PRAD-PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA
Sumário
Sumário
1. 1.Introdução
1.1 Tripé
interdependente: solo x floresta x água.
1.2 O Novo Código Florestal Lei 12.651/12
2.
2. O Plano de recuperação da área degrada e
sua resiliência
2.1 Caracterização
do meio físico para floresta nativa
2.2 Sucessão
ecológica e a biodiversidade
2.3 Caracterização
do meio físico para floresta plantada
3.
3.Aquisição de mudas
3.1 Fluxograma do viveiro da floresta nativa
3.2 Lista amostral de espécies nativas da RPPN
3.3 Fluxograma de viveiros da empresa de papel e
celulose International Paper
4. 4.Técnicas de recuperação das florestas conjugadas
4.1 Análise
e recuperação do solo para reflorestamento floresta nativa
4.2 Fluxograma
do modelo de plantio e as técnicas adotadas para floresta nativa
4.3 Análise
do solo e plantio da floresta eucalyptus
4.4 Fluxograma
do modelo de plantio e técnicas para floresta eucalyptus
5.
5.Manejo de Florestas
5.1 Monitoramento
e manutenção da floresta nativa
5.2 Monitoramento
e manutenção da floresta plantada de eucalyptus
6.
6.Recuperação Florestal é caro!
6.1 Custos
estimados de uma recuperação florestal
6.2 Orçamento
Floresta
7. Considerações socioambientais das florestas conjugadas
7. Considerações socioambientais das florestas conjugadas
8. 8.Bibliografia
IDENTIFICAÇÃO: DADOS SOMENTE PARA PREENCHER ESTA PLANILHA
EMPREENDEDOR
|
|
Empresa
|
Internacional
Paper do Brasil Ltda.
|
Empreendimento
|
– RPPN Parque Florestal
São Marcelo
|
C.N.P.J.
|
52.736.949/00001-58
|
End. para correspondência
|
Rodovia SP
340, KM 171
Moji–Guaçu – SP – 13.844-000
|
País: Brasil
|
Status legal:
Ativo
|
EMPREENDIMENTO
|
|
Atividade
|
Conservação
Preservação Floresta Nativa
|
Processo
|
PAR002977100502BR.
Versão 12.0
|
C.N.P.J.
|
52.736.949/00001-58
|
Licença
|
|
REPRESENTANTE LEGAL
|
|
Nome responsável
|
Sra. Jean
Michel
|
C.P.F. – Código de Identificação Legal
|
52.736.949/00001-58
|
Telefone
|
55 19 3861 8278
|
DADOS DO LOCAL DE IMPLANTAÇÃO DO PRAD
|
|
Propriedade
|
RPPN
Parque Florestal São Marcelo
|
Proprietário
|
Internacional
Paper do Brasil Ltda.
|
End.
|
Rodovia SP
340, KM 171
Moji–Guaçu – SP – 13.844-000
|
Responsável Florestal
|
Robson
Laprovitera
|
End. Eletrônico
|
robson.laprovitera@ipaperbr.com
|
Termo de Referência para elaboração de Projeto de Recuperação de Área Degradada ou Alterada – TR– PRAD. Do TR–PRAD: O presente TR–PRAD somente se aplica aos casos em que obrigatoriamente, por lei, cabe a recuperação ambiental.
"O
presente TR–PRAD, baseado em
modelo definido e oferecido pela Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade
e Florestas (DBFlo)/IBAMA, refere-se à recuperação de área degradada ou
alterada objeto do Auto de Infração nº. …........................... e do
respectivo Processo IBAMA nº. …............................"
DADOS SOMENTE PARA
PREENCHER ESTA PLANILHA
TERMO DE REFERÊNCIA – PRAD
|
|
Nome do Interessado
|
Robson Laprovitera
|
End. Eletrônico
|
robson.laprovitera@ipaperbr.com
|
Responsável Técnico
|
|
End. Eletrônico
|
|
Nº do Processo do IBAMA
|
|
Auto de infração
|
|
DADOS SOMENTE PARA
PREENCHER ESTA PLANILHA –ANEXO I
CARACTERIZAÇÃO DO IMÓVEL RURAL
|
|
Nome do Imóvel Rural
|
Parque
Florestal São Marcelo–FAVC
|
Data
|
Julho
2002
|
C.N.P.J.
|
52.736.949/00001-58
|
End. para correspondência
|
Rodovia SP
340, KM 171
Moji–Guaçu – SP – 13.844-000
|
País: Brasil
|
Status legal:
Ativo
|
Mapa ou croqui de acesso
|
2.1
Caracterização do meio físico floresta nativa(deste trabalho)
|
Área total do imóvel rural (ha)
|
822
|
Área do imóvel rural floresta plantada (ha)
|
582 (ha) plantações
de eucalyptus ssp
|
Área total da RPPN e HORTO (2002)(ha)
|
240 (ha) plantações
de floresta nativa
|
Altitude
|
A área
encontra-se a 460 metros
|
Latitude
|
22º 22’15
|
Longitude oeste
|
46º56’38
|
IDENTIFICAÇÃO DO INTERESSADO
|
|
Nome/Razão Social
|
|
C.P.F/C.N.P.J.
|
|
RG/Emissor
|
|
End. Completo
|
|
Município/UF/CEP
|
|
End. eletrônico
|
|
Telefone/Fax
|
|
Identificação do Responsável Técnico pela
ELABORAÇÃO do PRAD
|
|
Nome
|
|
Formação do Responsável Técnico
|
|
End. completo
|
|
Município/UF/CEP
|
|
End. eletrônico
|
|
Telefone/Fax
|
|
C.P.F.
|
|
R.G./Emissor
|
|
Registro Conselho Regional/UF
|
|
Nº Registro no CTF(2)
|
|
*Nº da A.R.T.(3) recolhida
|
|
Validade da A.R.T.
|
|
(2)
Cadastro Técnico Federal do IBAMA – CTF: Registro do técnico e registro da
pessoa jurídica, quando couber; (3) Anotação de Responsabilidade Técnica – ART
Identificação do Responsável Técnico pela EXECUÇÃO
do PRAD
|
|
Nome
|
|
Formação do Responsável Técnico
|
|
End. completo
|
|
Município/UF/CEP
|
|
End. eletrônico
|
|
Telefone/Fax
|
|
C.P.F.
|
|
R.G./Emissor
|
|
Registro Conselho Regional/UF
|
|
Nº Registro no CTF(2)
|
|
*Nº da A.R.T.(3) recolhida
|
|
Validade da A.R.T.
|
|
(2)
Cadastro Técnico Federal do IBAMA – CTF: Registro do técnico e registro da
pessoa jurídica, quando couber; (3) Anotação de Responsabilidade Técnica – ART
ORIGEM DA DEGRADAÇÃO
|
|
Identificação da área degradada ou alterada
|
240 ha
|
Causa da degradação ou alteração
|
Agricultura e
madeira
|
Descrição da atividade causadora do impacto
|
Plantações
agrícolas de: cana–de–açucar, laranja, milho,
plantação de eucalyptus, desmatamento
|
Efeitos causados ao ambiente
|
Área de
Reserva Legal, área de preservação permanente
|
Efeitos dos danos causados ao ambiente
|
Perda da
biodiversidade, alteração dos corpos hídricos
|
CARACTERIZAÇÃO REGIONAL E LOCAL
|
|
Clima
|
Tropical de
altitude e subtropical com inverno seco
|
Temperatura
|
Média mínima
15º05C e máxima de 27º87C, com picos de máxima de 35ºC e mínima de 14ºC
|
Precipitação
|
1.100mm
a 1.700 mm
|
Bioma
|
Mata
Atlântica do interior – Mata Seca, com presença de área do Bioma Cerrado
|
Fitofisionomia
|
Floresta
Mesófila semidecídua
|
Bacia e Microbacia hidrográfica dentro da RPPN
|
Rio Moji–Guaçu e Moji–Mirim
|
CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA A SER RECUPERADA
Situação original (1); Situação atual (2)
|
|
Relevo (1)
|
Sem dados
|
Relevo (2)
|
Consta quadro
caracterização do imóvel e regional.
|
Solo e subsolo (1)
|
Sem
dados
|
Solo e subsolo (2)
|
3.1 Análise do
solo e restauração do solo da floresta nativa, deste trabalho.
|
Hidrografia (1)
|
Sem dados
|
Hidrografia (2)
|
Consta no quadro
Monitoramento a recuperação: recuperação das funções hidrogeoambientais.
|
Cobertura vegetal (1)
|
Eucalyptus e
agricultura, quadro origem degradação.
|
Cobertura vegetal (2)
|
Floresta
nativa
|
Situação
original: imediatamente antes da
degradação ou alteração, ou ecossistema de referência e a situação atual: após a degradação
OBJETIVO GERAL
|
Avaliar
se o nível de biodiversidade colocado como indicador é mesmo um indicador ou
seria o objetivo mínimo de espécies. Monitorar e fazer análise crítica dos
registros de avistamento de fauna – projeto Bem–te–vi, principalmente no tocante
às
FAVCs,
complementando monitoramento de fauna nestes locais.
(Bureau
Veritas Certification 2011:4)
Reflorestamento
de floresta nativa de alta diversidade perene em conjugação com floresta
plantada da espécie eucalyptus ssp.
|
OBJETIVO ESPECÍFICO
|
Reintrodução da
cobertura vegetal do solo e conseqüente incremento da diversidade;
revitalização de cursos d’água; recuperação de nascentes; entre outros.
Atendimento aos dispositivos legais que determinam a recuperação da área
degradada ou alterada e aquelas relacionadas ao uso futuro da área
recuperada.
|
IMPLANTAÇÃO DO PROJETO
|
Segundo
Colmanetti (2013):
“(1)
Não foi feito calagem para o replantio de mudas nativas,
(2)
Consolidação da SMA 08/08, SMA 47/03;
(3)
As famílias de maior riqueza biodiversa foram Fabaceae (20 espécies),
Bignoniaceae (10 espécies), Anacardiaceae (7 espécies), estas três famílas contribuíram
com 48,7% das espécies. As outras famílias apresentaram bem menor número de
espécies;
(4)
Reflorestamento com espécies nativas de alta diversidade, 56% de não
pioneiras, 37% de pioneiras, 7% de espécies exóticas. Não ultrapassou 20% de
indivíduos da mesma espécie, modelo de adensamento, com espaçamento de 3 x
2,5m e 1.333 mudas por ha;
(5)
Modelo de enriquecimento com espaçamento 6 x 6 cm de acordo com decisão da
equipe multidisciplinar para promover maior sustentabilidade na sucessão
ecológica da nova floresta;
(6)
O preparo do solo foi mecanizado, a adubação química adotada para área foi
150 gramas por cova de 10–30–10;
(7) Replantio após 60 dias nos 240 ha.,
coveamento; irrigação ou gel;
(8)
As espécies vegetais utilizadas deverão ser listadas e identificadas por
família, nome científico e respectivo nome vulgar. (lista das espécies no sub–item 4.2);
|
DA MANUTENÇÃO
(tratos culturais e demais intervenções)
|
(1)
Combate a espécies invasoras com capinas químicas;
(2)
Combate a formigas com isca formicida;
(3)
Coroamento das mudas;
(4)
Replantios
(5)
Adubação de cobertura;
|
–
Caso haja necessidade de se efetuar o controle de vegetação competidora, de
gramíneas invasoras e agressivas, de pragas e de doenças, deverão ser
utilizados métodos e produtos que causem o menor impacto ambiental possível,
observando–se critérios técnicos e normas em vigor.
DO MONITORAMENTO A RECUPERAÇÃO
|
|
Exemplo de critérios de avaliação da recuperação
|
–Foram plantadas 300 mil mudas de alta
diversidade
|
Sobrevivência
do plantio oriundo de mudas ou semeadura direta
|
–Floresta plantada de eucalyptus ssp, híbridos
e.uropylla, e. grandys, tem maior potencial de crescimento.
|
Percentagem de cobertura do solo pelas espécies de
interesse
|
–Reflorestamento
com espécies nativas de alta diversidade, 56% de não pioneiras, 37% de
pioneiras, 7% de espécies exóticas. Não ultrapassou 20% de indivíduos da
mesma espécie
|
Contenção ou persistência de processos erosivos
|
Sem
dados
|
Serapilheira
|
–Material
vegetal em crescimento: folhas, caule, ramos, troncos
|
Abundância e freqüência de espécies vegetais
|
–Espécies flora: arbustos, trepadeiras.
Bromélias, cipós, parasitas. E surgiram 30 espécies pela regeneração natural.
|
Relação do conjunto de espécies existentes na área
em recuperação e sua relação com a área de referência.
|
–Espécies
animais: capivara, onça parda, gambá, veado;
Espécies: morcegos frugíveros
(do figo), morcegos insetívoros (insetos);
Espécies de aves: Jacu, mutum;
Espécies peçonhentas: repteis,
serpentes;
Espécies de microorganismo
vertebrados e invertebrados na floresta que está próxima do rio Moji-Guaçu em
plena interação floresta x solo x água.
|
Quantidade de biomassa
|
–Material
vegetal em crescimento: folhas, caule, ramos, troncos
|
Regeneração natural (presença – quantitativa e qualitativa – de plântulas)
|
–Plântulas são cultivadas nos viveiros
da própria empresa no Jardim de Moji-
Guaçu, com
capacidade de produzir 16 milhões de plântulas de eucalipto, que
são
apropriados para plantação entre 90 e 120 dias. O modelo de produção
prioriza o
micro-corte, e todo o processo é explicado como demonstrado abaixo
e mais
detalhado no fluxograma do processo do viveiro. (Certificação da Bureau
Veritas;2010:17)
|
Qualidade e quantidade dos principais animais
dispersores de sementes observados no local
|
–Surgiram 30 novas espécies por
regeneração natural
|
Recuperação das nascentes, dos cursos e dos corpos
d’água (quantidade e qualidade)
|
–Rio Moji-Guaçu, e o volume de água
aumentou;
|
Medidas de prevenção ao fogo
|
–Brigada de Incêndio Florestal,
inspeções mensais, PAEs – Plano de Emergência; FAVC Cara Preta
–Evidenciado
registro de Treinamento para combate á incêndio aos trabalhadores florestais
próprios (TRN-015, 8 horas de
treinamento
para 66 brigadistas em 2010/2011);
–Evidenciado
registro de incêndio na FAVC Cara Preta. Foi aberto um BO n°1087/2010, em
14/09/2010, sendo cerca de 300 ha de eucalipto e 150ha de mata nativa.
Vegetação de cerrado queimado. No combate ao incêndio, foram mobilizadas 270
pessoas e diversos equipamentos/veículos;
–Evidenciado Registro
de Incêndio, onde se estabelece o monitoramento da regeneração após incêndio
nesta área;
–Evidenciado
Relatório de Incêndio junto à CETESB de Ribeirão Preto.
(Bureau
Veritas Certification, 2011:36)
|
Desenvolvimento do plantio
|
–altura
predominante entre 5 a 11 m; CAP de 15 cm;
Melhoramento
Florestal
–O
melhoramento clássica é baseada na reprodução de unidades selecionadas
(árvores-mães),
onde a semente é o elemento da formação e propagação de
novas
árvores. A International Paper promove um programa de reprodução
florestal
contínua, mantendo áreas com a população original de diferentes
sementes,
fornecendo viabilidade para o programa comercial de clonagem e
múltiplo
uso de madeira;
Linhas
de Pesquisa:
–Conservação
e expansão de base genética;
–
Interação do estudo “genótipo x meio ambiente";
–
Hibridização;
–
Polinização controlada;
–Desenvolvimento
de produtividade, qualidade e adaptação aos materiais genéticos ambientais.
Estratégia
Clonal
–O
processo clonal permite a formação de florestas homogêneas de alta
produtividade e qualidade em um curto espaço de tempo. O principal objetivo é
o
desenvolvimento clonal e recomendação por meio da seleção e teste das
melhores unidades como uma ferramenta para prever produções futuras.
Linhas
de Pesquisa:
–Seleção
de clones específicos pela unidade de gerenciamento;
Definição
de estratégias de teste;
–
Recomendação clonal pelo estado e unidade de gerenciamento;
–Determinação
da produtividade estimada de plantações clonais comerciais;
Qualidade
da Madeira
É
crucial entender as características da madeira da International Paper de
florestas
plantadas para garantir que são adequadas para os usos pretendidos.
A
área de qualidade da Madeira tem como principal propósito a caracterização
química,
física e morfológica do material genético selecionado, com o objetivo
de
apoiar a recomendação desse material para plantação comercial.
Linhas
de Pesquisa:
–Avaliação
sobre a interação do “meio-ambiente x genótipo” no potencial
tecnológico
da madeira;
–Impacto
da gestão e idade florestal sobre características da madeira;
–Correlação
entre a qualidade da madeira e rendimento no processo de produção;
Produção
de Plântulas.
–É
necessário criar novas tecnologias para otimizar processos existentes, para
produzir
grande quantidade de plântulas de eucalipto de qualidade em unidades da
International Paper. Assim, o teste em viveiro é responsável pela pesquisa e
desenvolvimento de novos processos de produção e propagação clonal.
Linhas
de Pesquisa:
–Uso
da água no viveiro;
Determinação
da solução de nutriente para hidropônicos;
–Administração
de produção de plântulas.
Produção
Florestal
–A
qualidade da florestas pode ser afetada pelas pestes e doenças, prejudicando
o total desenvolvimento da das plantações. Há muitos agentes potencialmente
prejudiciais, tanto para as plantações quanto para as plântulas no viveiro,
isso exige o estabelecimento de programas de monitoramento, diagnóstico e
desenvolvimento de técnicas de controle que permitem minimizar prejuízos e a
promoção de equilíbrio ambiental.
–O
papel da Proteção Florestal é fornecer suporte técnico para áreas
operacionais, treinamento de equipe e monitoramento da produção de plântulas
em viveiro e as plantações de eucalipto da empresa, objetivando a prevenção
ou minimização do prejuízo causado pelas pestes e doenças.
Linhas
de Pesquisa:
–Teste
da resistência da planta a patógenos;
–Pesquisa
sobre a interação planta/peste;
–Estudo
sobre técnicas para controle de peste e doença;
–Uso
de controle biológico de pestes e doenças.
Gestão
Florestal
–A
gestão florestal de recursos naturais pelas técnicas de silvicultura permitem
a
otimização
da produção e planejamento florestal.
–A
Gestão Florestal objetiva a sustentabilidade florestal, para que a produção
de madeira possa ter alta qualidade por custo mínimo. É também responsável
pelas estratégias de desenvolvimento para monitoramento e conservação do
solo, bem como para recomendação de práticas de silvicultura.
Linhas
de Pesquisa
:
–Monitoramento
da sustentabilidade de terras (lugares);
–Modelagem
Ecofisiológica;
–Gestão
florestal particular pelas unidades de gerenciamento (espaçamento,
fertilização etc.);
–Avaliação
inicial de florestas;
–Monitoramento
de fertilidade e administração do solo.
(Certificação
da Bureau Veritas;2010:20/21/22)
|
Relação do conjunto de espécies existentes na área
em recuperação e sua relação com a área de referência
|
–Sub–item 4.2 – lista amostral das
espécies do reflorestamento
|
Ameaças potenciais; sinais de disfunção
|
–Fogo e pragas
|
Suporte de populações de espécies necessárias a
estabilidade e desenvolvimento da trajetória adequada
|
–7% espécies exóticas
|
Indicadores de resiliência (visitação de fauna;
aumento de diversidade vegetal; fertilidade do solo)
|
–Fotografados os animais diurnos e
noturnos e vegetação de regeneração natural, constam manejo florestal IP
2015, 2016;
|
Vazão dos corpos d'água e qualidade da água
|
–Evidenciado
monitoramento das vazões de água no local, conforme monitoramento proposto
março de 2011. Projeto da EMBRAPA nas áreas da IP, medição pelo método de
flutuador. Monitoramento semanal nestas áreas para verificação da vazão.
Fotos e resultados foram evidenciados (planilha de campo). Com base na
precipitação media mensal, será feito análise das vazões;
–Evidenciado
Relatório de Monitoramento da Vegetação Natural – Agosto de 2010. Nesta FAVC
existem 17 parcelas permanentes de monitoramento da regeneração natural;
–Gráficos de
vazão poderão ser comparados ao longo prazo. Evidências de muita pluviosidade
em janeiro/2011.
(Bureau
Veritas Certification 2011:35)
|
Recuperação das funções hidrogeoambientais
|
–Trabalho
desenvolvido com IPEF – 2 microbacias hidrográficas, dentro do projeto REMAM
do IPEF. A IP coleta as
informações
semanalmente e envia relatório e amostras de água mensalmente ao IPEF;
–
Luis Antonio - Região II, microbacia Perene;
–
Horto Bela Vista - Região I, iniciado em 2002 até 2009, microbacia
intermitente. O Horto Bela Vista possui, em média,
60%
de eucalipto e 33% de mata nativa, sendo um local representativo das áreas da
empresa.
–Evidenciado
Relatório de Monitoramento Ambiental
de Microbacias Hidrográficas – Novembro/2011, elaborado pelo IPEF/USP.
Resultados do monitoramento pré e pós – colheita, com avaliação das operações
florestais e seus impactos nos recursos hídricos.
–Monitoramento
de recurso hídrico junto ao viveiro de mudas:
–Poço
tubular do Viveiro – evidenciado Portaria DAEE n° 1006/09 (outorga), válida
02/06/2014, para poço do viveiro de mudas da IP, para fins de irrigação.
Autorizada vazão de 16,9 m3/h durante 20h diárias;
–Captação
superficial – Outorga foi expedida DNAE, mas está fora do prazo, em 2006 foi
solicitada outorga à ANA.
–Evidenciado
– DOU de 07/07/97, autorizada pela Agencia Nacional de Águas (ANA), a
captação superficial de 1,1 m3/s e lançar 1,1 m3/s de efluente tratado no rio
Moji–Guaçu, vencida em 07/07/2007;
–Protocolo
para pedido de renovação de outorga na ANA em 20/06/2006. Empresa de
consultoria em Brasília,denominada de
Macropolítica,
está verificando a razão do atraso na solicitação de renovação de outorga;
–Resolução
CNRH 16, de 08/05/2001, que estabelece em seu Art.22, § 2º – “Cumpridos os
termos do caput, se a autoridade outorgante não houver se manifestado
expressamente a respeito do pedido de renovação até a data de término da
outorga, fica esta automaticamente prorrogada até que ocorra deferimento ou
indeferimento do referido pedido”.
–Evidência
de acompanhamento do processo de outorga: email encaminhado em 10/03/2008,
solicitando informações
sobre
o andamento do processo de renovação da outorga ao Sr. Paulo Breno, da ANA;
–Trabalho
desenvolvido com IPEF – 2 microbacias hidrográficas, dentro do projeto REMAM
do IPEF. A IP coleta as
informações
semanalmente e envia relatório e amostras de água mensalmente ao IPEF;
–Luis
Antonio – Região II, microbacia Perene; e
–Horto
Bela Vista – Região I, iniciado em 2002 até 2009, microbacia intermitente. O
Horto Bela Vista possui, em média,
60%
de eucalipto e 33% de mata nativa, sendo um local representativo das áreas da
empresa;
–Resultados
do monitoramento pré e pós colheita, com avaliação das operações florestais e
seus impactos nos
recursos
hídricos.
–Monitoramento
de recurso hídrico junto ao viveiro de mudas:
–Poço
tubular do Viveiro - evidenciado Portaria DAEE n° 1006/09 (outorga), válida
02/06/2014, para poço do viveiro de mudas da IP, para fins de irrigação.
Autorizada vazão de 16,9 m3/h durante 20h diárias;
–Captação
superficial - Outorga foi expedida DNAE, mas está fora do prazo, em 2006 foi
solicitada outorga à ANA.
Evidenciado
– DOU de 07/07/97, autorizada pela Agencia Nacional de Águas (ANA), a
captação superficial de 1,1 m3/s e lançar 1,1 m3/s de efluente tratado no rio
Moji-Guaçu, vencida em 07/07/2007;
–Protocolo
para pedido de renovação de outorga na ANA em 20/06/2006. Empresa de
consultoria em Brasília,denominada de
Macropolítica,
está verificando a razão do atraso na solicitação de renovação de outorga.
Resolução
CNRH 16, de 08/05/2001, que estabelece em seu Art.22, § 2º – “Cumpridos os
termos do caput, se a autoridade outorgante não houver se manifestado
expressamente a respeito do pedido de renovação até a data de término da
outorga, fica esta automaticamente prorrogada até que ocorra deferimento ou
indeferimento do referido pedido”.
–Evidência
de acompanhamento do processo de outorga: email encaminhado em 10/03/2008,
solicitando informações
sobre o
andamento do processo de renovação da outorga ao Sr. Paulo Breno, da ANA.
(Bureau
Veritas Certification 2011:36/37)
|
CRONOGRAMA FÍSICO ANEXO I–A
|
Cronograma
Físico (Implantação / Manutenção / Monitoramento e Avaliação)
|
Fonte: Rodrigues
et al, 2007:143
CRONOGRAMA FINANCEIRO ANEXO I–B –MODELO SIMPLES
ESPÉCIES
NATIVAS
|
Relação de
material e de mudas: quantidade e rendimento.
|
Fonte:
Klotz, 2016:112
CRONOGRAMA FINANCEIRO ANEXO I–B –MODELO MAIS COMPLETO
ESPÉCIES
NATIVAS
|
Relação de
material e de mudas: quantidade e rendimento.
Relação de
serviços: tempo de duração e rendimento
Cronograma
Financeiro (orçamento e despesas) / Ano
|
Fonte:UNESC
– Projeto ambiental – SC
(https://www.jfsc.jus.br/acpdocarvao/2011/PRADS/PRAD_AREA_III_RIO_PIO.htm)
CRONOGRAMA FINANCEIRO ANEXO I–B –MODELO MAIS
COMPLETO
ESPÉCIE
EUCALYPTUS
|
ANEXO II
Projeto Simplificado de Recuperação de
área Degradada ou Alterada de Pequena Propriedade ou Posse Rural Familiar.
ANEXO III
Relatório
de Monitoramento de Avaliação de Projeto de Recuperação de área Degradada ou
Alterada
Sub-capítulo
5. Manejo de florestas
ANEXO IV
Termo
de Compromisso de Reparação de Dano Ambiental
Eu,
______________, portador do CPF n° _____________, residente e domiciliado à
_____________,
Município __________, UF ______, CEP __________.
Declaro que
renuncio ao direito de recorrer administrativamente em relação ao Auto de
Infração n°
_____________,
salvo quanto aos benefícios previstos na Seção VII, Capítulo II, do Decreto
Federal n°
6.514/2008.
Confesso a
autoria, a materialidade e a extensão dos danos conforme consta no referido
Auto de
Infração.
Renuncio a
eventuais prazos prescricionais.
Declaro que
cumprirei integralmente a reparação do dano ambiental relativo ao referido Auto
de
Infração, de acordo
com o Termo de Referência que estabelece os parâmetros para a sua execução,
do qual recebi
uma cópia.
Declaro que
estou ciente de que o não-cumprimento das obrigações aqui pactuadas poderá ser
enquadrado como
nova infração nos termos dos Artigos 79, 80, 81 e/ou 82 do Decreto n°
6.514/2008. Além
de acarretar a imediata propositura de ação judicial.
Local e data:
Assinatura do
Interessado
Testemunhas
____________________________________________
CPF e Assinatura
____________________________________________
CPF e Assinatura
ANEXO V
Relatório de Referência para a
Reparação de Dano Ambiental
Objeto
Recuperação
ambiental de uma área de __________ hectares, objeto do Auto de Infração n° __________;
que se iniciará imediatamente após a assinatura do respectivo Termo de Compromisso,
e que deverá se encerrar até a reparação integral do dano ambiental, que
consiste na reconstrução da tipologia vegetal preexistente do ambiente
degradado ou alterado, até que a mesma atinja um estágio de regeneração que
dispense a intervenção humana para sua manutenção.
Prazo
decorrido 12 meses da assinatura do respectivo Termo de Compromisso, o
Interessado apresentará ao IBAMA, num prazo de 30 dias, Laudo Técnico elaborado
por profissional habilitado, acompanhado da respectiva Anotação de
Responsabilidade Técnica – ART, que informe sobre o status da recuperação
objeto deste Termo de Compromisso.
O
Interessado apresentará ao IBAMA laudos subseqüentes a cada 12 meses, até a
conclusão da reparação do dano ambiental.
Método
O Proprietário ou Detentor de Posse deverá optar pelo método ou métodos a serem
utilizados para a recuperação, já consagrados e descritos na bibliografia
científica especializada, ficando o executor livre para implementar as técnicas
que melhor se apresentem para o caso em tela.
A
título de sugestão,
seguem técnicas de eficácia já comprovada descritas na bibliografia, das quais se
destacam:
a) Nucleação;
b) Implantação
de Sistemas Agroflorestais, considerando a adaptação das espécies implantadas
ao
sistema
sucessional;
c) Plantio de
mudas em sistema sucessional;
d)
Enriquecimento de áreas florestais, com mudas ou sementes de espécies adaptadas
ao estágio
sucessional da
área;
e)
Hidrossemeadura;
f) Semeadura
direta;
g) Condução da
regeneração natural.
Ficam proibidos
o uso de fogo e de agrotóxicos nas áreas em recuperação.
Local e data,
___________________________________
Analista
Ambiental
De acordo,
____________________________________________
Superintendente
– IBAMA
1.INTRODUÇÃO
O Bioma da Mata
Atlântica está muito fragmentado devido ao desflorestamento desde o
descobrimento do Brasil. Há três décadas, quando foi fundado o S.O.S. Mata
Atlântica, se iniciaram estudos para descobrir o quanto existia de Floresta
Atlântica, e num estudo do norte ao sul do país existem em torno 8%.
Figura 1: Bioma
do Estado de São Paulo
Fonte:
IBGE, 2005
Como vemos no mapa, o domínio da
Floresta Atlântica já foi bastante abundante, e em nossos dias temos grandes
áreas da floresta tombada que além da biodiversidade exuberante das paisagens,
são também atores fundamentais dos serviços ambientais conjugados com solo e os
recursos hídricos, são imprescindíveis para regulação climática e no seqüestro
de carbono, conseqüentemente, na purificação da água e do ar que respiramos que
são fatores preponderantes. A Floresta é uma Área Natural Protegida por Lei, e
para salvaguardar estabeleceram–se as Unidades de Conservação que incorporou,
em sua área, várias reservas florestais existentes (SILVA et al, N°3, 2014).
Figura 2: Mapa de
localização da RPPN “Parque Florestal São Marcelo” no município de Moji-Guaçu
Fonte:
Departamento de Geoprocessamento International Paper do Brasil LTDA. Mandetta
(2007:20)
O mapa nos
mostra o fragmento do bioma da Mata Atlântica, a RPPN Parque Florestal São
Marcelo, localizada na cidade de Moji–Guaçu, região
noroeste paulista, é qualificado como típico do Brasil Central, e com dupla estacionalidade
climática: com chuvas densas do verão e período longo de estiagem, é conhecida
como Mata Atlântica do Interior, que não deixa de ser Remanescentes das Florestas da Mata Atlântica.
Foram realizados estudos na Reserva do Patrimônio Particular Natural – RPPN
Parque Florestal São Marcelo, a RPPN é outra forma de proteção das Matas.
Figura 3 – Visão
interna e externa da RPPN FAVC-Parque Florestal São Marcelo
Fonte: Rodrigues
et al, 2007:16
Temos acima a
visão interna e externa da floresta recriada em estágio de capoeirão para se
tornar mata, vemos na visão externa demarcada no mapa o polígono que é o Parque
Florestal São Marcelo, e as clarreiras que existentes e os pesquisadores
averiguavam para posterior enriquecimento com 6 x 6 m de espécies clímax.
Sabemos que
apesar de centenas de anos, ainda a floresta atlântica mantém exemplares de
espécies que outrora abundavam e que tanto foi degradado, para tanto, criou–se
à Lei para Preservação Integral da Unidade de Conservação ou Uso para Desenvolvimento
Sustentável – SNUC 9.985/98 entre outras categorias, que sem dúvida tem evitado
uma perda incomensurável. Apesar de todo declínio de nossas florestas nativas
pelo desmatamento, o Brasil no ranking mundial, ainda se mantém na primeira
colocação e em seguida vem a Indonésia.
E com os recursos
naturais diminuídos, as empresas de papel e celulose e de outros usos
madeireiros, avançaram em tecnologia e optaram por criar as próprias
plantações, com as espécies que lhe seriam rentáveis à sua produção, assim
vemos, por mais de três décadas milhares de hectares de floresta comercial:
eucalyptus sp., teca, pinus, eycalyptus urophylla, eucalyptus grandis, ...entre
outras espécies.
As espécies de
eucalyptus ultrapassam, atualmente, de 700 e são utilizadas em todos os países;
são chamadas de aço verde devido às variedades de produtos e adaptação aos
variados solos, e são comercializadas do plantio para o destino final, ou seja,
para que produto será utilizado: indústria de papel e celulose, indústria de
móveis, indústria farmacêutica, indústria de alimentos, indústria de energia
como carvão vegetal, entre outras utilidades na propriedade como cercas,
pontes, casas e construções de beneficiamento. As cooperativas de florestas
plantadas atuam junto aos pequenos proprietários, facilitando assim o
desenvolvimento das propriedades de produção familiar.
As florestas
plantadas são monoculturas de grandezas de hectares, tem ciclos de corte de 6
ou 7 anos e com a rebrota são mais 6 ou 7 anos, esse novo reflorestamento da
brotação do plantio anterior, para tanto, cuidados com o solo sempre a partir
da análise do solo realizada por laboratórios especializados para recomendações
de nutrientes, e o engenheiro florestal ou agrônomo receitam os herbicidas,
fungicidas para formigas e fungos entre outras pragas.
As florestas
comerciais de eucalyptus seguem diretrizes para manter a conservação do solo e
da água, evitando os impactos ambientais negativos e em contra partida promovem
impactos ambientais positivos como: seqüestro de carbono e quanto à conservação
da água os especialistas afirmam que a monocultura de eucalyptus consome água
infinitamente menor do que se consome na agricultura. Quanto a um dos produtos
obtido: uma árvore de eucalyptus produz 2.500 folhas de sulfite, também chamada
de cut size, ou seja, 50 pacotes de 500 folhas.
O Brasil, no
ranking mundial, está em segunda colocação no que diz respeito a florestas
plantadas, já que a Rússia permanece no primeiro lugar.
1 1.1 Tripé
interdependente: solo x água x floresta
A
importância das florestas e seu manejo inadequado, que são conhecidos por
métodos de saques da floresta, que causaram sérios desequilíbrios ambientais de
ordem que foge ao nosso controle. E observamos que o rompimento entre o
desenvolvimento econômico e a ecologia tornou–se explícito com o avanço
industrial desordenado, praticado pelo pretensioso domínio da natureza,
significando na verdade uma perda de seu suposto controle, resultando num processo
de exploração predatória dos recursos naturais e conseqüentemente afetando a
própria vida da humanidade.
As
florestas são sistemas complexos e de valor inestimável, e nenhuma tecnologia
reproduz os serviços ambientais, desde o simples ato “aparente” dos insetos
polinizarem as plantas, os pássaros e animais dispersarem as sementes, ao
serviço que as árvores promovem de absorver o gás carbônico e devolverem o
oxigênio e, ainda tantos outros serviços ambientais da natureza, as águas, o
solo e as matas são indissociáveis.
A
vegetação, por ser diretamente relacionada à permeabilidade dos solos, é
determinante para regularidade da vazão dos cursos d’àgua, se ocorrerem
perturbação ou severo desmatamento há alteração na qualidade e regime da vazão
do sistema hídrico. “A relação é ainda mais clara quando se trata daquela que
ladeia os cursos d’água – a mata ciliar –, estabilizando as margens, impedindo
a erosão e o assoreamento dos cursos hídricos, entre tantas outras funções importantes”
(SMA, N°1, 2009:5).
As
formações florestais são variadas, e especificamente às matas ciliares, tem
função de elementos construtivos na produção e abundância dos recursos
hídricos, porque é
na floresta que se manifesta a água. E quando se fala de
floresta degradada significa falar de desabastecimento de água, apesar de que
são muitas as ações que estão contribuindo para avançar cada vez mais na
recuperação das matas, visando proporcionar num futuro próximo o
(re)estabelecimento das condições de equilíbrio e sustentabilidade dos recursos
naturais, para tanto o repovoamento vegetal sempre é planejada por equipe de
especialistas multidisciplinar e multi–institucional
(Barbosa et al, 2008:10).
1 1.2
O
Novo Código Florestal Lei 12.651/12
Da revogada Lei
4.771/65, que mantinham as Áreas de Preservação Permanente–APP e demais
Florestas mais preservadas em áreas consolidadas e não consolidadas,
alterou–se pela atual Lei 12.651/12 – Novo Código Florestal, para efeitos da
Lei entende–se, no Art. 3° inciso IV – [...área rural consolidada: área de
imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008, com
edificações, benfeitorias ou atividades agrosilvopastoris, admitida, neste
último caso, a adoção do regime de pousio...] (Lei 12.651, 2012:2).
E, no que se refere
à água e área de proteção, o Novo Código Florestal, para efeitos da Lei
entende–se por: Art 3°,Parágrafo II – Área de Preservação Permanente – APP:
área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com função ambiental de
preservar recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a
biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e
assegurar o bem–estar das populações humanas (Lei 12.651, 2012:2).
Do Novo Código Florestal, criou o Sistema
Cadastro Ambiental –SICAR, e também o Plano de Recuperação Ambiental – PRA, que
faz cumprir, através da lei a recuperação da área degradada ou perturbada.
A Lei 12.651/12 – Novo Código Florestal
estabelece que em áreas não consolidadas (propriedade rural) as Áreas de
Preservação Permanente – APP´s, que tem variações de quantidades de módulos
fiscais dependendo do perímetro da propriedade, mantendo para um curso de água
de largura menor de 8 metros – para 1(um) módulo fiscal[1]– recuperação obrigatória é de apenas 5 metros, e – dois módulos
fiscais – para cursos água com 8 metros revegetação obrigatório é de apenas 15 metros, para mesma largura de
8 metros, tendo – 4 a 10 módulos, repovoamento vegetal obrigatório é de apenas 20m; infelizmente assim
determina o Novo Código Florestal, ficando desta forma incompatível a produção
de água com a necessidade da produção agrícola, seja de pequeno porte ou de
produção em grande escala, conseqüentemente secando as águas subterrâneas,
devido ao fato de não adotarem princípios e nem critérios e nem desmatamento
sustentável, pondo de lado a Servidão Ambiental, que é cada vez menos
incentivada.
Figura 4 – Mapa de adequação da propriedade rural
Fonte: EMBRAPA
Temos ainda a pesquisa da EMBRAPA, que desenvolveu
um esquema de adequação da propriedade rural, desta maneira a floresta em suas
diversas formações continua fazendo parte da propriedade, para sustentabilidade
e manutenção da produção de água. A preservação e a restauração ou recuperação
ou reflorestamento das matas, aliadas às práticas de manejo adequadas e
conservação do solo é o que garantem a proteção dos cursos d’água, nascentes e
represas. O envolvimento do proprietário é
fundamental. Floresta
restaurada é floresta conservada e perene, benefícios para todos os seres
vivos. O proprietário que protege água é aquele que produz a água, protegendo a
floresta e protegendo o solo, é um complexo vegetacional o tripé: água x solo x floresta,
que são benefícios para o presente e para os futuros proprietários. É preciso
pensar no amanhã quando se fala de agropecuária e o futuro da área, por isso se
tem utilizado o sistema agroflorestal ou agrosilvipastoris.
Porém, o Novo
Código Florestal no Capítulo II, das Áreas de Preservação Permanente, Art. 4°,
§6° , I – [...sejam adotadas práticas sustentáveis de manejo do solo e
água,....e recursos hídricos na garantia de sua qualidade e quantidade, de
acordo com as Normas dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente...], II –
[...esteja de acordo com os respectivos planos de bacia ou planos de gestão de
recursos hídricos...] ( Lei 12.651, 2012) , logo, parece ilógico não manter as
medidas de reflorestamento determinadas no código anterior, por que não
conseguirão produzir águas nem para as atividades do diárias da propriedade e
nem para alimentar os lençóis freático, dos quais fazem uso constante.
______________________________
[1]
Módulo Fiscal em Itanhaém é de 1 hectare = 10.000m², ou seja 1 módulo fiscal é
= 1 hectare em Itanhaém, pois foi criado tabela de módulos fiscais que varia de
cidade para cidade.
2. O PLANO DE RESTAURAÇÃO DA ÁREA DEGRADADA E
SUA RESILIÊNCIA
Porque restauração e não recuperação? A
lei 9.985/00 estabelece os significas e diretrizes a serem cumpridas para cada
estágio de degradação. Nos estudos elaborados pelos pesquisadores Mandetta e
Colmanetti, assim como pelos funcionários da empresa proprietária da RPPN, na
área do Parque Florestal São Marcelo, o estágio é de restauração, estando de
acordo com a legislação todas diretrizes foram cumpridas.
De acordo com Klotz “quanto ao poder de
resiliência da área degradada, estiver sido afetado de maneira mais acentuada,
outras técnicas de restauração poderão ser necessárias. (2016:85)
Segundo a Instrução Normativa ICMBio nº
11/14, no Art. 3º [... O PRAD deverá definir as medidas necessárias à
recuperação ou restauração da área perturbada ou degradada, fundamentada nas
características bióticas e abióticas da área e em conhecimentos sobre o tipo de
impacto causado, a resiliência da vegetação e a sucessão secundária...]
Segundo ABNT (2008) entende–se por recurso ambiental: o
recurso natural necessário à existência e preservação da vida, como a
atmosfera, às águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o
mar territorial, o solo, o subsolo, a fauna e a flora.(Klotz, 2016:37)
E nas últimas três décadas a legislação
no país tem tomado força na proteção ambiental e muito tem sido feito para
combater a degradação de áreas, mesmo com tantas medidas contraditórias do Novo
Código Florestal lei 12.651/12.
Os
cientistas e ambientalistas competentes, tem incentivado e capacitado as
comunidades extrativistas para o uso sustentável dentro da floresta, assim como
nas pequenas e médias propriedades, e quando forem requisitados para as grandes
e megas propriedades, creio que cumpriram o papel tão importante que já
executam com primor por este país. Desta forma oferecem o suporte para recuperar
áreas degradadas, que tem se intensificado, tanto para cumprimento da
legislação, assim como para conservação da água e solo e conseqüentemente produção
de água, que somente as florestas têm essa função ecológica.
Na difusão da legislação, entre
benefícios e deveres, são apresentados os estudos realizados na área da RPPN
Parque Florestal São Marcelo, que se iniciaram em 2002 com reflorestamento de
espécies nativas e reduzido percentual de espécies exóticas, sob desenvolvimento
e controle de uma equipe multidisciplinar e multi–institucional, em que o Diretor do Instituto de
Botânica de São Paulo o Prof. Dr. Eng. Agrônomo Luiz Mauro Barbosa atuou, e posteriormente
teve como aluna de mestrado em 2007, hoje Mestra em Ciências Biológicas,
Elizabeth Mandetta e em 2013 mais estudos foram realizados por outro aluno de
mestrado, hoje Mestre em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente, Michel
Colmanetti, e ainda, tivemos recentes notícias pelo programa Globo Rural da
floresta perene e sua exuberância, que se tornou a RPPN Parque Florestal São
Marcelo que pertence à empresa de papel e celulose International Paper.
Mandetta destaca a observação do Prof.
Dr. Eng. Agrônomo Luiz Mauro Barbosa, no que tange sobre área degradada, “para
Barbosa (2001), os projetos de recuperação vegetal devem promover
reflorestamentos que simulem a auto–renovação da
floresta, como ocorre naturalmente após um distúrbio, utilizando–se do maior número possível de
informações....sendo necessário atingir dois objetivos distintos, mas não
excludentes, ou seja, manter a composição original das espécies e recuperar o
papel da vegetação no sentido de obter as vantagens ambientais a ela associadas
como o regime hídrico, o fluxo de nutrientes, a estabilidade do solo e a
retenção de partículas e insumos agrícolas.” A floresta se auto–regenera, se auto–renova, são funções ambientais inteligentes
do complexo natural que a humanidade imita.”
De acordo com Mandetta (2007) as
atividades de reflorestamento heterogêneo tiveram início em 2002. A área da
RPPN Parque Florestal São Marcelo tem 240 ha e foi destinada a um novo modo de
restaurar a floresta, ou seja, um replantio de floresta nativa com 100 espécies
por hectare, sendo da própria região e de seu entorno. É uma restauração
induzida para se criar sustentabilidade.
2.1
Caracterização do meio físico floresta nativa
As propriedades físico–químicas e biológicas comprometem
ou favorecem a revegetação, e Colmanetti (2013) em suas pesquisas correlaciona
tipo de solo e floresta, “devido à variação na composição, tais características
como acidez, textura dos solos, distribuição de água e nutrientes são alguns
fatores que influenciam na abundância e distribuição das espécies, assim como
no seu crescimento e desenvolvimento influenciando nos parâmetros da altura e
diâmetro.”
Para as florestas nativas Colmanetti
(2013) esclarece que os nutrientes são os indicadores da qualidade do solo, por
isso a serrapilheria contribui, e é fundamental o seu acúmulo no solo para
multiplicação de microorganismos e nutrientes, que são absorvidos pelo sistema
radicular da planta, importante para o crescimento e desenvolvimento.
Quanto à fertilidade do solo, é
verificado, devido à produtividade da cultura a ser plantada, para que venha
gerar uma floresta nativa ou de eucalyptus com a formação desejada, no caso da
madeira comercial nos padrões para produção de papel e celulose, menor
densidade e úmida, como as espécies de eucalyptus ssp, eucalyptus urofylla e
eucapyptus urograndis.
Verificamos no croqui o polígono e ao
redor as parcelas de vegetação, área que de alguma maneira sofreu impactos e se
degradou e por isso suas características podem se alterar, provocando queda de
nutrientes, diminuição da água e sais, redução das propriedades físico–química e biológica. Tudo isso e
muitas outras informações os pesquisadores obtém através de análises do solo e
da água, entre outros que forem necessários realizar.
Figura
: Representação geral da RPPN “Parque Florestal São Marcelo” – Mogi Guaçu, com
as coordenadas das parcelas experimentais fixas georeferenciadas, sendo as
destacadas com um círculo aquelas utilizadas nesta pesquisa.
Fonte:
Departamento de Geoprocessamento International Paper do Brasil Ltda. (Mandetta
2007:28)
A
capacidade de regeneração é possível pelos fatores abióticos existentes, que através
das análises do solo e da água, o laboratório especializado recomenda a devida
adubação, proporcionando assim um solo adequado para que as mudas se desenvolvam
e o projeto tenha o mínimo de mortalidade de mudas, contribuindo para isso a
grande variedade de espécies que são combinadas, cerca de 100 por hectare.
A escolha pela conjugação de floresta
nativa e floresta comercial resultou numa futura floresta nativa perene, que já
conta com 13 anos e algumas espécies já estão com altura em torno de mais de 20
metros, além de serem constatadas outras 30 espécies diferentes que surgiram no
desenvolvimento da mata, regeneração natural.
Verificamos na pesquisa realizada por Colmanetti
(2013) nos hectares estudados, indicadas no croqui, 11 parcelas do solo são argissolo,
e que 9 parcelas do solo são latossolo.
A recuperação de área degradada é
fundamental para se alcançar os benefícios dos serviços ambientais que as
florestas prestam. É imprescindível a conservação do solo e da água para que o
projeto tenha êxito e torne–se floresta
perene.
Esta área degradada há de passar por
estudos de impacto ambiental, para que sejam identificados os impactos
positivos e se houverem negativos, para tanto deve conseguir o licenciamento
para iniciar o projeto. E para Rodrigues et al (2009:67)“ Só vale investir em
restauração florestal se estiver muito claro na proposta a perspectiva de tentar
ao máximo fazer isso bem feito, já que se esse não for o desafio, a
probabilidade de essas áreas voltarem à condição de degradadas é muito alta”.
Logo, a combinação para se
alcançar alta diversidade, de acordo com Rodrigues et al (2009:67) é “...a separação
de espécies em grupos funcionais visa, em geral, salientar o funcionamento de
um ou mais processos que se tenha interesse (p.ex. espécies fixadoras de
nitrogênio, etc.), podendo emergir da observação da natureza (p.ex., síndromes
de polinização), ou resultar da escolha subjetiva de algum aspecto que se quer
salientar (p.ex. espécies ornamentais).” É a sucessão ecológica.
2.2
Sucessão ecológica e a biodiversidade
A vocação florestal no Brasil prevalece,
fato é que apesar do solo pobre em muitas regiões do país, brotam e florescem
árvores que formam exuberantes florestas perenes.
E com o aumento de reflorestamento e a
obrigatoriedade de monitoramento e manutenção da água, gradativamente são
constatadas a diversidade da flora, fauna e mamíferos com uma exuberante floresta,
observa–se diversidade
de microorganismos, insetos, repteis, peçonhentos e aracnídeos entre outros
vertebrados e invertebrados no solo e no caso de mata ciliar na vida aquática.
É o complexo natural integralmente interdependente com o sol e a atmosfera.
Segundo Colmanetti “Fundamentalmente,
quando uma espécie possui uma ampla variabilidade genética, há mais chances de
sobrevivência a eventos que ocorrem ao acaso e que comprometam a sobrevida da
espécie” (2013:3). O complexo natural dos ecossistemas se transforma sem cessar,
e que modifica de forma inteligente, mantendo assim o equilíbrio e a
diversidade das espécies arbóreas, trabalho este realizado pelos polinizadores,
pela fauna e pelos mamíferos, são os dispersores das sementes que contribuem na
expansão da biodiversidade.
Figura:
Florestal – São Marcelo” - Moji Guaçu,
iniciada atividades de plantio em 2002, indicando os espaçamentos entre
espécies (2,5m) e entre linhas (3,0m), mostrando a distribuição das espécies de
acordo com os grupos sucessionais, pioneiras (P) e não pioneiras (NP).
Fonte: Mandetta (2007:27)
E, como vemos no modelo de plantio a
equipe optou pelo reflorestamento nativo adensado e alternado, primeiro as
espécies exóticas de rápido crescimento que mais tarde servirão de cobertura
vegetal, depois são as pioneiras de crescimento rápido, mantendo–se em vida mais longa as
pioneiras, seguidas das secundárias tardias e as espécies clímax que crescem
mais lentamente.
Klotz explica sobre os estágios da
floresta: “quanto aos estágios da floresta, são basicamente quatro: (1) estágio
inicial de regeneração –
herbáceo/arbustiva de porte baixo – 8 cm, duração de poucos meses; o 1º.
estágio começa logo após o abandono da área por desmatamento;
(2) estágio médio de regeneração – cobertura
arbóreo/arbustiva – 12 cm; o 2º. estágio é a capoeirinha, denominada pelo
gênero baccharis – vegetação arbustiva denominada vassoural.
(3)
estágio avançado de regeneração – fisionomia arbórea predomina secundária que duram
18 meses, formando copas que duram de 3 a 10 anos; o 3º. estágio é a capoeira,
no qual verifica-se o quase completo desaparecimento do estrato herbáceo
inicial e o surgimento da arvoreta capororoca – myrcine coriaceae de 5 a 6
metros de altura, da família myrsinaceae. É um estágio muito comum na região,
representado por áreas abandonadas entre 10 a 15 anos.
(4)
Vegetação Primária: é aquela de máxima expressão local, com grande diversidade
biológica, com efeitos mínimos de ação antrópica. Duração d 10 a 40 anos; o 4º.
Estágio foi denominado de capoeirão, no qual a espécie dominante é a miconia cinnamomifolia (jacatirão-açu), da
família melastomataceae, árvore de 10 a 15 metros de altura.
(5)
estágio final é denominado por vegetação clímax de grande porte; o 5º. estágio é
a mata secundária, são diversas fases
intermediárias entre o capoeirão e a mata secundária. (Klotz, 2016:76-77)
Para executarmos de forma adequada o
plantio, em São Paulo, utiliza–se a legislação
vigente SMA 08/08 que dispõe do reflorestamento heterogêneo que estabelece
parâmetros de avaliação e monitoramento para replantio, assim como a utilização
da SMA 21/01 e SMA 47/03 para áreas degradadas, realizando combinação adequada
no reflorestamento, mantendo a conservação da água e do solo.
2.3
Caracterização do meio físico floresta plantada
“As características de relevo, plano
ou suave ondulado, encontradas na maioria das propriedades manejadas,
contribuem com a aplicabilidade e facilidade de execução das operações
florestais mecanizadas. De modo geral, os solos destinados ao cultivo das
florestas produtivas da empresa são profundos ou muito profundos, apresentando
excelente drenagem em seu perfil, variando conforme as características de
textura e estrutura do solo, condição de declive e posição topográfica, sendo,
aproximadamente 52% dos solos das unidades de manejo florestal da International
Paper classificados como Neossolos Quartzarênicos,40% classificados como
Latossolos e 8% de outras classes de solos, incluindo-se os solos podzólicos,
cambissolos e hidromórficos.“(plano de manejo 2016:8)
Segundo Sixel (IPEF–2008)
“Na condução da floresta existem vários sistemas silviculturais que podem ser
utilizados de acordo com os diferentes produtos da floresta”, que representa a
qual comercialização final, ou seja, a que mercado será destinado à plantação
de eucalyptus, explorada e regenerada, para tanto, há diferentes manejos para o
produto que se obterá.
A floresta plantada
é opção do pequeno proprietário como para grandes propriedades, que planta para
negociação da madeira. Já as empresas de papel e celulose que tem grandes
extensões de solo para plantar as espécies que são próprias para seu negócio,
para sua produção, que conduzem a rebrota, ou seja, o reaproveitamento para
assim obter 100% de produtividade em todas as rotações. No que tange as florestas plantadas, que são
conjugadas à floresta nativa, à pecuária, à agricultura, é o modelo que a
EMBRAPA indica (que tratamos na pág 25), desta maneira além de ser mais uma
renda para o proprietário, sombrea o gado e é utilizada em obras de
beneficiamento para a propriedade.
3.
AQUISIÇÃO DE MUDAS
Quanto às mudas que são tratadas de
diferentes formas, para floresta nativa e para floresta plantada, devido às
finalidades que servirão. Os custos de ambas, também, são diferentes. Expomos
algumas informações a respeito no item 6.
Segundo Barbosa et al, “A escolha
das sementes e/ou o conhecimento de sua origem são fatores importantes para o
sucesso da produção das mudas. Representa baixo custo e é fundamental nos
reflorestamentos heterogêneos como se propõe nos trabalhos de recuperação
vegetal de áreas degradadas. Além disso, as técnicas de beneficiamento e
armazenamento são igualmente importantes, sendo recomendado que a semeadura
seja efetuada o quanto antes, pois em geral, espécies nativas têm poder
germinativo das sementes diminuído com o tempo.”(Barbosa et al, 2006:93)
3.1
Fluxograma do viveiro de floresta nativa
Viveiros certificados de florestas
nativas; os viveiros, em sua maioria, são certificados, para tanto devem
cumprir a legislação SMA 21/01 e SMA 47/03.
Figura:
Fluxograma de cultivo de mudas de floresta nativa
Fonte:
da própria autora 05/17
Figura
: Viveiro Certificado SPVS em parceria com TNC
Fonte:
Rodrigues (2009:249)
3.2
Lista amostral das espécies nativas da RPPN Parque Florestal São Marcelo.
Compilamos a lista amostral das espécies existentes no Parque Florestal São Marcelo, das pesquisas do Mestre em Biodiversidade Anderson Colmanetti.
Compilamos a lista amostral das espécies existentes no Parque Florestal São Marcelo, das pesquisas do Mestre em Biodiversidade Anderson Colmanetti.
(Colmanetti,
2013:42...47)
3.3
Fluxograma de viveiros da empresa de papel e celulose International Paper
As mudas são produzidas em viveiros
próprios, está lotado no Horto Moji Guaçu, o qual apresenta capacidade anual de
produção em torno de 16 milhões mudas de eucalipto, cujo ciclo de produção é de
aproximadamente 90 a 120 dias. O modelo de produção é realizado através da
técnica de microestaquia. (plano de
manejo IP,2015:6)
Figura:
viveiro de eucalyptus
Fonte:
Plano de manejo, 2016:9
4.TÉCNICAS DE RESTAURAÇÃO DAS FLORESTAS
CONJUGADAS
Segundo Barbosa et al, em anos de
trabalho entre a
parceria International Paper – Instituto de Botânica de São Paulo, parceria que
se iniciou em 1.993, foram sucessos e dificuldades,”... e vem
desenvolvendo trabalhos de recomposição florestal em áreas de preservação
permanente e reserva legal nos hortos florestais da empresa no Estado de São
Paulo. No período entre 1993 e 2001, a empresa International Paper enfrentou a
dificuldade em proceder ao reflorestamento devido à falta de critérios mínimos
para a implantação e pela baixa diversidade de espécies florestais nativas
disponibilizadas pelos viveiros.”
No entanto, a seriedade e
comprometimento com o meio ambiente fez das “áreas recuperadas pela
International Paper, neste período, demonstrarem muito bem o cenário daquela
época. As primeiras áreas reflorestadas com essências nativas, que contaram com
um elenco de aproximadamente 35 espécies de diferentes estágios sucessionais,
precisavam ser enriquecidas com outras espécies, para ampliar diversidade
florística e promover a sustentabilidade das florestas implantadas.”
Somente, “a partir de 2002, novas
diretrizes foram tomadas pela empresa, baseadas na Resolução SMA 21 de
21/11/2001. Em 2003 a empresa procedeu ao reflorestamento de 240 hectares com
alta diversidade (101 espécies arbóreas de ocorrência regional), com a
finalidade de transformar esta área e mais 296 hectares de florestas
remanescentes, em uma reserva particular do patrimônio natural (RPPN).”(Barbosa
et al, 2006:17-18)
É assim que a restauração ecológica se
instala, já que é “um processo de assistência à recuperação de um ecossistema
que foi degradado, danificado ou destruído. É uma atividade intencional que
inicia ou acelera a recuperação de um ecossistema com respeito à sua saúde,
integridade e sustentabilidade. Freqüentemente, o ecossistema que requer
restauração foi degradado, danificado, transformado ou inteiramente destruído como resultado direto
das atividades humanas.”(Klotz, 2016:85)
4.1
Análise e restauração do solo para reflorestamento da floresta nativa
Conhecida como mata seca, a floresta
estacional é assim designada por ter dois períodos muito distintos, o de chuva
intensa e de estiagem. É floresta que pertence ao Bioma da Mata Atlântica e faz
fronteira com outro Bioma também muito importante, o Cerrado.
Quanto ao objetivo do projeto que visa
recuperar e restauração do solo com reflorestamento das espécies nativas da
região, para formar floresta nativa perene, com a conjugação já utilizada de
contínua floresta plantada, floresta de eucalyptus sp. entre outras para suprir
o mercado de papel e celulose da empresa e proprietária da RPPN.
A meta é desenvolver uma floresta
quantitativamente biodiversa e qualitativamente na conservação da água, produção
de água e solo adequados ao um ecossistema equilibrado, para assim multiplicar
suas espécies no ciclo comum de dispersão de sementes pelos insetos, fauna e
animais.
E o solo é resultado das
propriedades físico, química e biológica no decorrer de centenas de anos e que
favorecem o crescimento da vegetação, influenciando no seu desenvolvimento. E,
também, pode influenciar negativamente a partir do momento que há diminuição de
água, conseqüentemente nutrientes e levando a mortalidade do vegetal.
Nos estudos de Colmanetti “Os principais
fatores de degradação e que desencadeiam mudanças nas características do solo
são: deficiência de nutrientes; lixiviação excessiva; redução no pH; toxidez
por alumínio; salinização e redução da CTC, que ocorre devido à redução da
matéria orgânica; mudanças na estruturação; porosidade; permeabilidade e
densidade; redução da macro, meso e microfauna; e aumento de
patógenos”(2013:14). Tais fatores estão atrelados aos aspectos físico, químico
e biológico do solo. Que na pesquisa de
Colmanetti, estão subdivididas em parcelas dos solos em latossolos e argissolo.
Fatores mais agravantes nos solos são
constatados na pesquisa de Colmanetti (2013) “...que a compactação está
associada as alterações do volume e distribuição dos macro e microporos do solo,
influenciando no armazenamento e na movimentação de água, ar e calor. Dessa
forma, além de haver resistência ao crescimento radicular, há também uma
redução da infiltração de água no solo, causando erosão, com conseqüente perda
do solo e assoreamento dos cursos d’água.....como modelo para restauração de
áreas degradadas, a recomposição da matéria orgânica, correção dos nutrientes
necessários para o crescimento radicular ...A reposição da matéria orgânica do
solo é fundamental, pois contribui na recuperação da capacidade de retenção de
água e na microbiologia do solo.”
Segundo Mandetta em suas pesquisas sobre
o solo, “...finalmente, considerando–se que os solos da área em estudo
receberam uma adubação intensa e homogênea, fica claro que houve uma modificação
nas características naturais destes solos, tornando–os férteis e propícios para
um bom desenvolvimento da vegetação...” (Mandetta, 2007:68)
Figura: Coleta de amostras
para análises química e física dos solos da RPPN, Parque São Marcelo, Moji–Guaçu/ SP. a. – Método de amostragem com trado
holandês para análise química do solo; b. – Método de amostragem com anel
volumétrico para análise física do solo, em três profundidades (0–10, 0–20 e 20–40 cm); c. – Anel volumétrico utilizado para
coleta de solo.
Fonte:
Colmanetti (2013:114)
Nas
análises de solo realizadas por Colmanetti (2013), “...Observa–se que não se
realizou calagem no momento da implantação do reflorestamento da RPPN, e a área
apresenta um gradiente de acidez no perfil do solo.... Atualmente, a RPPN
apresenta uma média ligeiramente inferior, que varia entre 5,4 e 4,8, para as
mesmas profundidades. Como esperado, o solo da RPPN apresentou, após nove anos,
uma acidez mais elevada.... No entanto, é importante destacar que houve diferença
de fertilidade entre as parcelas, independente do tipo de solo.”
Destacamos que nos trabalhos
desenvolvidos por Tavares et al, “Em áreas sob recuperação é recomendado que se
utilize uma mistura de espécies capaz de incorporar certo nível de diversidade
e haja maximização no uso dos recursos disponíveis e posteriormente,
possibilite a evolução natural da floresta para um sistema mais avançado de
sucessão e mais próximo da estabilidade. Na seleção das espécies devem ser
priorizadas aquelas com funções ecológicas específicas, mas com elevada
tolerância a fatores adversos presentes nestas áreas, como elevada temperatura,
baixa umidade, elevada incidência de radiação, competição com invasoras, baixa
disponibilidade de nutrientes, etc” (Tavares, 2008:176)
Na recuperação da floresta são utilizadas
técnicas de serrapilheira e galharia com 0,50 cm de distância do caule da muda,
são assim realizadas para manter a umidade do solo e formar matéria orgânica
para proteção do solo e da planta. O aumento da serrapilheira se dá ao final da
estação de seca, com a queda de 50% das folhas, criando mais matéria orgânica sobre
o solo, ficando cada vez mais densa e conseqüentemente mais nutrientes para as árvores
que absorvem pelas raízes, assim como absorvem irradiação solar pelos estômatos
das folhas transformando, gerando vida constantemente. A biomassa é a principal
fonte de nutrientes para o desenvolvimento vegetal.
E Colmanetti (2013:133) finaliza
suas observações sobre o solo, que a “... restauração ecológica, quando
realizada em solos com histórico de uso agrícola e silvicultural, pode não
impor restrições ao desenvolvimento de reflorestamentos com espécies nativas,
desde que a área destinada ao plantio receba os tratos culturais adequados.” O reflorestamento
é imprescindível para produção de água.
4.2
Fluxograma do modelo de plantio e as técnicas adotadas para floresta nativa
Os modelos de Recuperação de Área Degradada –
RAD promovem um maior sucesso nos projetos de recuperação e conservação da
biodiversidade, e dos estudos existentes muito se referem à formação da
floresta.
Barbosa, que
atua em equipe multidisciplinar e multi–institucional
há décadas, com experiências técnico–científicas
em recuperação de áreas degradadas, nos mais diversos estágios, defende: “Proteger
o meio ambiente não significa impedir o desenvolvimento. O que se faz
necessário é promover o desenvolvimento em harmonia com o meio ambiente. Daí a idéia
de desenvolvimento sustentável, que tomou corpo nas últimas décadas e norteia a
ação dos órgãos públicos encarregados da defesa do meio ambiente, no mundo
todo.” (Barbosa et. al., 2006:6)
Os modelos para reflorestamento de floresta
nativa são muitos, depende da área a receber replantio, no entanto, prevalece a
quantidade de espécies nativas a serem plantadas por hectare, igualando a 100,
porque desta maneira a incidência de pragas diminuem sensivelmente, chegando à
percentual muito baixo, no caso de mortalidade há como repor, ainda no estágio
de capoeira, para tanto o monitoramento na floresta é de grande importância. Destacamos
no fluxograma abaixo as técnicas para um reflorestamento simples de pequena
área, no caso da International Paper, reconheço o modelo de adensamento e
enriquecimento, e como constado pela pesquisadora Mandetta foi adubado e
monitoramento, entre outras providências.
Figura: Fluxograma de
reflorestamento nativo
Fonte:
da própria autora 05/17
4.3 Análise do
solo e plantio de floresta eucalyptus
O modelo de plantio de eucalyptus
utilizado é alinhamento e com espaçamento de 2 x 2 m. Mas antes são necessários
seguir algumas etapas, e o Engenheiro Florestal e Consultor Celso Medeiros, em
entrevista ao Painel Florestal informa: “ havendo capim alto é necessário
roçado, seja manual ou mecanizado, sendo o mais indicado o roçado mecanizado
caso a área seja grande, em seguida aplicar pós emergente a base de glyphosato,
que provoca a dessecação do mato, é a melhor forma pelo controle químico, e
mantém a área livre por até 6 meses da mato competição. A próxima etapa é
preparar o solo, segundo as recomendações de análise de solo, no entanto, a
priori são aplicados duas toneladas de calcário dolomítico/hectare, mais
fosfato, cálcio e magnésio entre outros fertilizantes para se obter o
crescimento rápido, já que floresta plantada se colhe, afirma o consultor.
Nos estudos de Chaul (2006) “É
fundamental a importância do pleno entendimento do que vem a ser uma floresta
energética. Para tanto, é preciso ressaltar suas características, o uso de seus
produtos e subprodutos e diferenciá–la de uma floresta de vegetação nativa.
A floresta energética é uma monocultura com a finalidade de produção de energia
na forma de biomassa, madeira para a serraria ou construção civil, de tal forma
que o manejo e produção ocorram ordenados e planejados.”
No cultivo de eucalyptus, continua nos
instruindo o Consultor Celso Medeiros, na época da colheita são realizados
cortes rasos, já que é muito comum o aproveitamento, ou seja, a rebrota que é a
2ª. e 3ª. rotação do reflorestamento, que significa reaproveitamento, para
evitar perdas deve–se aplicar
fertilizantes nos sulcos ou a lanço e com os devido cuidados fertilizantes e
herbicidas utilizados favorecerão o crescimento da futura rebrota e uma nova
colheita com 100% de aproveitamento.
O ciclo de corte é no período de chuvas,
as árvores são cortadas por equipamentos de grande porte e multifuncionais,
corte raso, que descasca o tronco e corta na medida de 3,6m. Habitualmente é replantado
clones da espécie rentável, e quando se tem uma floresta clonal bem conduzida,
é possível obter a mesma produtividade; assim encerra os comentários do
Consultor Celso Medeiros.
4.4 Fluxograma do modelo de plantio e técnicas
para floresta eucalyptus.
Figura:
Processo de colheita
Fonte:
Plano de manejo, 2015:7-8
Em linhas gerais, o processo de colheita
inicia–se quando
floresta atinge idade de aproximadamente de 6 a 7 anos (pano de manejo IP,
2015:7/8)
5. MANEJO DE FLORESTAS
A floresta recriada do Parque
Florestal São Marcelo é uma Floresta de Alto Valor de Conservação – FAVC e
possui 187 hectares de floresta nativa com 13 anos de idade, apresenta
exuberância apesar de ser apenas uma adolescente. Esta floresta recriada tem o
reconhecido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação
(FAO), e no ano de 2010, reconhecida também a prática de manejo florestal
sustentável na América Latina.
Quando se fala de florestas
estamos falando de solo e de água, quanto ao solo “Tem grande
importância verificação nas perdas de solo, pois interfere diretamente na
cobertura vegetal e nas características físicas e biológicas do solo.... Deve–se
considerar, no entanto, que nenhum implemento de preparo promove melhorias na
estrutura do solo. Isso só é conseguido através de atividade biológica, macro e
microorganismos e sistema radicular.” (Tavares,2008:135,138)
5.1 Monitoramento e manutenção da
floresta nativa
Nas
pesquisas de Colmanetti, ele também realizou monitoramento comparando com dados
de 2007, como vemos no quadro de fotos.
Figura – Imagens de diferentes situações da
floresta em formação na RPPN “Parque São Marcelo”, Moji–Guaçu/SP. a. – Diâmetro de Cecropia
pachystachya; b. – Diâmetro de Schizolobium parayba; c. – Copa de Schizolobium
parayba; d. – Altura do dossel do reflorestamento; e. – Dossel na estação
seca; f. – Dossel na estação chuvosa; g. – Coleta e identificação de material
botânico; h. – Fruto de Eugenia uniflora; i. – Catasetum sp.
Fonte:
Colmanetti (2013:62)
Segundo
Mandetta (2007) uma das questões mais importantes a ser levantada em um projeto
de restauração é o estabelecimento de critérios que possam ser empregados na
avaliação de seu sucesso.
O monitoramento é fundamental para o
sucesso do projeto de reflorestamento, já que as vistorias são para corrigir as
necessidades das mudas, até que estejam aptas em capacidade e altura de
sobreviver na nova formação de floresta. Com gradativo surgimento em volume
considerável de serrapilheria, que protege e desenvolve naturalmente microorganismos
no solo gerando nutrientes no solo, é interdependência de alta complexidade com
o sistema radicular, com o solo e com água.
Parte do monitoramento é averiguação da
diversidade da fauna, da evolução da revegetação, cobertura vegetacional do
solo, crescimento ou mortalidade das mudas, se há espécies exóticas em
equilíbrio, presença de mamíferos, de peçonhentos e aracnídeos, insetos e entre
outros bioindicadores. Estes bioindicadores vão demonstrar se a floresta
caminha para sustentabilidade.
E, no período em que Mandetta (2007)
esteve na RPPN, já se constatou o número variado de fauna como: jacu e mutum, de
animais como: capivara, onça–parda, gamba, veado do campo, morcegos frugíveros
(do figo), morcegos insetívoros (insetos) proporcionando a dispersão de
sementes, repteis e serpentes, da flora como: arbustos, trepadeiras, bromélias,
cipós, parasitas, microorganismos, insetos, vertebrados e inverterbrados favorecendo
a regeneração natural.
Figura
: Fauna presente dentro e nos arredores da RPPN “Parque São Marcelo”, Moji-Guaçu/SP.
a – Cervídeo; b – Lebre; c – Borboletas; d – Capivara; e – Ouriço; f –
Cascavel; g – Ave; h – Carcaça de Tatu; i – Cigarra em ecdise
Fonte:
Colmanetti 2013:60
Quanto
às espécies florestais encontradas nas pesquisas de Mandetta (2007) e
Colmanetti (2013) já são 95 % de espécies nativas predominando sobre as
espécies exóticas, no entanto, é exatamente no monitoramento que se observa
avanço ou não da espécie exótica para não se tornar invasora e prejudicar a
floresta, caso aconteça um crescimento das espécies exóticas acima do que
configurado como normal, estes indivíduos serão removido e em seu lugar serão
plantadas espécies nativas.
No plano de manejo da IP, aparecem
informações já citadas, e sobre os fungos que são excelentes bioindicadores da
qualidade da floresta“...Avaliação da comunidade de fungos basidiomicetos
lignícolas: sendo coletados 114 espécimes de 21 espécies.”(plano de manejo IP,
2015:13)
Figura:
bioindicadores - fungos
Fonte: Plano de
manejo, 2015:13
E
vemos no gráfico os dados sobre a floresta nativa, a regeneração a partir da
sua implantação em 2002 até a primeira pesquisa em 2007, e depois a segunda
pesquisa em 2013.
Figura
– Grupos sucessionais dos dois trabalhos desenvolvidos na RPPN “Parque São
Marcelo”, Moji-Guaçu/SP, com dois anos e meio (Mandetta, 2007) e 9 anos após o
plantio (Colmanetti, 2013), N.C. – Não Classificadas.
Fonte: Colmanetti, 2013:48
O Prof . Dr. Eng. Agrônomo e Diretor do
Instituto de Botânica de SP Luis Mauro Barbosa que atou junto às equipes
multidisciplinar e multi–institucional, e que foi orientador dos pesquisadores
Mandetta (2007) e Colmanetti (2013), visitando a RPPN em 2015, observou que a
nova floresta, a cada ano está mais vigoroso, com árvores mais altas, troncos
mais grossos e com mais galhos, com poucos anos já podemos descansar nas suas
sombras e ficar ouvindo o canto dos pássaros, significando que seja necessário
esperar cem anos para vê–la em seu esplendor. (Motomco Group)
Luiz Mauro Barbosa comenta que: “foram
plantadas 101 espécies diferentes por hectare entre primárias e secundárias. Do
alto é possível observar como a reserva está bem formada. Outro aspecto muito
importante é a formação de serrapilheria, uma camada de folhas, brotos e
pedaços de galho que se deposita no solo e vai formando uma camada de matéria
orgânica. Quanto maior a camada, mais nutrientes para o solo.
E nas pesquisas de Colmanetti (2013)
constata–se que é preciso “verificar se o ecossistema recuperou sua
funcionalidade, são necessárias avaliações após a implantação periodicamente, o
que permite verificar o estágio de desenvolvimento do processo de recuperação.”
Verificamos a evolução da floresta,
também, pela sua altura, com espécies predominando de altura de 5,1 a 8 metros,
e num segundo grupo predominante de 8,1 a 11 metros.
Figura
– Número de indivíduos arbóreos com CAP +- 15 cm, amostrados nas 20
sub-parcelas amostrais da RPPN “Parque São Marcelo”, Moji-Guaçu/SP, distribuído
de acordo com a altura (m) expresso em porcentagem.
Fonte: Colmanetti, 2013:49
Há um consenso entre os dois
pesquisadores da RPPN, Mandetta (2007) e Colmanetti (2013) no que diz respeito
ao solo sustentável para regeneração florestal, apesar de a floresta nativa ter
apenas 13 anos de idade. Afirmam que as técnicas adotadas foram eficientes,
pois está semelhante a uma floresta natural, e sem dúvida o monitoramento é
fundamental para avaliação das técnicas, assim como para que se alcance o
dossel de futura floresta perene, com multiplicação constante de espécies além
das que foram cultivadas.
Mandetta (2007) relata em sua pesquisa
que “...os programas de recuperação de áreas degradadas deixaram de ser mera
aplicação de práticas agronômicas ou
silviculturais de plantios de espécies perenes e tentativas limitadas de
remediar um dano que, na maioria das vezes, poderia ter sido evitado, para
assumir a difícil tarefa da reconstrução dos processos ecológicos, de forma a
garantir a perpetuação e a evolução da comunidade no espaço e no tempo.”
Para tanto, as ações de reflorestamento
se desencadeiam, e ecossistemas tem sido restaurados, revegetados, regenerados
ou recuperados, porque são vários os graus de ação antrópica no meio ambiente.
São várias as etapas de planejamento que
uma recuperação de área deve ter como procedimento até o final do projeto. Uma
destas etapas é o cronograma de monitoramento, que contém averiguações que
devem ser regularmente verificadas. Temos
um exemplo de essa tarefa a seguir:
Figura:
Cronograma de implantação e manutenção
1o
Ano: Cronograma para implantação e
manutenção no 1o ano
do plantio em área total.
2º.
Ano: Cronograma para implantação e manutenção
Fonte:
Rodrigues et al,2007:144
Figura
- Cronograma de Execução do
Monitoramento da Vegetação
Fonte:
Rodrigues et al, 2007:145
5.2 Monitoramento e manutenção floresta
eucalyptus
“O objetivo principal do Plano de Manejo
da International Paper é garantir a produção sustentável (socialmente justa,
ecologicamente correta e economicamente viável) de madeira para fins de
abastecimento das unidades produtoras de papel e celulose, prezando pelo uso
racional dos recursos florestais, pela conservação dos ecossistemas naturais e
pela sustentabilidade do negócio florestal no curto, médio e longo prazo.
Também se caracteriza como objetivo do Plano de Manejo o atendimento de
indicadores normativos referentes ás certificações FSC e Cerflor (PEFC).”(Plano
de Manejo, 2015:1)
O manejo florestal da International
Paper do Brasil encontrava-se implementado de acordo com o estabelecido no
padrão normativo NBR 14789. Ao longo do processo de avaliação evidenciamos
melhorias especialmente nas áreas operacionais com maio padronização das
condições de higiene, conforto e segurança adotados para os trabalhadores
florestais da organização e de suas contratadas. (Buerau Veritas Certification,
2011:14)
As Unidades de Manejo Florestal da
International Paper do Brasil somam aproximadamente 101.147,40 ha, dos
quais 71.305,28 ha, aproximadamente 70% de sua área, são destinados ao
cultivo de eucalipto para produção de celulose e papel, enquanto cerca de 25%
dessa área são destinados à conservação Ambiental de áreas compostas por
vegetação nativa, pertencentes principalmente aos Biomas Cerrado e Mata
Atlântica, representando uma área total de 25.529 ha, sendo, 980 ha dessas
áreas naturais categorizados como Reserva Particular do Patrimônio Natural
(RPPN).”
Figura:
Manejo na floresta plantada
Fonte:
Plano de manejo, 2015:7
E quanto a Certificação a International
Paper anualmente cumpri a legislação, e “ainda conta com uma área total de
5.544 ha de Parcerias certificadas pelo FSC e Cerflor, dos quais 2.604 ha são
compostos por áreas naturais e 2.940 ha são de florestas plantadas (eucalipto),
que fornecem madeira para o abastecimento da Unidade fabril de Mogi Guaçu.”
(Plano de Manejo, 2015:4)
Nos estudos sobre viabilidade econômica
...”É comum entre técnicos da área florestal a recomendação do plantio de 1667mudas/ha
ou 8067mudas/alqueire. Só que neste projeto, foram utilizadas 23.000 mudas de Eucalyptus
camaldulensses spp., dentro do espaçamento 3x2m (sendo três metros entre
ruas e 2 metros entre mudas), distribuídas ao longo dos 14,76 hectares, sendo
1558 mudas/ha ou 7542mudas/ alqueire.
Figura - limpeza feita pelo uso de herbicida dessecante
Fonte:
Chaul, 2006:11
Esta floresta contou ainda com um
sistema silviagrícola, neste caso foi cultivado mandioca em uma área de quatro
hectares entre o espaçamento das ruas da floresta, com a finalidade de agregar
valor. A perda no número de mudas por hectare se deu devido um recuo de 4m ao
longo da floresta foi feito para a realização de aceiros, visando a prevenção de
queimadas durante o período de seca, além da presença de algumas árvores de
essência nativa que fazem parte da área, essa mudas foram dispostas ao solo no
dia 5 de novembro de 2004, com 20cm de porte, as quais foram produzidas pelo
Viveiro Ambiental, localizado no 6km da rodovia GO-010 (saída para
Bonfinópolis), e comercializadas pelo valor de R$0,20 a unidade. Durante a realização
do plantio das mudas do projeto foram utilizados dez trabalhadores braçais, com
prática neste tipo de tarefa, durante cinco dias consecutivos para o plantio e
adubação da área (Chaul, 2006:9)
Neste projeto, durante o período de
seca, o monitoramento de prevenção a queimada eram constantes, sempre mantendo
um aceiro de 4m em torno da área, e ao iniciar o período chuvoso foi feita uma
calcareação de cobertura na forma de 100g/muda e uma adubação com um N–P–K–20–0,5–20 + 0,5% de Br e Zn, sendo a proporção de
120g/muda. Durante todas essas etapas, o combate ao ataque de formigas
juntamente com o controle das plantas concorrentes foram de trabalho intenso.
(Chaul, 2006:11)
Esses
estudos demonstram a rotina de monitoramento de uma área que tem
reflorestamento de eucalyptus. Neste negócio a rentabilidade é em longo prazo e
como pode se obter até três rotações, num período de corte de 7 anos,
preparando o solo de forma adequada a cada colheita e posterior rebrota, obterá
100% de produtividade até 21º. ano.
6.
RESTAURAÇÃO FLORESTAL É CARO!
A restauração floresta custa caro, por
isso é importante preservar para conservação da água, que conseqüentemente
conserva o solo e a floresta. Porque mais caro ainda para vida humana são os
serviços ambientais que as florestas nos prestam e nenhum invento científico
reproduz. Fato é ser imprescindível a conservação da água, do solo e das
florestas, que não são contabilizados nos produtos que advém dos produtos da
floresta, no entanto, não vivemos sem água, e precisamos do solo para cultivar
alimentos e são as florestas que produzem água e chuva. Comprovações
científicas que são irrefutáveis.
6.1
Custos estimados de restauração florestal
Segundo Klotz “a valoração ou
avaliação significa atribuir determinado valor a alguma coisa. Assim, valoração
econômica do recurso ambiental é a atribuição de valor a esse recurso....a
valoração econômica de um recurso ambiental é a estimativa do valor monetário
deste em relação aos outros bens e serviços disponíveis na economia.” (2016:38)
Quanto aos métodos adotados, também, há
custos diferenciados, e Klotz explica: “assim, devido à grande disponibilidade
de métodos de restauração florestal existentes, é de esperar que os custos
envolvidos nesse processo variem bastante. (2016:87)
No que tange, a florestas da Mata
Atlântica, Rodrigues et al “estimativa de implantação e manutenção de projeto
de restauração florestal usando espécies nativas, num espaçamento 3 x 2 m, com
todos os tratos silviculturas necessários, até dois anos do plantio de R$
8.832,00 p/ha, em 2009.” (2009:174)
CUSTOS ESTIMADOS DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL
|
|
Implantação
|
R$ 6.920,00
|
Manutenção 1º ano
|
R$ 1.123,00
|
Manutenção 2º ano
|
R$ 789,00
|
Total
|
R$ 8.832,00 por/ha
|
De acordo com estudos do Klotz os
custos variam de projeto para projeto, assim como quantidade, estamos
demonstrado valores por hectare: “coleta de solo, análise de solo, combates às
formigas cortadeiras, marcação de covas, abertura de covas, adubação de base,
aplicação de calcário de cova, operação de plantio, rega pós–plantio (2l/por
cova), replantio, coroamento, construção de cerca, custo de elaboração do
projeto e assistência técnica. Os insumos considerados são: formicida
granulada, mudas (levando–se em conta a aquisição de 10% a mais para
replantio), sendo 50% de espécies pioneiras e secundárias e 50% de espécies
clímax, fertilizante NPK e calcário. Os cálculos destes insumos são de julho/2015
para Mata Atlântica = R$8.612,43.
6.2
Orçamento Florestal
“A restauração florestal, portanto, pode
ser entendida como o processo que emprega diversas técnicas silviculturais e
agroecológicas visando recuperar (restaurar) um ambiente florestal degradado,
com o objetivo de recompor seus processos ecológicos e suas funções
ecossistêmicas.” Klotz (2016:85) E, para isso são necessários profissionais
competentes e recursos financeiros para arcar com todos os custos.
Figura:
Orçamento Florestal
Fonte:
Klotz, 2016:112
Figura - Detalhamento
dos custos médios de implantação e manutenção de áreas em restauração
florestal, com plantio em área total
Fonte:
Rodrigues et al, 2007:143
Figura:
Previsão Orçamentária PRAD Floresta Nativa
Fonte:UNESC
– Projeto ambiental – SC
(https://www.jfsc.jus.br/acpdocarvao/2011/PRADS/PRAD_AREA_III_RIO_PIO.htm)
Os modelos de
orçamento apresentados, servem de avaliação para termos o conhecimento de como
um projeto é minucioso. E o orçamento a seguir é de floresta plantada.
Figura:
Descrição dos custos de implantação de uma floresta de eucalyptus
Fonte:
Chaul, 2016:12/13
E Chaul, o autor desta
planilha, lembra que os preços são oscilantes, e podem surgir eventuais gastos.
Mais esta planilha é para conhecermos os componentes de custos de
reflorestamento de eucalyptus, e numa empresa de papel e celulose, sem dúvida,
são multiplicados.
Chaul, comenta sobre a viabilidade econômica de reflorestamento de eucalyptus conclui: “Este projeto
comprova que floresta de eucalipto no Estado de Goiás, com sua madeira destinada
ao escoramento de obra produzida aos vinte quatro meses, em uma distância
próxima da capital Goiânia (raio de 100Km), é economicamente viável, pois ao aplicarmos R$
27.970,00 ao longo de vinte e quatro meses, associados com o
trabalho para realização de tal empreendimento, obtêm-se o resultado de R$123.954,48, o mesmo
que aplicarmos o montante inicial à uma taxa de juros de 6,4% ao mês, durante
vinte quatro meses.”
7.
CONSIDERAÇÕES SOCIOAMBIENTAIS DA CONJUGAÇÃO DA FLORESTA ESTACIONAL E FLORESTA
DE EUCALYPTUS ssp.
Como verificamos é muito caro
recuperar uma área degradada pelo ponto de vista financeiro, porém mais caro é pelo
principal ponto de vista dos benefícios ambientais prestados pela floresta, que
são os serviços ambientais de uma floresta, apesar da árvore ser colaborado
desde o período de seu crescimento e assim será por anos de vida que tiver,
para que na fase adulta e madura alcance absorção máxima de carbono, máxima
produção de água, e através da evapotranspiração formam as chuva, que se dão em
torno de 30/50 anos de uma árvore, e dependendo da espécie poderá alcançar 100
anos ou mais prestando serviços ambientais.
No empreendimento da RPPN Parque
Florestal São Marcelo que está conjugado com floresta comercial, acredito que
de alguma forma, a floresta plantada financiou o reflorestamento nativo. Podendo,
desta forma, ser criado a manutenção para conservação da água.
Mais
para um proprietário agricultor que não se preocupa com a conservação do solo e
da água, o valor ambiental fica muito mais caro e prejudica as áreas no
entorno, já que absorvem águas do lençol subterrâneo, esse prejuízo da escassez
de água interfere diretamente na produção que vai perdendo a qualidade e
quantidade devido ao esgotamento dos recursos do tripé solo x água x floresta.
É preciso entender efetivamente que a
conservação da água é fundamental, que é indissociável do solo e das florestas,
já que a água é essência de toda vida, e o tempo da natureza para formar volumes
de águas superficiais e subterrâneas, não é o tempo imediatista dos produtores,
independente do cultivo que praticam. Isso é muito sério, e se não houver
planejamento para um desenvolvimento sustentável por parte dos proprietários,
que precisam por em prática a Agenda 21 local, sem dúvida terão danos tão
grandiosos como seus milhares de hectares de cultivo, por que não planejaram
desenvolvimento sustentável para produção de água, assim como não pensaram no
futuro da propriedade.
1. 8. Referências Bibliográficas:
Barbosa et al, Luiz Mauro. Curso de Capacitação e
Atualização em Recuperação de Áreas Degradadas (RAD) – com ênfase em matas
ciliares do interior paulista. 2006. Disponível:
http://www.ambiente.sp.gov.br/municipioverdeazul/files/2011/11/ManualRecupAreas%20Degradadas.pdf– Acessado em 02/04/17
CERTIFICAÇÃO, Sistema de Gestão. Relatório da 4ª.
Auditoria de Manutenção. 2011. Disponível:
http://www.bureauveritascertification.com.br/media/14116/a2_pr002977_fsc_fm_ia_public_report.pdf
– Acessado
em 02/05/17
CERTIFICAÇÃO, Manejo Florestal FSC. Relatório
Público de Certificação de Gestão Florestal. 2010. Disponível: http://www.bureauveritascertification.com.br/media/14266/international_paper_nbr14789_4a_surv_p_blico.pdf
Acessado
em 02/05/17
Chaul, Thiago Name.
Viabilidade Econômica de Florestas de Eucalypto no Estado de Góias. 2006.
Disponível http://www.ucg.br/ucg/prope/cpgss/ArquivosUpload/36/file/VIABILIDADE%20ECON%C3%94MICA%20DE%20FLORESTAS%20DE%20EUCALIPTO%20NO%20ESTADO%20%E2%80%A6.pdf– Acessado
02/05/17.
COLMANETTI.
Michel Anderson Almeida. Dissertação Estrutura da Vegetação e Características
Edáficas de um Reflorestamento de Espécies Nativas. 2013. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/hoehnea/v40n3/03.pdf;http://arquivos.ambiente.sp. gov.br/pgibt/2013/09/Michel_ Anderson_Almeida_Colmanetti_ MS.pdf – Acessado em 02/04/17
FLORESTA, Modos de Restaurar uma. disponível: https://www.youtube.com/watch?v=a2ygqm4UOkI&t=6s
– Acessado em 02/04/17
FLORESTA recriada tem hoje mais de 100 espécies de árvores
nativas –
Motomco – (Globo.com). Disponível: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/12/floresta-recriada-tem-hoje-mais-de-100-especies-de-arvores-nativas.html – Acessado em 02/05/17
FLORESTA recriada tem
hoje mais de 100 espécies de árvores nativas. Youtube Globo Rural. Disponível: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/videos/t/edicoes/v/floresta-recriada-tem-hoje-mais-de-100-especies-de-arvores-nativas/4655824/ – Acessado
em 02/04/17
FLORESTAL.
Painel. Entrevista com Engenheiro Florestal e Consultor Celso Medeiros.
Disponível: https://www.youtube.com/watch?v=OJHaLmr1sU0;
https://www.youtube.com/watch?v=6QSyixaoZYM – Acessado em
02/04/17
Klotz,
Alexandre Otto. Dissertação Valoração de Danos a Ecossistemas Florestais Naturais
Em Perícias Criminais Ambientais no Estado da Bahia. 2016. Disponível: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/168009/339952.pdf?sequence=1&isAllowed=y – Acessado em
02/05/17
LEI.
Resolução CONAMA 429/11. Disponível: http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=644
–
Acessado em 02/04/17
LEI.
Instrução Normativa IBAMA 04/11.
Disponível: http://www.ctpconsultoria.com.br/pdf/Instrucao-Normativa-IBAMA-04-de-13-04-2011.pdf– Acessado em 02/04/17
LEI.
Instrução Normativa ICMBIO 11/14. Disponível: http://www.icmbio.gov.br/cepsul/images/stories/legislacao/Instrucao_normativa/2014/in_icmbio_11_2014_estabelece_procedimentos_prad.pdf – Acessado em 02/04/17
LEI. Novo Código Florestal – Lei Federal
12.651/05/12 – Disponível: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm– Acessado em 02/04/17
LEI.
SMA 08/08. Disponível: http://arquivos.ambiente.sp.gov.br/resolucao/2008/2008_res_est_sma_08.pdf
– Acessado em 02/04/17
LEI. SMA 21/01. Disponível: http://www.cetesb.sp.gov.br/licenciamento/documentos/2001_Res_SMA_21.pdf
– Acessado em 02/04/17
LEI. SMA 47/03. Disponível: http://www.cetesb.sp.gov.br/licenciamento/documentos/2003_Res_SMA_47.pdf
– Acessado em 02/04/17
LEI, Resolução CONAMA 05/94.
Disponível: http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=146 – Acessado em 02/05/17
MANDETTA.
Elizabeth Carla Neuenhaus. Dissertação Avaliação Florística e de Aspectos
Estrutura da Comunidade de um Reflorestamento com Dois Anos e Meio de
Implantação no Município de Moji–Guaçu
–
SP. 2007. Disponível: http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.631.3637&rep=rep1&type=pdf– Acessado em 02/04/17
PAPER,
INTERNATIONAL. Resumo do Plano de Manejo IP: 2015/2016. Disponível:
http://www.internationalpaper.com/docs/default-source/portuguese/sustainability/resumo-do-plano-de-manejo-florestal-2016.pdf?sfvrsn=2
;
http://www.internationalpaper.com/docs/default-source/default-document-library/resumo-plano-de-manejo-ip-2015.pdf?sfvrsn=0 –
Acessado 02/05/17
Rodrigues et al, Ricardo
Ribeiro. Pacto pela Restauração da Mata Atlântica. Laboratório de Ecologia e
Restauração Florestal – LERF:USP/ESALQ/LCB. Piracicaba, 2009. Disponível: http://www.sigam.ambiente.sp.gov.br/sigam3/Repositorio/222/Documentos/EPBio/EPBio_16_Sergius.pdf– Acessado em 02/04/17
Silva et al, Adriana
Neves da. Unidades de Conservação da Natureza. Caderno de Educação Ambiental N°
3. Secretaria do Meio Ambiente. – 2ª ed. – São Paulo: SMA, 2014. Disponível:
http://www.ambiente.sp.gov.br/wp-content/uploads/publicacoes/sma/unidConservNat.pdf – Acessado em
02/04/17
SIXEL,
Ricardo Michael de Melo.Condução da Floresta – Silvicultura e Manejo.
ESALQ.USP, 2008. Disponível: http://www.ipef.br/silvicultura/manejo.asp – Acessado em 02/04/17
Tavares
et al, Silvio Roberto de
Lucena. Curso de Recuperação de Áreas Degradadas – A Visão da Ciência do Solo
no Contexto do Diagnóstico, Manejo, Indicadores de monitoramento e Estratégias
de Recuperação. EMBRAPA SOLOS, RJ, 2008. Disponível: https://www.ufjf.br/analiseambiental/files/2012/02/curso_rad_2008.pdf– Acessado em 02/04/17





















































Comentários
Postar um comentário