnicas agrícolas para melhorarem a produção de suas culturas,
buscando desenvolver com o proprietário uma agricultura mais sustentável. Para
tanto, o fator água é componente vital, sendo assim, são muitas as chances
proporcionadas, através de projetos ambientais aos agricultores, para
alcançarem sucesso na restauração e, sem dúvida, é um investimento para o
futuro de uma propriedade mais rentável, mesmo que seja em longo prazo, para
estabelecer o equilíbrio da mata ciliar e as demais funções ambientais.
A
preservação e a recuperação das matas ciliares, aliadas às práticas de manejo e
conservação do solo, é o que garante a proteção das nascentes, dos cursos d’água
e represas. O envolvimento do proprietário rural é fundamental. Floresta restaurada é floresta conservada,
são benefícios para todos os seres vivos. O agricultor que protege água é aquele
que produz água, é aquele que protege a floresta e refloresta, é aquele que
protege o solo, já que são benefícios para sua propriedade.
Os
proprietários rurais precisam pensar sempre no tripé: água x solo x floresta como seus aliados para o futuro
quando se fala de agricultura e pecuária. Frise–se que o tripé natural em
equilíbrio na propriedade é o futuro desenvolvimento, desenvolvimento
sustentável! Sustentável para a geração
presente e para os futuros herdeiros da propriedade!
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
"Matas Ciliares e Nascentes,
por que é na vegetação é que se manifesta a água" Globo Rural 25/07/04[1]
Das famílias
arbóreas que estudamos, são 22 espécies arbóreas diferentes que fazem parte
da estrutura da floresta
encontrada no Parque Estadual da Serra do Mar, e como ficou definido modelo de plantio
Adensado com 2500 mudas por hectare, serão 113 mudas de cada
uma das 22 espécies arbóreas diferentes, mencionadas na tabela 7, estrutura
da floresta do Parque Estadual da Serra do Mar – PESM.
Dentre os adubos
minerais apresentados em nosso TCC, será determinada a melhor formulação pelas
características do solo pela equipe multidisciplinar; podemos utilizar a formulação
tradicional NPK 4–14–8 aplicando–se entre 150 a 200 g ou como a sugestão do Prof. Dr. Venâncio da UFV, que indicou as
formulações NPK 6–30–6 aplicando–se 200 g por cova e modelo de
enriquecimento NPK 10–30–10 aplicando–se entre 100 a 150 gramas por cova,
e serão utilizados 500 kg por hectare de adubo mineral modelo de adensamento,
nas proporções indicadas. O Eng. Wilson colaborou ainda, com cálculos para
realização da restauração, que estão estimados em torno de R$18.000,00 por
hectare em 06/17, mais a manutenção dos
plantios durante um período de dois anos.
Apesar
de ter sido vetado no Novo Código Florestal (Lei n ° 12.651), o parágrafo único
do Art.1° denotava que a vigente Lei tem por objetivo o Desenvolvimento
Sustentável e ainda reafirmava tais necessidades no inciso II, III, V, VII
sobre a sustentabilidade. Essas medidas, não adotadas trazem para mais próximo
o colapso do meio ambiente e, consequentemente, o colapso de vida para humanidade.
Quanto ao
assunto camada de ozônio, existe amplo consenso científico de que as florestas são
ecossistemas para a estabilidade e funcionalidade, precisam ser preservados, conservados
ou restaurados.
Logo,
para ter produção de água, sem dúvida, precisa–se praticar intensamente o
desenvolvimento sustentável, que é Agenda 21 local, que é fundamental benefício
ao agricultor e consequentemente à comunidade que da água de suas nascentes
vive. É imprescindível o desenvolvimento sustentável do tripé: água x solo x floresta e de sua biodiversidade, das matas
ciliares para manter a proteção do solo e produção de água, e os benefícios que
dela se originam. Para isso as Políticas Públicas tem parâmetros técnico–científicos
para que os programas de reflorestamento
de áreas degradadas (RAD) sejam eficientes em sua totalidade. No entanto, precisa–se
fazer muito, muito mais e sem cessar, pois o tempo de desenvolvimento da
natureza não é o tempo da humanidade e nem da imediatistas necessidades da humanidade, já que é imprescindível ter água, pois
nenhum ser vivo sobrevive sem esse líquido precioso.
Esse líquido
precioso, a água, assim como as florestas, são insubstituíveis e indissociáveis,
devido à eficiência e às funções que são únicas. As florestas, em razão da
biodiversidade em alto grau de especialização e do endemismo, são serviços
ecossistêmicos essenciais que desempenham, dentre eles, a produção de água, que é um bem comum e vital!
Por
fim, afirmo que o chavão do Greenpeace “Sem
Floresta Não Tem Água”, demonstra a importância de medidas muito ambiciosas no tripé: água x solo x floresta, na
proteção das florestas existentes e para que os reflorestamentos criem água no
tempo próprio da natureza. É preciso realizar todos os esforços e num contínuo
reflorestamento pelos próximos anos; é uma questão vital alcançar a meta de
diminuir 1,5°C de nosso planeta, porque não temos outra casa e o Novo Código
Florestal infelizmente está na contramão quanto as medidas (extensão em metros como na lei anterior 4.771/65) necessários para mata ciliar produzir água! Desenvolvimento sustentável é vital para o bem comum!
A percepção desse olhar no futuro podemos ver na figura 25, como as crianças após uma aula de educação ambiental
representaram seus sentimentos; mesmo sem conhecimentos do mundo dos negócios
ou da bolsa de valores, sem conhecimentos biológicos ou científicos sobre a
escassez de água, simplesmente vêem o amanhã delas e de seus futuros filhos.
Porque além de todos os serviços ambientais imprescindíveis, há questão da saúde em todos os sentidos, o recanto de lazer e alegria
que os bosques, os parques, as reservas ambientais podem proporcionar a
humanidade.
Figura
25.
– Desenho de Crianças: Calendário temático do Colégio Albert Einstein de
Itanhaém
Fonte:
Alunos Monah Nascimento Pereira e Pedro Augusto Calliari, 2005.
O reflorestamento é iminente para
seqüestro de carbono e produção de água.
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ANÁLISE DE SOLO REALIZADO PELO IAC - INSTITUTO AGRONÔMICO DE CAMPINAS
ANÁLISE DE SOLO REALIZADO PELO IAC - INSTITUTO AGRONÔMICO DE CAMPINAS
OS ARQUIVOS FURTADOS DO MEU EMAIL PROVAS PRA JUSBRASIL, FORAM RECUPERADOS PELO GIGANTE GOOGLE.
OS MELIANTES QUE FURTARAM O TCC ESQUECEM QUE A GIGANTE GOOGLE RECUPERA ARQUIVOS!!!!
























































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